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2 de mai. de 2013

Eles bajulam a mídia de direita em busca de “proteção”



Por Eduardo Guimarães

Um fenômeno político vem se materializando e precisa ser muito bem avaliado, pois começa a se tornar preocupante. Políticos de variadas tendências – alguns deles, supostamente aliados do governo Dilma – vêm deixando ver que estão em busca de construírem para si uma rede de proteção midiática como a de Fernando Henrique Cardoso e José Serra.

13 de ago. de 2012

Não há Poder da República que sequer cogite enfrentar a mídia

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!



Por Eduardo Guimarães
Passei a manhã e o início da tarde de segunda-feira mergulhado em telefonemas para jornalistas e políticos de Brasília sondando as possibilidades de a CPI do Cachoeira vir a aprovar o requerimento do deputado federal petista do Paraná Doutor Rosinha para convocar o diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, Policarpo Júnior.
Motivos para essa convocação, não faltam. Se até o último fim de semana havia ainda algum tipo de desculpa para ela não ocorrer, matéria do repórter da revista Carta Capital Leandro Fortes esgotou a questão. Escutas da Operação Vegas mostram Policarpo até encomendando escuta ilegal de um deputado federal ao bicheiro Carlos Cachoeira.
A Operação Vegas, acima da Operação Monte Carlo, contém PROVAS materiais de que havia uma relação de cumplicidade entre a revista e o bicheiro e torna obrigatória, ao menos em tese, uma ampla investigação sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por ter engavetado a investigação.
A CPI do Cachoeira e o próprio Congresso Nacional, portanto, têm TODOS os elementos para colocarem ao menos Veja e o PGR no paredão.  Todavia, os políticos e jornalistas com os quais conversei consideram praticamente nula a possibilidade de alguma providência vir a ser tomada contra aquele órgão de imprensa ou contra o chefe do Ministério Público.
Em primeiro lugar porque, ao menos em relação à Veja, fui informado de que, em Brasília, até os postes de luz sabem que o principal executivo da Revista, Fabio Barbosa, e o diretor da Globo José Roberto Marinho foram ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, Michel Temer, e firmaram um pacto de não agressão entre a mídia e o governo Dilma.
Entre os partidos políticos, a situação não é muito diferente. Do PSOL ao DEM, passando por PT, PMDB e todo o resto, nenhum partido tem a menor intenção, enquanto agremiação partidária, de desafiar a associação midiática composta, essencialmente, por Globo, Folha, Veja e Estadão.
Se os Poderes Executivo e Legislativo não estão dispostos a tomar providências contra essa organização criminosa composta pela quadrilha de Carlos Cachoeira e  Veja que salta aos olhos – e aos ouvidos – na extinta Operação Vegas, com o Judiciário não é diferente. Basta ver como foi tratado o inquérito do mensalão.
Só para não me estender demais no caso: o inquérito deveria ter sido desmembrado e não deveria, de forma alguma, ir a julgamento exatamente durante as eleições. É um escândalo. Processos similares, como o mensalão do PSDB (envolvendo o ex-presidente do partido Eduardo Azeredo), foram praticamente acobertados pelo STF. Tudo porque a mídia quis.
Alguns dirão: mas o governo Dilma vai permitir que a mídia imole a era Lula e o PT? Resposta: vai. Dilma porque, passado o circo midiático sobre o julgamento, continuará perseguindo resultados sociais e econômicos e, melhorando a vida do povo, ele esquecerá tudo. E o PT porque cederá os anéis (os acusados no inquérito) e preservará os dedos graças à curta memória popular.
Sempre segundo as fontes ouvidas, Dilma não está nem aí para Lula ou para o PT. Ela, segundo dizem, é uma burocrata que não quer se envolver em política. Persegue números positivos para seu governo na economia e no social e ponto final. Não gosta de política e só quer deixar o cargo – seja em 2014, seja em 2018 – tendo o que mostrar em termos de realizações.
O pacto de não agressão entre o governo Dilma e a mídia fará com que não seja desencadeada campanha de destruição como a que foi desfechada contra Lula, que, segundo as fontes ouvidas, só foi alvo de tal campanha porque o ex-presidente questionou o poder midiático e o desobedeceu implementando políticas públicas que desaprovou.
Todavia, do ponto de vista da administração pública não houve nada, no governo Lula, que justificasse a campanha de destruição que a mídia desfechou contra si. Pelo contrário: os mais ricos ganharam muito dinheiro.
Quem acha que pode haver alguma alternativa mais à esquerda, esqueça. O PSOL, por exemplo, mantém alguma retórica de regulação da mídia, mas é um dos maiores beneficiários de sua atuação. Apesar de sua retórica esquerdista, a mídia não o ataca e ainda lhe oferece material para atacar o PT, no qual o PSOL pretende se converter um dia.
É doloroso dizer, meus companheiros, mas está tudo dominado. De oposição verdadeira ao capitalismo selvagem brasileiro e ao seu principal sustentáculo, a mídia hegemônica, não existe nada mais do que a blogosfera, alguns movimentos sociais e alguns poucos políticos idealistas como o Doutor Rosinha. Todos, porém, sem poder.
Enquanto a América Latina vai caminhando para a esquerda, o Brasil é o último grande sustentáculo do selvagem capitalismo de inspiração ianque na região. É o país em que ele é mais poderoso sobretudo por falta de forças políticas que lhe dêem combate real, ou seja, que combatam seu braço midiático, que o sustenta.
Sim, o governo Dilma poderá conseguir avanços sociais e econômicos relevantes, mas não promoverá qualquer tipo de avanço institucional duradouro. Tudo o que conseguir poderá ser desmontado por uma gestão posterior de direita. Sei que muitos ficarão incomodados com o que eu disse neste post, mas, tragicamente, essa é a verdade.

Sintonia Fina

28 de jun. de 2012

Protocolos do Mercosul causam chilique na mídia golpista

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Por Eduardo Guimarães

Há quase uma semana que o assunto domina a mídia. CPI do Cachoeira, fotos e alianças com Maluf, tudo ficou subjacente a um assunto que não chega a empolgar a opinião pública brasileira, que sempre fica meio atônita com a política latino-americana, sem saber direito que importância ela tem. Todavia, a mídia continua mantendo o assunto na agenda.


Eles começaram timidamente. Verdade seja dita, nessas horas o único que assume quem é, que não tem prurido algum, é o colunista da Veja Reinaldo Azevedo. Esse, havendo injustiça, já se sabe que posição tomará. E que será imediata. Golpe de Estado contra governo de esquerda, então, é mel na chupeta. Só se for agora, para ele.


Particularmente, julgo melhor assim. As tentativas de dissimulação da grande mídia, dos editoriais, de certos colunistas, causam ainda mais repulsa do que a assunção “honesta” de (falta de) valores e convicções. Comportamento esse que a direita midiática e golpista sempre acaba exibindo, nessas horas.


Foi assim durante o golpe em Honduras. A mídia brasileira travou um longo combate contra o governo Lula. O mesmo ocorreu por toda a América Latina. Todavia, o ex-presidente não titubeou um só segundo. Deu asilo a Manuel Zelaya e ficou com ele até o fim.


A sociedade hondurenha foi às ruas em peso pedir o retorno da democracia, sendo então massacrada pelas forças armadas e, enquanto isso, a mídia golpista atacava a política externa brasileira sem parar. Àquela época, apesar de o tratado de constituição da Unasul ter sido recentemente assinado, o país golpeado estava na área de influência norte-americana e o golpe prevaleceu.


