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26 de mai. de 2013

Franklin Martins: “Governo tem que liderar debate sobre telecomunicações”


Franklin Martins evitou críticas frontais ao governo Dilma | Foto: Cristiano Sant´Anna/Conexões Globais

Samir Oliveira
Ex-ministro da Comunicação Social durante os governos do ex-presidente Lula, o jornalista Franklin Martins esteve em Porto Alegre neste sábado (25) para participar de um painel do evento Conexões Globais, na Casa de Cultura Mário Quintana. Antes do debate, ele concedeu uma entrevista coletiva à imprensa na qual afirmou que o governo federal precisa liderar o debate sobre o novo marco regulatório para telecomunicações no país.

13 de ago. de 2012

Não há Poder da República que sequer cogite enfrentar a mídia

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!



Por Eduardo Guimarães
Passei a manhã e o início da tarde de segunda-feira mergulhado em telefonemas para jornalistas e políticos de Brasília sondando as possibilidades de a CPI do Cachoeira vir a aprovar o requerimento do deputado federal petista do Paraná Doutor Rosinha para convocar o diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, Policarpo Júnior.
Motivos para essa convocação, não faltam. Se até o último fim de semana havia ainda algum tipo de desculpa para ela não ocorrer, matéria do repórter da revista Carta Capital Leandro Fortes esgotou a questão. Escutas da Operação Vegas mostram Policarpo até encomendando escuta ilegal de um deputado federal ao bicheiro Carlos Cachoeira.
A Operação Vegas, acima da Operação Monte Carlo, contém PROVAS materiais de que havia uma relação de cumplicidade entre a revista e o bicheiro e torna obrigatória, ao menos em tese, uma ampla investigação sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por ter engavetado a investigação.
A CPI do Cachoeira e o próprio Congresso Nacional, portanto, têm TODOS os elementos para colocarem ao menos Veja e o PGR no paredão.  Todavia, os políticos e jornalistas com os quais conversei consideram praticamente nula a possibilidade de alguma providência vir a ser tomada contra aquele órgão de imprensa ou contra o chefe do Ministério Público.
Em primeiro lugar porque, ao menos em relação à Veja, fui informado de que, em Brasília, até os postes de luz sabem que o principal executivo da Revista, Fabio Barbosa, e o diretor da Globo José Roberto Marinho foram ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, Michel Temer, e firmaram um pacto de não agressão entre a mídia e o governo Dilma.
Entre os partidos políticos, a situação não é muito diferente. Do PSOL ao DEM, passando por PT, PMDB e todo o resto, nenhum partido tem a menor intenção, enquanto agremiação partidária, de desafiar a associação midiática composta, essencialmente, por Globo, Folha, Veja e Estadão.
Se os Poderes Executivo e Legislativo não estão dispostos a tomar providências contra essa organização criminosa composta pela quadrilha de Carlos Cachoeira e  Veja que salta aos olhos – e aos ouvidos – na extinta Operação Vegas, com o Judiciário não é diferente. Basta ver como foi tratado o inquérito do mensalão.
Só para não me estender demais no caso: o inquérito deveria ter sido desmembrado e não deveria, de forma alguma, ir a julgamento exatamente durante as eleições. É um escândalo. Processos similares, como o mensalão do PSDB (envolvendo o ex-presidente do partido Eduardo Azeredo), foram praticamente acobertados pelo STF. Tudo porque a mídia quis.
Alguns dirão: mas o governo Dilma vai permitir que a mídia imole a era Lula e o PT? Resposta: vai. Dilma porque, passado o circo midiático sobre o julgamento, continuará perseguindo resultados sociais e econômicos e, melhorando a vida do povo, ele esquecerá tudo. E o PT porque cederá os anéis (os acusados no inquérito) e preservará os dedos graças à curta memória popular.
Sempre segundo as fontes ouvidas, Dilma não está nem aí para Lula ou para o PT. Ela, segundo dizem, é uma burocrata que não quer se envolver em política. Persegue números positivos para seu governo na economia e no social e ponto final. Não gosta de política e só quer deixar o cargo – seja em 2014, seja em 2018 – tendo o que mostrar em termos de realizações.
O pacto de não agressão entre o governo Dilma e a mídia fará com que não seja desencadeada campanha de destruição como a que foi desfechada contra Lula, que, segundo as fontes ouvidas, só foi alvo de tal campanha porque o ex-presidente questionou o poder midiático e o desobedeceu implementando políticas públicas que desaprovou.
Todavia, do ponto de vista da administração pública não houve nada, no governo Lula, que justificasse a campanha de destruição que a mídia desfechou contra si. Pelo contrário: os mais ricos ganharam muito dinheiro.
Quem acha que pode haver alguma alternativa mais à esquerda, esqueça. O PSOL, por exemplo, mantém alguma retórica de regulação da mídia, mas é um dos maiores beneficiários de sua atuação. Apesar de sua retórica esquerdista, a mídia não o ataca e ainda lhe oferece material para atacar o PT, no qual o PSOL pretende se converter um dia.
É doloroso dizer, meus companheiros, mas está tudo dominado. De oposição verdadeira ao capitalismo selvagem brasileiro e ao seu principal sustentáculo, a mídia hegemônica, não existe nada mais do que a blogosfera, alguns movimentos sociais e alguns poucos políticos idealistas como o Doutor Rosinha. Todos, porém, sem poder.
Enquanto a América Latina vai caminhando para a esquerda, o Brasil é o último grande sustentáculo do selvagem capitalismo de inspiração ianque na região. É o país em que ele é mais poderoso sobretudo por falta de forças políticas que lhe dêem combate real, ou seja, que combatam seu braço midiático, que o sustenta.
Sim, o governo Dilma poderá conseguir avanços sociais e econômicos relevantes, mas não promoverá qualquer tipo de avanço institucional duradouro. Tudo o que conseguir poderá ser desmontado por uma gestão posterior de direita. Sei que muitos ficarão incomodados com o que eu disse neste post, mas, tragicamente, essa é a verdade.