OEA e Unasul foram solenemente ignoradas, os relatos de mortes, prisões ilegais, tortura, espancamento e todo tipo de violação de direitos civis pelos golpistas se sucederam, mas os Estados Unidos, mais uma vez, legitimaram a ruptura democrática e o governo ilegítimo de Porfírio Lobo, que, constituído em uma obscura eleição sem observação internacional confiável, acabou restabelecendo relações com a comunidade internacional.


Os interesses que estão por trás da inundação midiática de defesas abertas do rito sumário que depôs o governo legitimamente eleito do Paraguai em pouco mais de 24 horas e sem direito de defesa ao governante destituído são os mesmos que apoiaram e deram sustentação publicitária a golpes de Estado ao longo de todo o século XX.


A mesma mídia que apoiou rupturas institucionais contra tantos governos legítimos durante o século passado continua apoiando o estupro da decisão dos povos latino-americanos e, como áquela época, sempre com o beneplácito dos Estados Unidos.


Oh, que surpresa!, a mídia golpista continua golpista, continua defendendo e legitimando golpes de Estado tanto quanto fez em 1964 pela última vez por aqui, e tantas outras vezes no resto do continente ao longo dos anos.


Desta vez, porém, há um temor midiático de que os golpistas paraguaios possam vir a pagar um alto preço que venha a desestimular novas aventuras antidemocráticas em países que, durante a década passada, estiveram várias vezes às portas de rupturas institucionais, países como Bolívia, Equador ou Venezuela. Sem falar nos ensaios de ruptura como o que aconteceu por aqui mesmo em 2005…


É por isso que, de quinta-feira passada para cá, quando começaram os rumores sobre o golpe parlamentar que seria dado no país vizinho, o grau de adesão a ele foi aumentando aos poucos até explodir, hoje, em um surto de histeria do bom e velho jornalista Elio Gaspari, a quem vale dedicar mais um parágrafo e, a seguir, a reprodução de seu chilique.


—–


O Globo / Folha de São Paulo


27 de junho de 2012


A leviana diplomacia do espetáculo


Elio Gaspari


Poucas vezes a diplomacia brasileira meteu-se numa estudantada semelhante à truculenta intervenção nos assuntos internos do Paraguai. O presidente Fernando Lugo foi impedido por 39 votos a 4, num ato soberano do Senado. Nenhum soldado foi à rua, nenhuma linha de noticiário foi censurada, o ex-bispo promíscuo aceitou o resultado, continua vivendo na sua casa de Assunção e foi substituído pelo vice-presidente, seu companheiro de chapa.


Nada a ver com o golpe hondurenho de 2009, durante o qual o presidente Zelaya foi embarcado para o exílio no meio da noite.


Quando começou a crise que levou ao impedimento de Lugo, a diplomacia de eventos da doutora Dilma estava ocupada com a cenografia da Rio+20. Pode-se supor que a embaixada brasileira em Assunção houvesse alertado Brasília para a gravidade da crise, mas foi a inquietação da presidente argentina Cristina Kirchner que mobilizou o Brasil.


A doutora achou conveniente mobilizar os chanceleres do Unasul, uma entidade ectoplásmica, filha da fantasia do multilateralismo que encanta o chanceler Antonio Patriota.


As relações do Brasil com o Paraguai não podem ser regidas por critérios multilaterais. Foi no mano a mano que o presidente Fernando Henrique Cardoso impediu um golpe contra o presidente Juan Carlos Wasmosy em 1996. Fez isso sem espetacularização da crise.


A decisão de excluir o Paraguai da reunião do Mercosul é prepotente e inútil. Quando se vê que o presidente Hugo Chavez, da Venezuela, cortou o fornecimento de petróleo ao Paraguai e que a Argentina foi além nas suas sanções, percebe-se quem está a reboque de quem.


Multilateralismo no qual cada um faz o que quer é novidade. Existe uma coisa chamada Mercosul, banem o Paraguai mas querem incluir nele a Venezuela, que não está na região e muito menos é exemplo de democracia.


Baniu-se o Paraguai porque Lugo foi submetido a um rito sumário. O impedimento seguiu o rito constitucional. Ao novo governo paraguaio não foi dada sequer a palavra na reunião que decidiu o banimento.


Lugo aceitou a decisão do Congresso e agora diz que liderará uma oposição baseada na mobilização dos movimentos sociais. Direito dele, mas, se o Brasil associa-se a esse tipo de política, transforma suas relações diplomáticas numa espécie de Cúpula dos Povos.


Vai todo mundo para o Aterro do Flamengo, organiza-se um grande evento, não dá em nada, mas reconheça-se que se fez um bonito espetáculo.


O multilateralismo da diplomacia da doutora Dilma é uma perigosa parolagem. Quando ela se aborreceu, com razão, porque um burocrata da Organização dos Estados Americanos condenou as obras da hidrelétrica de Belo Monte, simplesmente retirou do fôro o embaixador brasileiro. A OEA é uma irrelevância, mas, para quem gosta de multilateralismo, merece respeito.


A diplomacia brasileira teve um ataque de nervos na Bacia do Prata. O multilateralismo que instrui a estudantada em defesa de Lugo é típica de uma política externa biruta. O chanceler Antonio Patriota poderia ter se reunido com o então vice-presidente paraguaio Federico Franco vinte vezes, mas, se a Argentina queria tomar medidas mais duras, ele não deveria ter ido para uma reunião conjunta, arriscando-se ao papel de adorno.


—–


Esse jornalista presta serviços aos que puxam os cordões das ditaduras há muito tempo. Foi autor de obras sobre o regime militar brasileiro como A Ditadura envergonhada, A Ditadura Escancarada e A Ditadura Derrotada, obras essas que trataram de isentar as classes empresariais e os americanos de responsabilidade pelo golpe de 1964 e pela repressão.


Gaspari foi só o último. Arnaldo Jabor, na noite de terça-feira, tocou o mesmo disco quebrado de uma nota só sobre o golpe paraguaio, limitando-se a xingar os membros do Mercosul e da Unasul que estão cobrando, apenas, acordo que foi feito na região sobre processos de destituição de governos, como se verá mais adiante.


Já aquele colunista da página A2 da Folha que pensa que substitui Clóvis Rossi disse que Lugo caiu porque não tinha apoio popular – em que se baseou? No achismo. E também repisou a teoria de que a população paraguaia está conformada ou até feliz com o golpe quando o que se sabe é que os protestos se sucedem e que, nas ruas, o clima é de revolta.


Gasparis, Mervais Pereiras e pretensos Clóvis Rossis, claro, “pensam” como os patrões, cuja defesa do golpe está nos editoriais sobre cerceamento do direito de defesa dos que cercearam tal direito de um presidente legitimamente eleito. Ou relativizam a rapidez do processo que cassou a vontade do povo paraguaio ou simplesmente a extirpam das análises.


Há, porém, que combinar com os russos. Desta vez não se trata de um país em outro subcontinente e na área de influência de uma grande potência, mas de um vizinho que divide com o Brasil variados interesses e fronteiras extensas. E que se submeteu a cláusulas democráticas de instituições multilaterais como Mercosul e Unasul.


O Paraguai foi suspenso do Mercosul e os golpistas da mídia sul-americana reclamam direito de defesa dos golpistas de fato ignorando que o bloco, apesar de ter sido criado sob fundamentos comerciais e econômicos, desde o primeiro momento teve na política um fator de preocupação permanente devido ao histórico de implantação de ditaduras militares nas jovens democracias que o compõem.


Desde o tratado de Assunção, em 1991, à assinatura do Protocolo de Ushuaia, em 1998, existe o registro de 30 documentos jurídicos, entre Tratados, Protocolos e Acordos, registrados junto à Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A preocupação, em todo esse período, foi a de garantir que não se tolerariam novas rupturas nos países que, à diferença do resto da América do Sul, padeceram sob longas ditaduras militares.


O Protocolo de Ushuaia é considerado a primeira grande norma jurídico-política do processo de integração, ao regulamentar matéria de manutenção e compromisso democrático dos países membros do Tratado de Assunção, de 1991, que criou o Mercosul. A Unasul, por sua vez, envereda pelo caminho de ações conjuntas ainda mais “concretas” dos países que a compõem…


É preciso que fique bem claro que o Protocolo de Ushuaia não foi firmado por bolivarianos, mas pelos presidentes de então (1998) –  o da Argentina, Carlos Saul Menem; o do Brasil, Fernando Henrique Cardoso; o do Paraguai, Juan Carlos Wasmosy; e o do Uruguai,Julio Maria Sanguinetti.


O documento retratou um grau de preocupação com a manutenção da ordem democrática e elaborou mecanismos de articulação conjunta que permita um contato entre eles para promover pressões externas para fazer qualquer dos países membros do bloco respeitar valores dispostos nas constituições vigentes e a legalidade interna.


É preciso, também, ressaltar o Protocolo de Adesão à Declaração sobre Compromisso Democrático no Mercosul, em que os então presidentes das repúblicas da Bolívia (Gonzalo Sanchez de Lozada) e do Chile (Eduardo Frei Ruiz Tagle) referendaram o Compromisso Democrático no Mercosul.


Vale rever artigos do Protocolo Democrático do Mercosul que referendam as sanções ao Paraguai


—–


Artigo 3º – Toda ruptura da ordem democrática em um dos Estados Partes do presente


Protocolo implicará a aplicação dos procedimentos previstos nos artigos seguintes.





Artigo 4º – No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado Parte do presente


Protocolo, os demais Estados Partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o


Estado afetado.





Artigo 5º – Quando as consultas mencionadas no artigo anterior resultarem infrutíferas, os


demais Estados Partes do presente Protocolo, no âmbito específico dos Acordos de Integração


vigentes entre eles, considerarão a natureza e o alcance das medidas a serem aplicadas,


levando em conta a gravidade da situação existente. Tais medidas compreenderão desde a suspensão do direito de participar nos diferentes órgãos


dos respectivos processos de integração até a suspensão dos direitos e obrigações resultantes


destes processos.


Artigo 6º – As medidas previstas no artigo 5º precedente serão adotadas por consenso pelos


Estados Partes do presente Protocolo, conforme o caso e em conformidade com os Acordos de


Integração vigentes entre eles, e comunicadas ao Estado afetado, que não participará do


processo decisório pertinente. Tais medidas entrarão em vigor na data em que se faça a


comunicação respectiva.


Artigo 7º – As medidas a que se refere o artigo 5º aplicadas ao Estado Parte afetado cessarão


a partir da data da comunicação a tal Estado da concordância dos Estados que adotaram tais


medidas de que se verificou o pleno restabelecimento da ordem


—–


Desta vez, à diferença do golpe em Honduras, está nas mãos dos países sul-americanos imporem um custo real e insuportável ao tradicional golpismo que marcou a história da região. Os Estados Unidos já deram sinais de que não arrumarão encrenca com países nos quais tem uma montanha de interesses só para fundamentar o golpismo de setores dos países do entorno paraguaio.


Nesse contexto, resgate-se a declaração do governo Dilma Rousseff que vem sendo repetida por ela e pela diplomacia brasileira: haverá alinhamento do Brasil às decisões do Mercosul e da Unasul. O governo brasileiro não tem como, nem querendo, abrir mão de um acordo do qual  pode vir a precisar…


A pressão da mídia em defesa do golpismo, portanto, não tem boas chances de prosperar. Daí o chilique que está se espalhando pelos impérios midiáticos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela. O golpismo paraguaio deverá custar caro aos seus autores, levando à loucura os que anseiam espalhá-lo pela região.


Sintonia Fina

6 de jun. de 2012

Mídia tentou evitar CPI para poupar Perillo do que se vê


Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



Por Eduardo Guimarães

Quando Willian Bonner aparece na telinha lá pelas oito e meia da noite, durante o Jornal Nacional, fico prestando atenção em suas expressões faciais. Por mais que seja hábil em disfarçar o que pensa ao dar uma notícia, para mim ele é um livro aberto.

Contentamento e contrariedade, medo e arrogância, clareza ou dissimulação podem ser medidos se você sabe que aquela notícia que está sendo dada é verdadeira ou não ou se sabe qual é a posição de quem noticia este ou aquele assunto.

Analisando como se comportam as expressões de alguém conforme o que pensa sobre o que diz, você passa a conhecer a pessoa. Willian Bonner, para este blogueiro, é um livro aberto…

Exemplo: foi instrutivo ver o âncora do Jornal Nacional relatar a intervenção federal no Banco Cruzeiro do Sul sem citar que a instituição, ora acusada de fraude, pertence à família do ex-candidato a vice-presidente na chapa de José Serra em 2010, Índio da Costa.
Vi a expressão de Bonner quando mentiu – ou omitiu, o que dá no mesmo. Este é apenas um exemplo da técnica que uso para “conhecer” aqueles que precisam de vigilância. Com base nas expressões faciais em situações de mentira, omissão ou sinceridade, você aprende sobre a pessoa.

Nos últimos dias, as expressões desse e de outros âncoras de telejornais que diuturnamente tratam de tentar manipular o público, demonstram desalento. O que os desalenta é a CPI do Cachoeira, que já começa a chegar ao ponto em que a mídia e a oposição tanto temiam.

A mídia tentou impedir a abertura da CPI. Fez ameaças, previu que se voltaria contra o PT, esgrimiu com a tese absurda de que oposição não pode ser investigada por CPI porque esta é “instrumento da minoria”, o que, se fosse verdade, tornaria essa minoria inimputável.

Instalada a CPI, Globo, Folha, Veja, Estadão e assemelhados desandaram a decretar que terminaria “em pizza”, que haveria acordo entre tucanos e petistas porque os dois lados estariam igualmente envolvidos. E, supremo caradurismo, equiparou Agnelo Queiroz e Sergio Cabral a Marconi Perillo.

Colunistas do PIG como Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanhêde, Merval Pereira e Ricardo Noblat chegaram a dizer que havia mais indícios contra Agnelo e Cabral do que contra Perillo, que, simultaneamente, diziam um inocente alvejado pelo “desejo de vingança” maligno de Lula.

O que se vê, agora, é muito diferente do que a media “previu”. Até o momento, a CPI não se voltou contra seus autores – que a mídia chegou a negar que eram os governistas, apesar da teoria da “vingança”. Pelo contrário, o que vai ficando claro é que o esquema Cachoeira era, essencialmente, demo-tucano.

Não foi preciso usar informações de fontes sobre a Operação Monte Carlo, apesar de existirem, para concluir que Carlos Cachoeira integrava a máquina denuncista da mídia contra Lula, PT e aliados. Para comprovar, basta analisar as informações que passava à revista Veja.