Sintonia Fina

25 de jun. de 2012

Saiba por que países do Sul e do Norte divergem sobre Paraguai

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Por Eduardo Guimarães 

Nesse imbróglio da deposição-relâmpago do bispo Fernando Armindo Lugo de Méndez da presidência do Paraguai, o que importa menos, agora, é o desempenho que vinha tendo.  Acusado por todos os partidos com representação congressual, estava isolado e faria um governo anódino até o fim, mas foi alvo de uma farsa que se tornou o cerne da questão.

As queixas sobre seu desempenho eram muitas e de variadas origens e a debilidade política de seu governo revelou sua inabilidade. Há, ainda, informações de que não vinha sendo tão progressista quanto se esperava, ainda que sejam opiniões de grupos políticos paraguaios mais à esquerda.

Sendo verdadeiros os relatos sobre a incompetência política e administrativa de Lugo, não se entende por que foi desfechado um processo como o que se viu, no qual lhe foram negadas as mínimas condições de defesa. Surgem várias questões:

1)      Por que o processo precisou ser tão rápido?

2)      Por que a Justiça não pôde se pronunciar?

3)      Por que tudo foi feito em surdina até o último momento, surpreendendo até o povo e a comunidade internacional?

4)      Por que causou tanta comoção um processo que a classe política paraguaia esperava que fosse muito mais facilmente aceito?

5)      Países como Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Canadá estão reconhecendo o processo político. Por que os países latino-americanos não?

As respostas a tais perguntas são facilmente respondíveis.

1)      O processo de cassação do mandato de Lugo foi rápido para não dar tempo a articulações e exigências de prazo condizente a um juízo de tal importância

2)      Se houvesse um grão de legalidade nesse processo, não poderia ter sido concluído sem que a Justiça recebesse e analisasse o questionamento que o presidente deposto tentou fazer, mas, quando lhe bateu à porta, não havia quem recebesse a ação.

3)      Vide resposta um.

4)      Vide resposta dois.

5)      Porque o que aconteceu no Paraguai não tem poder de se alastrar pelos países que aceitaram o processo suspeito, mas tem para se alastrar pelos países latino-americanos.
Ainda assim, talvez tudo pudesse ser visto como mais uma das excentricidades de uma nação que funciona como um entreposto de livre comércio de tudo que é legal e ilegal (armas, drogas etc.), que não tem qualquer importância econômica e onde golpes de Estado constituem quase uma tradição – o último ocorreu há míseros 13 anos.

Coincidentemente, os países da Unasul, que não estão deixando o episódio paraguaio cair no esquecimento, são os mesmos em que grupos políticos e empresariais vêm tentando produzir situação semelhante.

Alguns desses países, aliás, acreditam que podem se tornar a bola da vez após a ruptura institucional paraguaia – que, repito, deu-se por a Justiça ter sido apartada e pela rapidez do processo. Bolívia, Equador e Venezuela, por exemplo, nos quais, em períodos recentes, houve tentativas de desencadear o mesmo, são os candidatos mais fortes.