Durante os oito anos de Lula e o primeiro ano de Dilma, as denúncias de Cachoeira à Veja tiveram um só foco: o governo do PT e seus aliados. Ora, como é possível que estes integrassem o esquema do bicheiro se ele vivia fazendo denúncia contra governistas?
É tão simples, é tão lógico que chega a ser constrangedor ter que dizer isso. É um truísmo, uma platitude, de tão óbvio.

O que a lógica mostra, também, é que a mídia sabe muito menos sobre a Operação Monte Carlo do que insinua. Talvez menos do que blogueiros que vinham dizendo o que aconteceria, ou seja, que o desenrolar dos trabalhos faria com que recaíssem sobre a oposição.

Mas, também, sobre a mídia. Assim como havia informações de que as provas contra Perillo se amontoariam quando a CPI começasse a avançar, também se sabia o que em mais algum tempo ficará mais claro do que já está: Veja e Globo compactuaram com os crimes de Cachoeira em troca de informações que ele levantava contra o governismo.
E a cumplicidade cachoeiro-demo-tucano-midiática não para por aí. Em troca de informações contra o governo federal, contra o PT e seus aliados, alguns dos meios de comunicação acima citados publicavam matérias contra desafetos do esquema de Cachoeira.

Você leu neste e em outros blogs que Perillo iria entrar na roda, e entrou. Agora anote aí, leitor: os próximos serão Gilmar Mendes, Veja e Globo. E contra Agnelo e Cabral não verá nada de relevante simplesmente porque estão do outro lado.

Não se diz, aqui, que o governador de Brasília ou o do Rio de Janeiro são santos. Podem – eu disse, apenas, que podem – ser até dois gangsters, mas no esquema Cachoeira não surgirá nada contra eles. Simplesmente porque o bicheiro trabalhava para a oposição midiática.


Sintonia Fina

5 de jun. de 2012

Globo tirou de pauta entrevista de Pagot quando vazou os '60% da propina para Serra'

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



Por: Helena Sthephanowitz


Na sexta-feira passada (1) a revista Época (das organizações Globo) chegou às bancas com uma entrevista do ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot. Filiado ao PR na época, partido que apoiou a candidatura de Dilma Rousseff, Pagot disse ter pedido doações de campanha legais a empresários que conhecia, mas dentro das regras impostas pela justiça eleitoral, ou seja, doações oficiais, devidamente registradas, e sem coagir ninguém. Doou quem quis, segundo ele.

A revista Época tentou envenenar a narrativa, fazendo ilações sobre o uso da máquina administrativa, coisa negada por Pagot na entrevista.

Pelo visto, a matéria seria repercutida durante o final de semana, inclusive no "Jornal Nacional" de sábado. Mas Pagot também deu entrevista à revista IstoÉ, simultaneamente, dizendo as mesmas coisas. Só que esta revista publicou o todo, sem cortar assuntos, e no todo, o ex-diretor do Dnit fala sobre pressões do ex-diretor do DERSA, Paulo Preto, responsável pela obra do Rodoanel, para liberar mais dinheiro, acima do orçamento previsto.

Disse também que era conversa corrente entre os empreiteiros que o Rodoanel financiava a campanha de José Serra em 2010, inclusive que ouviu de um procurador de empreiteira: "Você tem que se prevenir. Tem 8% entrando lá! Esse 8% era caixa 2. Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin".

A entrevista da revista Época não aborda esse assunto, omite essa informação de de seus leitores. Trata-se de um "jornalismo" peculiar, que faz leitura da realidade semelhante ao episódio da "bolinha de papel" na eleição passada.

Com a revista IstoÉ nas bancas e bombando na internet, com todo mundo comentando a história do "Rodoanel, Paulo Preto, e 60% para Serra..." nas redes sociais, o jornalismo da Globo tirou a repercussão da entrevista de Pagot da pauta. Os telejornais não deram, o jornal "O Globo", também não (até a edição de domingo, pelo menos).

O mais conhecido blog político do jornal "O Globo", cobrado incessantemente pelos internautas, teve que copiar a notícia do Estadão (que comentou o conteúdo das duas revistas), em vez de recorrer aos originais da revista Época, da casa.

É curioso notar que ex-diretor do Dnit concedeu entrevista à Globonews em 21 de abril deste ano tratando de outro assunto, quando acusou o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu e Carlinhos Cachoeira de terem "armado" para ele (como mostram as interceptações telefônicas da Polícia Federal). Uma edição resumida desta entrevista foi ao ar no Jornal Nacional daquela noite. Por isso é improvável que se a revista Época teve acesso à Pagot, a TV Globo não teria, para confirmar os relatos e levar ao ar no sábado.

Por isso, ou a Globo resolveu abafar o caso quando apareceu o nome de Serra, ou havia entrevista editada com ataques apenas ao governo e foi engavetada, quando viu-se obrigada a arrolar Serra, se levasse ao ar.

O jornalismo das Organizações Globo dá mostras de repetir o apoio sub-reptício ao candidato tucano à prefeitura de São Paulo, como ficou claro em 2010, na já antológica farsa da "bolinha de papel".


Sintonia Fina

16 de mai. de 2012

Globo esconde Lula para ajudar Serra

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



Por Altamiro Borges
 
A TV Globo decidiu não exibir as inserções do PT no horário partidário obrigatório de rádio e televisão. Segundo alegou, a decisão decorreu do atraso do partido na entrega da propaganda. A desculpa, porém, é esfarrapada. Todas as demais emissoras levaram ao ar as peças publicitárias. Na prática, a sabotagem serve como campanha indireta de José Serra à prefeitura da capital paulista.

Como registrou a própria Folha tucana, “a decisão põe em risco a estratégia petista para dar visibilidade ao pré-candidato do partido a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, antes do horário eleitoral gratuito, em agosto”. Na propaganda, Lula aparece abraçado com o postulante petista, o que é encarado como o maior risco pelos apoiadores de José Serra – e, lógico, pela famiglia Marinho.
 
A direção do PT paulista alegou que o atraso no envio ocorreu porque a decisão que assegurou o direito às inserções foi tomada pela Justiça Eleitoral apenas na semana passada. O partido também criticou a postura da da emissora. “Existe o direito de expressar uma mensagem partidária garantido pela Justiça Eleitoral e, por uma formalidade, ele está sendo negado por uma emissora”, afirmou Antonio Donato, dirigente da sigla.
 
Sintonia Fina

9 de mai. de 2012

Banqueiros continuam desafiando Dilma e povo brasileiro, através de 'O Globo'

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



Os banqueiros, com a mão da Febraban (Federação de Bancos), emitiram uma nota recuando, dizendo apoiar o governo na queda de juros, após terem emplacado uma manchete no jornal "O Globo" de ontem (8) ameaçando racionar o crédito para manter os juros altos.


Mas com a outra mão, através de editorial no mesmo jornal "O Globo" de hoje (9), continuaram desafiando Dilma, repetindo as velhas críticas, como se Dilma, Mantega e Tombini não soubessem ler balanços, onde despontam os lucros exorbitantes dos bancos, mostrando que há muita gordura que pode ser cortada nas taxas de juros.


O jornalão das organizações Globo se meteu a dar "conselhos" ao governo, se esquecendo que o patriarca, Roberto Marinho, vendeu seu banco ABC-Roma (em sociedade com o governo de Kadafi), porque não teve competência para sobreviver com o fim da inflação. Aliás, de "conselhos" o editorial não tem nada que preste. É mera repetição do lobby que a Febraban vem praticando, para impedir a queda de juros.


Essa dobradinha entre banqueiros e Globo para o Bradesco e o Itaú continuarem cobrando juros extorsivos dos brasileiros e fazendo plim-plim no patrocínio do "Jornal Nacional" e no "Jornal da Globo", é mais um motivo para os brasileiros trocarem suas contas para os bancos públicos.


Mais do que nunca, é hora de todo mundo mudar suas contas para a Caixa Econômica Federal ou para o Banco do Brasil.


Eis o editorial, para quem tiver paciência de ler:








Sintonia Fina
- Com Amigos do Lula

8 de mai. de 2012

O cerco aperta a Globo: Polícias Civil do Rio e Federal pedem à Globo fitas do Fantástico com denúncias de corrupção. Globo diz que apagou ...

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Lembra aquela reportagem do Fantástico do mês passado em que funcionários e até donos de empresas eram pegos numa pegadinha do repórter que se fazia passar por diretor de hospital fazendo licitação?

Lembra que a reportagem mostrava como eram corruptos e acenavam com comissões para o diretor-repórter?


Pois as Polícias Civil do Rio e Federal pediram à emissora o material bruto (todas as fitas com a íntegra das gravações) da reportagem, e não apenas o material editado que foi ao ar, e a Rede Globo disse que
não mantém em arquivo as fitas brutas das imagens, mas apenas o que vai ao ar.

Ou seja, tudo aquilo pode ter sido uma grande farsa montada pela emissora. Vou mostrar como, simulando Repórter (R) e emissário de empresa (E).


Se a íntegra do diálogo entre os dois foi assim:

R -  Mas vocês não têm assim um esquema, um agrado, uma comissão para o comprador?
E - Não.
R - Mas sabe que existem pessoas que agem assim, não sabe?
E - Sei.
R - Cá entre nós, como isso é feito?
E - Não sei. A gente ouve falar.
R - Seria como? Na mão grande, a pessoa oferece?
E - É... Eles dizem assim "
olha, nós podemos fazer o preço de acordo com sua comissão. Pode ser 15, 20%"...
R - Chega a ser tanto assim?
E - Em algumas concorrências, sim.
R - Mas, como é que falariam pra mim. Vamos supor, você...
E - "Olha, a gente pode trabalhar com a sua faixa...
Se quer 20% a gente dá. O importante é o cliente ficar satisfeito"...

Etc, etc...

Agora, vamos para a edição: o que seria cortado do diálogo e o que iria ao ar. Vou usar aqui as frases do Emissário (que poderia ser você, leitor, você, leitora), que estão em negrito acima:

E - Olha, nós podemos fazer o preço de acordo com sua comissão. Pode ser 15, 20%.  Se quer 20% a gente dá. O importante é o cliente ficar satisfeito.

A diferença entre o que aconteceu e o que foi ao ar é gritante. O que o suposto Repórter e o suposto Emissário conversaram foi uma coisa. O Emissário da empresa disse que NÃO pagava propinas. Mas, estimulado pelo Repórter, disse que sabia do esquema feito por algumas pessoas, e o reproduziu,
fazendo-se passar por um dos corruptores.

O que teria ido ao ar nesse exemplo que criei, incrimina o Emissário, mostra-o como se estivesse oferecendo comissão, o que ele não fez e disse que não fazia.


Voltando ao nosso mundo real, e  saindo do mundo Fantástico, suponha que você tenha sido o Emissário, a Emissária atingido(a) pela reportagem. O Brasil inteiro, a partir daquele domingo, o (a) viu como um(a) corrupto(a) fdp.


E o que você alegaria em sua defesa? Que não disse aquilo, que suas palavras foram truncadas, editadas.


Mas, como provar? Pedindo o material bruto, não editado pela Globo, à emissora...


Pois eles dizem que apagam. Divulgam (ou difamam) sua imagem, e depois alegam, com a maior cara de pau, que não mantêm em arquivo o material bruto.


Processo neles, pessoal.


Sintonia Fina
- com Mello

A imprensa(PIG) ofende a democracia.

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



A imprensa brasileira não consegue aceitar o novo, o avanço, está sempre presa ao status quo temerosa de perder poder e com isso fica contra o povo brasileiro.

Não gostou de Brasília porque traria e trouxe o progresso para o interior do Brasil, vide Fernando Rodrigues, colunista tacanho e ignorante, não gostou das cotas e, principalmente, não gostou da libertação dos escravos e nunca ajudou os negros, que até hoje vivem em sua maioria em favelas.

E ainda temos que ler que não somos racistas. A imprensa brasileira é essa que esconde a corrupção na revista Veja, que ataca os governos do PT, inclusive com mentiras sobre bolinha de papel atirada no candidato Serra, onde teve até especialista em som e imagem para provar o atentado.

É uma imprensa que não pede desculpas, que se acha acima do bem e do mal, mas que no íntimo, no fundo, precisa de uma revisão geral nos seus métodos fascistas de manipulação da notícia. A imprensa brasileira por tudo que ela fez, não pode ser considerada brasileira.
Essa imprensa foi contra o PAC, o ProUni, o bolsa família, é contra as hidroelétricas necessárias ao desenvolvimento do país, luta desesperadamente contra a Copa 2014 e se prepara para atacar as Olimpíadas 2016.

Passa os dias a elogiar os estrangeiros, suas obras são magníficas, diz a imprensa, mas quando o Rio de Janeiro melhora o seu metrô, democratiza o seu transporte coletivo, o jornal O Globo nos traz reportagens sobre os problemas de trânsito por causa das obras para melhorar o próprio trânsito. A imprensa brasileira é aquela que esconde os seus próprios crimes em nome da liberdade de imprensa pela qual muitos deram suas vidas na esperança que a democracia trouxesse a verdade para os brasileiros.

A imprensa do nosso país ofende a democracia.


Sintonia fina
- com Aposentado

3 de mai. de 2012

O Globo atira em Cabral e acerta Aécio, o padrinho de casamento de Sadala

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



O jornal "O Globo" noticiou:

"George Sadala tem contrato com estado e viajou com Cabral:


Mais um empresário com negócios com o governo do estado aparece ao lado do governador Sérgio Cabral em fotos feitas durante viagem a Paris, em 2009: Georges Sadala, dono da GelPar, que faz parte do consórcio AgilizaRio, responsável pelo programa Rio Poupa Tempo, que oferece mais de 400 serviços ao cidadão fluminense.


Lá no final "O Globo", sabendo que a blogosfera iria falar, incluiu o nome do senador Aécio Neves (PSDB/MG), discretamente:


...depois do seu casamento com Ana Paula, em festa que reuniu cerca de 800 convidados no Copacabana Palace. Um dos padrinhos do casal foi então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), e um dos pajens era o filho de Sérgio Cabral.


O que "O Globo não disse foi que esta empresa Gelpar, do referido empresário cujo padrinho de casamento foi o senador Aécio Neves (PSDB/MG), também tem contrato com o governo de Minas para prestar este mesmo tipo de serviço que presta no Rio:



São bem-vindas as cobranças para qualquer governador, como Cabral, explicar suas amizades que causem estranheza, mas não tem sentido blindar um tucano como Aécio, quando está na mesmíssima situação.


Sintonia Fina
- com Amigos do Lula

Sem a Delta, mídia e oposição ficam no escuro

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!