Na noite de sábado, no Twitter, o senador petista Delcídio Amaral (MS), considerado um dos mais moderados e acusado por alguns de ser um dos petistas mais tucanos, tuitou propugnando retaliação dura ao novo regime paraguaio.

A própria Dilma Rousseff, que tem se pautado pela sobriedade e pelo comedimento, deu declarações fortes e chamou o embaixador brasileiro para consultas.

Como podem existir visões tão distintas como a dos países ricos e a dos países do entorno paraguaio? Foi um processo “normal”, como disse, por exemplo, o chanceler alemão, ou foi um processo golpista, como disse, em outro exemplo, a presidente argentina?

Em países parlamentaristas como os do norte, a destituição de Lugo seria normal. Um gabinete de primeiro ministro pode cair em prazos tão curtos e sob acusação de mau desempenho, mas, no presidencialismo – em que o presidente é não só chefe de Estado, mas também de governo -, não.

Nos EUA, nação presidencialista que nos inspira, o apoio ao golpe tem outra razão que não a confusão entre parlamentarismo e presidencialismo. É má fé mesmo.

O que está levando países como Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador ou Venezuela, entre outros países latino-americanos, a repudiar a destituição de um presidente tão polêmico quanto era Lugo e a propugnarem retaliação ao novo regime paraguaio, portanto, são as reações políticas em cada um deles.

Seja nos periódicos argentinos Clarín ou La Nacion, seja nos bolivianos El Deber ou El Mundo, seja nos chilenos El Mercúrio ou La Tercera, seja nos brasileiros Folha de São Paulo ou Globo, seja nos equatorianos Últimas Notícias ou El Comercio, seja nos venezuelanos El Universal ou El Nacional, sem falar das televisões, o tom é de comemoração e apoio ao golpe.

Em todos esses países, acusações de “corrupção” e de “incompetência” do governo central – acusações usadas contra Lugo – são a tônica do discurso da mídia e da oposição. Em quase todos eles, à exceção de Argentina, Brasil e Chile, de uma forma ou de outra já houve tentativas recentes de golpe – no Brasil, porém, houve tentativa de tentativa de golpe com o mensalão.
As reações da comunidade internacional, porém, estão assustando os golpistas paraguaios. 

O novo presidente, percebendo o estado de espírito dos governos vizinhos, trata de fazer gestos conciliadores como oferecer a Lugo que permaneça na residência oficial do governo até quando queira e lhe pede, até, para que ajude a explicar ao mundo o golpe que sofreu…

A televisão pública paraguaia, que estava censurando manifestações e que destituiu seu diretor porque mandava cobri-las, retrocedeu, a mando do presidente, e, no último sábado, transmitiu manifestação de milhares de pessoas contra o golpe que a mídia brasileira escondeu e que, nas poucas informações que divulgou, reduziu a duzentas pessoas.

O isolamento do Paraguai decorre da velha máxima de que “Gato escaldado tem medo de água fria”. O processo paraguaio é altamente suspeito. O conflito no campo usado como desculpa não será mais investigado por comissão do governo formada por Lugo antes de sair, o que sugere que o novo presidente, que tomou tal decisão, teme o resultado da investigação.


Sintonia Fina

8 de jun. de 2012

Há que ir à rua protestar contra rendição do STF à mídia

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


por Eduardo Guimarães 


A esta altura, não resta mais dúvida de que o Supremo Tribunal Federal está se desmoralizando em decorrência de condutas e declarações de alguns de seus membros que vêm se mostrando claramente incompatíveis com a sobriedade e a independência que se espera da mais alta instância do Judiciário brasileiro.

Nas últimas semanas, avolumaram-se evidências de que aquela Corte é integrada por algumas pessoas que não se atêm à letra da lei, que tomam decisões sob pressão de setores da sociedade e que não se portam como seria de se esperar de quem dará a palavra final sobre processos que se arrastam por anos, quando não por décadas.
A própria grande imprensa, que tem uma miríade de interesses políticos e econômicos nas decisões do Supremo, tem criticado o comportamento de alguns de seus membros. Inclusive daquele ao qual acaba de devotar um voto inexplicável de confiança ao comprar, integralmente, sua versão sobre polêmica em que se envolveu.