Essa tentativa da Globo e suas coirmãs de colocar a Delta como foco principal da CPI do Cachoeira é primária e, agora, inútil. A intenção é botar o PAC na dança e intimidar o governo federal e o PT, de modo a não se investigar o que realmente interessa: as relações do bicheiro com a mídia, notadamente, com a Veja. A repórter Conceição Lemes, do site “Viomundo”, de Luiz Carlos Azenha, revelou que as gestões de Geraldo Alckmin e José Serra, em São Paulo, fizeram contratos de 1 bilhão de reais com a Delta. Logo, essa tentativa de colar a empreiteira com o governo federal só vai dar certo se a bancada governista na CPI, que é maioria, tiver um acesso coletivo de demência e paralisia moral.

A velha mídia fez um acordão para silenciar as ligações de Cachoeira com a Veja, como se não existisse internet, blogs e as redes sociais. É ridículo e inacreditável esse descolamento da realidade. No futuro, será um dos estudos de caso mais interessantes sobre a história do jornalismo no Brasil. Sem a Delta, a mídia perde, também, a capacidade de fazer pressão sobre o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT. Ainda mais depois que se descobriu a dinheirama colocada pelos tucanos na empreiteira nos governos Alckmin e Serra.

Digo mais: se o país perder essa chance de sanear esse esgoto midiático e golpista que nos transformou numa sociedade iletrada e ignorante, o futuro irá nos escorrer pelos dedos, talvez, para nunca mais.


Sintonia Fina
- com Leandro Fortes

2 de mai. de 2012

Veja, Folha e Globo contra você

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

O assunto é sério. Gravíssimo. E é hora de todo cidadão honesto ficar alerta. Os barões da mídia se uniram para que uma CPI não passe a limpo as relações criminosas do bicheiro Cachoeira e parte da chamada grande imprensa brasileira, principalmente a revista Veja.
 
O País não pode perder essa oportunidade de desmascarar aqueles que toda semana tentam mostrar nas bancas que são os reis da honestidade. Falam de ética, mas agem como traficantes da informação. Investigações da Polícia Federal já revelaram que Veja, revista da família Civita, agiu como porta-voz do bicheiro, preso desde o final de fevereiro, e manteve com ele uma clara troca de favores.
 
A relação fere, no mínimo, qualquer princípio do bom jornalismo. Evidências mostram que Veja se submeteu aos interesses do crime organizado, jogou a favor de um determinado grupo político por interesses desconhecidos e usou informações obtidas de forma ilegal para atacar seus inimigos.
 
O diretor de jornalismo da Veja em Brasília virou confidente, amigo íntimo, do bicheiro Cachoeira e de sua turma envolvidos até o pescoço com ações criminosas, como provam as centenas de ligações feitas com autorização judicial. Eles escolhiam até em qual parte da revista a informação "denunciada" seria publicada.
 
Quando as denúncias contra o senador Demóstenes Torres e seus negócios com o bicheiro Cachoeira ameaçavam trazer à tona toda sujeira, a revista dos Civita preferiu dedicar uma capa ao Santo Sudário. Bem diferente da cobertura dedicada ao Mensalão, que mereceu 27 capas desde maio de 2005. Repito: 27. Vinte e sete. No dia 18 de abril até ensaiaram tocar no assunto como matéria principal, mas fizeram com a palavra MENSALÃO impressa assim, em letras garrafais em meio a uma cortina de fumaça. Coisa que a Editora Abril parece conhecer bem.
 
Globo e Folha de S. Paulo fazem barricada para proteger Veja. É de dar calafrios quando essa turma se une. Onde estão as reportagens no Jornal Nacional citando a revista e a editora abertamente? Onde se escondeu o jornalismo "plural e independente" da Folha?
 
Querem proteger os que praticam um crime.
 
Na edição desta semana, Veja tenta intimidar os parlamentares que podem investigar as ligações de Cachoeira com a revista. “Vou explodir”, avisa Cachoeira da prisão, de acordo com uma chamada no alto da capa. Em entrevista a revista, Andressa Mendonça, mulher do contraventor, diz que o marido pode revelar tudo o que sabe. E agora, Veja?
 
O mais importante agora é ver a coragem dos parlamentares para levar de fato Roberto Civita, o dono da Veja, a sentar-se em uma das cadeiras da CPI e encarar as perguntas daqueles que estão lá como representantes do povo. O mesmo povo que a Veja tenta enganar todos os finais de semana.
 
Sintonia Fina
- com Marco Antonio Araujo

29 de abr. de 2012

E Veja já tem advogado de defesa dentro da CPI

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Será que é por isso que Monica Bergamo diz que Cachoeira gargalhou quando viu a lista dos nobres senadores e deputados que comporão a CPI? 




Veja tenta se defender atacando “discurso anti-imprensa”

Marco Aurélio Weissheimer, Carta Maior


Neste final de semana, a Veja socorreu-se do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), para quem o “discurso anti-imprensa” teria perdido força com o vazamento do inquérito da operação Monte Carlo, que é quase comemorado pela publicação. Revista seleciona um trecho de uma conversa que supostamente a favoreceria e omite vários outros onde Carlinos Cachoeira parece ter uma insólita influência dentro da redação. As duas últimas capas da publicação, sobre homens altos e mulheres executivas, expõem desconforto editorial com o caso.

A revista Veja não consegue esconder seu desconforto, com a profusão e a natureza das citações que vem recebendo nas conversas interceptadas pela polícia com autorização judicial no curso das investigações lideradas pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. As conversas e as citações indicam que Cachoeira parecia ter uma insólita influência dentro da redação da revista.

As duas últimas capas da publicação materializam o desconforto: na semana passada, uma antológica “reportagem” sobre as virtudes de ser alto; nesta, outra capa morna com as “lições das chefonas”, um perfil sobre executivas de grandes empresas. Na parte superior da capa, uma pequena chamada, em tom ameaçador, diz que Cachoeira pode “contar tudo o que sabe”. Em outros tempos (recentes), esta seria o destaque de capa. Por alguma razão não é, assim como não foi na semana anterior.

“Vamo detona aquele trem na Veja”, “vou dar (um documento) pro Policarpo. Policarpo vai detonar aquela associação, entendeu (…) Na quarta-feira conforme for a gente senta com o Policarpo”. Esses são trechos de uma conversa travada no dia 6 de junho de 2011, entre Carlinhos Cachoeira e um a pessoa ligada a ele chamada Claudio. “Policarpo” seria Policarpo Júnior, editor chefe da revista Veja em Brasília. Há vários trechos de conversas onde Carlinhos Cachoeira ou pessoas próximas a ele afirmam ter influência direta na definição de pautas da publicação da editora Abril.

Neste final de semana, a Veja socorreu-se do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), para quem o “discurso anti-imprensa” teria perdido força com o vazamento do inquérito da operação Monte Carlo. “O vazamento do inquérito da operação Monte Carlo comprova que o suposto conluio entre a imprensa e a quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira nunca passou de uma invenção de grupos hostis à liberdade de expressão – o que inclui setores do PT e seus aliados. A íntegra das investigações reforça o óbvio: o jornalismo investigativo cumpriu o seu papel sem se sujeitar à máfia”, diz a revista quase que comemorando o vazamento.

A interpretação da Veja é um tanto fantasiosa e agarra-se fundamentalmente a um dos trechos interceptados pela Polícia Federal, onde o senador Demóstenes Torres diz a Cachoeira que tentará “esvaziar os efeitos de uma reportagem de Veja sobre a empresa Delta, publicada há cerca de um ano”. As demais (e numerosas) referências à revista e a Policarpo são simplesmente ignoradas. Álvaro Dias diz que o “discurso anti-imprensa” perdeu força e não se fala mais no assunto. Essa é a ideia apresentada pelo site da revista neste sábado.

O “discurso anti-imprensa” ao qual Veja se refere resume-se na verdade à ela própria e ao suposto envolvimento de funcionários da empresa com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O restante da chamada “grande imprensa” até aqui mantém ruidoso silêncio sobre o caso.

Sintonia fina

Merval inocenta Policarpo e Veja

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Em artigo publicado neste domingo, colunista do Globo diz que não há nada de anormal no relacionamento entre Policarpo Júnior e Carlos Cachoeira. Das duas uma: ou ele não leu o relatório ou sua defesa faz parte do pacto de não agressão firmado entre Abril, Globo e Folha

 

Vazamentos. Este é o título da coluna do jornalista Merval Pereira, publicada neste domingo no jornal O Globo. Claramente, o objetivo é limpar a barra da revista Veja e do seu diretor Policarpo Júnior, que se relacionava frequentemente com o bicheiro Carlos Cachoeira.

Merval diz que o inquérito completo da Operação Monte Carlo, comprovaria a lisura das relações entre Veja e Cachoeira. 

Várias hipóteses podem ser levantadas: 
(1) Merval não leu o inquérito; 
(2) Merval leu e não compreendeu; 
(3) a defesa faz parte do pacto de não agressão firmado por Globo, Abril e Folha.

Até agora, o inquérito já revelou vários pontos que merecem ser discutidos pela imprensa séria:

1) Cachoeira produziu os filmes ilícitos do Hotel Naoum, publicados na revista Veja, com o objetivo de “incendiar a República”.

2) Cachoeira produziu a denúncia contra o ex-diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot, publicada na revista Veja, para favorecer a construtora Delta – aliás, foi a revista Época, da Globo, quem fez a denúncia de que Cachoeira se vangloriava de ter “colocado no r...” do Pagot.

3) Cachoeira e Demóstenes Torres tentaram provocar o impeachment do governador Agnelo Queiroz, com denúncias publicadas na revista Veja, por meio do “PJ” (Policarpo Júnior). 

4) “Poli”, outro apelido de Policarpo Júnior, também aparece no inquérito numa tentativa de “f...” um secretário de segurança pública.

No mínimo, Merval Pereira foi precipitado. No relatório, Policarpo Júnior aparece também com codinomes. Em alguns momentos, além de “Poli” e “PJ”, ele é chamado de “caneta”.

Mas, para o colunista da Globo, não há nada de anormal neste relacionamento entre um jornalista e um dos maiores contraventores que o Brasil já produziu. Eis o que diz o jornalista do Globo:

“Eles (os vazamentos) demonstram mais uma vez que o relacionamento de jornalistas da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus asseclas nada tem de ilícito, ficando preservada, por tudo que se conhece até o momento, a tênue linha que separa a ética jornalística de atos que podem comprometê-la. 

O caso do jornal popular “News of the World”, que colocou seus diretores e proprietários no banco dos réus, é exemplar dessa diferença: lá os jornalistas contratavam arapongas para espionar celebridades e políticos. 

Aqui, até o momento está demonstrado que a revista se utiliza de gravações realizadas para revelar os escândalos da República.”

Ora, Merval. Aqui é muito pior: o bandido contratava os arapongas. As gravações – que Merval não define como legais ou ilegais - não eram realizadas para revelar escândalos da República. 

Mas, sim, para defender interesses comerciais privados, como os da construtora Delta ou do próprio Cachoeira.

Segundo Merval, o máximo que o inquérito revela é o tratamento “íntimo” do bicheiro com o jornalista e o pedido de uma notinha.

Na posição que ocupa, de principal articulista da Globo, Merval, membro da Academia Brasileira de Letras, acaba de chancelar a associação entre o crime e a imprensa.

 

Sintonia Fina

- 247


28 de abr. de 2012

27 de abr. de 2012

Mídia tenta abortar CPI da mídia

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Há uma intensa movimentação dos monopólios midiáticos para evitar que a CPI do Cachoeira apure também as relações do crime organizado com setores da imprensa. A Operação Monte Carlo da PF já confirmou a existência desta promíscua relação – só entre o editor da Veja, Policarpo Jr., e o mafioso Carlinhos Cachoeira, foram mais de 200 telefonemas, além de jantares sinistros. Neles muita coisa deve ter sido tramada para interferir nos rumos políticos do país e para beneficiar alguns negócios “privados”.


Apesar de todos os indícios, a mídia quer evitar que a CPI investigue a mídia! E ela se articula neste sentido. Na semana passada, o executivo Fábio Barbosa, atual presidente do Grupo Abril, que edita a Veja, e ex-presidente da federação dos banqueiros, esteve em Brasília. Ele visitou várias “autoridades” da República. Nos bastidores, circulou o boato de que o seu único intento foi impedir que o “capo” do império midiático, Roberto Civita, seja convocado por parlamentares para depor na CPI.

Ameaças de retaliação

Segundo reportagem do sítio Brasil 247, outros dois barões da mídia também já entraram em campo, num “pacto” para abortar qualquer risco de investigação. “João Roberto Marinho, da Rede Globo, fez chegar ao Palácio do Planalto a mensagem de que o governo seria retaliado se fossem convocados jornalistas ou empresários de comunicação. Otávio Frias Filho, da Folha, também aderiu ao pacto de não agressão. E este grupo já tem até um representante na CPI. Trata-se do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ)”.

Por coincidência, numa notinha da coluna Painel da Folha, a jornalista Vera Magalhães confirmou a trama. Intitulado “Vacina”, o texto revela: “O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vai argumentar na CPI, com base no artigo 207 do Código de Processo Penal, que é vedado o depoimento de testemunha que por ofício tenha de manter sigilo, como jornalistas”. Ou seja: os barões da mídia procuram “vacinas” para se proteger!

Editoriais e colunistas amedrontados

Uma leitura mais atenta dos editoriais e dos principais colunistas da chamada grande imprensa confirma o medo. Os mesmos que sempre vibraram com as CPIs, principalmente no governo Lula, agora falam que ela é “precipitada”, “revanchista”, “imprevisível”. Os mesmos que sempre bravatearam sobre o “jornalismo investigativo”, agora fazem de tudo para abortar qualquer investigação sobre as relações da mídia com o crime organizado. A CPI pode ser transformar num processo bastante educativo, elucidativo!


Sintonia Fina
- com Altamiro Borges

26 de abr. de 2012

Globo sempre esteve na contramão do Brasil, ao longo da história. Cotas, ProUni, Getúlio, Lula

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Se a política de cotas nas universidades brasileiras e o ProUni estão levando milhares de jovens brasileiros às universidades, qual a posição da Globo? Confira editorial de ontem publicado no O Globo. Contra, é claro.
É uma tradição da Globo, que eles fazem questão de manter: tudo o que for popular, que leve a uma melhoria na condição de vida especialmente do mais pobre, O Globo é contra.
Rapidamente, só o que me vem à cabeça (quem se lembrar de mais, acrescente, à vontade, porque há muito):
 
Governo Getúlio Vargas - O governo do salário-mínimo, da legislação trabalhista. Povo a favor, Globo contra. Tanto que, após suicídio de Getúlio, carros de O Globo foram atacados.
 
Golpe de 1964 - Golpe foi contra reformas que beneficiariam o povo. Globo a favor do golpe.
 
Diretas Já - Povo nas ruas queria escolher pelo voto o presidente. Globo contra. Chegou a mostrar multidão na Praça da Sé exigindo Diretas Já, como se fosse apenas uma manifestação pelo aniversário de São Paulo.
 
Leonel Brizola - Povo a favor, Globo contra. Chegou a armar o caso Proconsult para tentar impedir a vitória do governador que vinha do exílio. Durante toda a vida de Brizola fez oposição sem tréguas a ele, e foi a causa principal de Brizola não ter conseguido ser presidente do Brasil.
 
CIEPs - O maior programa de educação popular jamais desenvolvido no Brasil. Povo a favor, Globo contra.
 
Governo do presidente Lula - Assim como o governo do presidente Vargas, o povo a favor, uma aprovação de quase 90%, mas O Globo contra.
 
Bolsa Família - Povo a favor, Globo contra. 
 
Governo Dilma - o mesmo dos governos Vargas e Lula. Povo a favor, Globo contra.
 
Queda dos juros bancários - Povo a favor, Globo contra.
A Globo sempre foi a favor da remoção das favelas no Rio. Seu atual ideólogo, Ali Kamel, chegou a escrever sobre isso. 
 
Como remover a Rocinha, por exemplo, é impossível, a Globo se rendeu (e por receber verbas milionárias do governo Cabral) ao programa das UPPs. 
 
Favelas ocupadas pela polícia (a solução do problema dos pobres é sempre a polícia para eles), com serviços legalizados, o que inclui pagamento de mensalidades da NET e Sky, de que a Globo é sócia, e vários "eventos sociais" (orquestra na favela, show na favela etc), em que a Globo fatura com sua empresa de eventos.
 
Sem contar que todo o projeto de UPPs é desenhado para a segurança da Copa 2014 e das Olimpíadas de 2016. Depois disso, podem apostar, a Globo volta a defender remoção e "porrada neles".
 
Porque as Organizações Globo estão onde sempre estiveram, na contramão do Brasil e do povo brasileiro.
 
Sintonia Fina
-com Texto Livre

AINDA DONOS DO BRASIL...?

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Globo, Abril e Folha se unem contra CPI da mídia

Principais grupos de comunicação fecham pacto de não agressão e transmitem ao Planalto a mensagem de que pretendem retaliar o governo se houver qualquer convocação de jornalistas ou de empresários do setor; porta-voz do grupo na comissão é o deputado Miro Teixeira; na Inglaterra, um país livre, o magnata Rupert Murdoch depôs ontem

 

Há exatamente uma semana, o executivo Fábio Barbosa, presidente do grupo Abril e ex-presidente da Febraban, foi a Brasília com uma missão: impedir a convocação do chefe Roberto Civita pela CPI sobre as atividades de Carlos Cachoeira. Jeitoso e muito querido em Brasília, Barbosa foi bem-sucedido, até agora. 

 

Dos mais de 170 requerimentos já apresentados, não constam o nome de Civita nem do jornalista Policarpo Júnior, ponto de ligação entre a revista Veja e o contraventor Carlos Cachoeira. O silêncio do PT em relação ao tema também impressiona.

 

Surgem, aos poucos, novas informações sobre o engavetamento da chamada “CPI da Veja” ou “CPI da mídia”. João Roberto Marinho, da Globo, fez chegar ao Palácio do Planalto a mensagem de que o governo seria retaliado se fossem convocados jornalistas ou empresários de comunicação. Otávio Frias Filho, da Folha de S. Paulo, também aderiu ao pacto de não agressão. E este grupo já tem até um representante na CPI. Trata-se do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).

Na edição de hoje da Folha, há até uma nota emblemática na coluna Painel, da jornalista Vera Magalhães. Chama-se “Vacina” e diz o que segue abaixo:

“O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vai argumentar na CPI, com base no artigo 207 do Código de Processo Penal, que é vedado o depoimento de testemunha que por ofício tenha de manter sigilo, como jornalistas. O PT tenta levar parte da mídia para o foco da investigação”.

O argumento de Miro Teixeira é o de que jornalistas não poderão ser forçados a quebrar o sigilo da fonte, uma garantia constitucional. Ocorre que este sigilo já foi quebrado pelas investigações da Polícia Federal, que revelaram mais de 200 ligações entre Policarpo Júnior e Carlos Cachoeira. Além disso, vários países discutem se o sigilo da fonte pode ser usado como biombo para a proteção de crimes, como a realização de grampos ilegais.

Inglaterra, um país livre
Pessoas que acompanham o caso de perto estão convencidas de que Civita e Policarpo só serão convocados se algum veículo da mídia tradicional decidir publicar detalhes do relacionamento entre Veja e Cachoeira. Avalia-se, nos grandes veículos, que a chamada blogosfera ainda não tem força suficiente para mover a opinião pública e pressionar os parlamentares. Talvez seja verdade, mas, dias atrás, a hashtag #vejabandida se tornou o assunto mais comentado do Twitter no mundo.

Um indício do pacto de não agressão diz respeito à forma como veículos tradicionais de comunicação noticiaram nesta manhã o depoimento de Rupert Murdoch, no parlamento inglês. Sim, Murdoch foi forçado a depor numa CPI na Inglaterra – não na Venezuela – para se explicar sobre a prática de grampos ilegais publicados pelo jornal News of the World. Nenhum jornalista, nem mesmo funcionário de Murdoch, levantou argumentos de um possível cerceamento à liberdade de expressão. Afinal, como todos sabem, a Inglaterra é um país livre.

O Brasil se vê hoje diante de uma encruzilhada: ou opta pela liberdade ou se submete ao coronelismo midiático.

Sintonia Fina
247

23 de abr. de 2012

Mais um tucano pode ter se banhado na cachoeira

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!
 
 


 
Informa a jornalista Vera Magalhães, da Folha, que o comando do PSDB chamou o governador Marconi Perillo (GO) para uma conversa nesta semana. Querem saber exatamente o grau de ligação do tucano com a Delta e o esquema de Cachoeira. O partido teme, ainda, que os tentáculos do esquema atinjam o governo de Simão Jatene (PSDB-PA). 
 
O medo dos tucanos corruptos é plenamente justificável.É que, segundo o jornal Gazeta de Santarém, a Polícia Militar do Estado do Pará milhões tem contrato  com a Delta Construções no valor  R$ 17,6 milhões com prazo de um ano de aluguel de viaturas.Segundo, ainda o citado jornal, o contrato foi publicado no Diário Oficial de junho de 2011, no governo de Simão Jatene.
 
Mais: Por sua vez, a Gazeta do Povo informa que Pará é um dos três estados que mais recebeu verbas da União para aplicar, em sua maioria, em obras de manutenção e conservação de rodovias. O valor recebido foi de R$ 67,7 milhões no PA.Eu vou dizer um negócio: se armar o alçapão um bando de tucano vai preso.
 
 
NÃO À TOA A GLOBO TEM FALADO QUASE DIUTURNAMENTE NO ESTADO DO PARÁ EM SEUS JORNAIS TELEVISIVOS. 
NUNCA ANTES O PAÍS OUVIU TANTO DO PARÁ.
SEMPRE COM ELOGIOS. 
 
 
Sintonia Fina
-com Terror do Nordeste