A acusação que a revista Veja fez recentemente ao ex-presidente Lula, de que teria tentado pressionar o ministro do STF Gilmar Mendes para este votar pelo adiamento do julgamento do mensalão, também foi considerada pela imprensa, em sucessivos editoriais, colunas e artigos, como evidência de comportamento impróprio do magistrado.
Ainda que a imprensa tenha desprezado a versão de dois dos três envolvidos no caso– Lula e Nelson Jobim (ex-ministro do ex-presidente e também do STF) – e comprado acriticamente a versão do terceiro (Gilmar Mendes), criticou a este por ter ido ao escritório de um advogado (Jobim), alguém cujas demandas aquele magistrado poderá ter que julgar.

A mesma imprensa tem pressionado o ministro José Antonio Dias Toffoli a não participar do julgamento do mensalão, agora marcado para agosto próximo, por ter sido advogado-geral da União no governo Lula, apesar de não fazer o mesmo com Gilmar Mendes, que ocupou o mesmo cargo no governo Fernando Henrique Cardoso e que vem dando declarações contra o PT.

Quem é capaz de pensar sozinho, porém, reflete que, se Tofoli está inabilitado para julgar o mensalão por ter sido advogado-geral da União no governo de Lula, Gilmar também está por ter exercido o mesmo cargo no governo de FHC. Se um juiz que integrou um governo petista é suspeito para julgar um petista, um juiz que integrou governo de adversário do PT também é.

Enfim, não há dia em que os meios de comunicação não levantam suspeitas sobre a cúpula do Judiciário. E é freqüente que insinuem que conseguiram pressioná-lo, inclusive tripudiando sobre os adversários políticos de forma a darem provas do poder que têm.
A parcela da sociedade que se informa, portanto, está cada vez mais preocupada com a politização do STF. Ao abrigar lutas político-partidárias como a protagonizada por Gilmar Mendes, a Corte permite refletir sobre que outro tipo de interesse pode balizar suas decisões.

Nesta mesma semana, outro fato surpreendente e demolidor para a imagem do STF. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o ministro Marco Aurélio Mello declarou que nenhum membro da Corte que integra teria coragem de pedir mais tempo para analisar o processo do mensalão porque “pagaria um preço alto demais” junto à “opinião pública”.
Quando Mello alude à “opinião pública”, evidentemente que não se refere aos cerca de oitenta por cento dos brasileiros que aprovam o ex-presidente Lula ou ao percentual pouco menor que apóia a presidente Dilma. Mello alude à mídia, a meia dúzia de donos de meios de comunicação que exigem do STF que condene todos os acusados no inquérito do mensalão.

A sociedade – incluindo aqueles que querem ver políticos dos quais não gostam condenados a qualquer preço – deve refletir se quer uma Justiça que decide com base apenas na letra da lei ou se aceita o risco de qualquer um poder vir a ter que se submeter a uma Justiça que se deixa pressionar pelos interesses mais poderosos.

Diante da suspeita de violação de limites constitucionais e éticos por membros do STF, movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e até mesmo os cidadãos comuns devem se preparar para um grande campanha de protesto contra essa aparente rendição do Judiciário à mídia, pois constitui ameaça a todos.

A mídia tem muitos alvos. MST, CUT, PT (e outros partidos), UNE, e por aí vai. Muitos desses entes sabem que, cedo ou tarde, podem ter que ser julgados pela cúpula do Judiciário. O julgamento do mensalão, portanto, não envolve apenas 38 acusados. Envolve a todos os setores da sociedade que a mídia combate.

Se esses setores ficarem assistindo o STF se ajoelhar diante da mídia sob os temores manifestados, com sinceridade escandalosa, pelo ministro Marco Aurélio Mello quando este diz que nenhum de seus pares seria “louco” de desafiar pressões, podem estar certos de que ainda serão vitimados.

Sintonia Fina

5 de jun. de 2012

Globo tirou de pauta entrevista de Pagot quando vazou os '60% da propina para Serra'

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



Por: Helena Sthephanowitz


Na sexta-feira passada (1) a revista Época (das organizações Globo) chegou às bancas com uma entrevista do ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot. Filiado ao PR na época, partido que apoiou a candidatura de Dilma Rousseff, Pagot disse ter pedido doações de campanha legais a empresários que conhecia, mas dentro das regras impostas pela justiça eleitoral, ou seja, doações oficiais, devidamente registradas, e sem coagir ninguém. Doou quem quis, segundo ele.

A revista Época tentou envenenar a narrativa, fazendo ilações sobre o uso da máquina administrativa, coisa negada por Pagot na entrevista.

Pelo visto, a matéria seria repercutida durante o final de semana, inclusive no "Jornal Nacional" de sábado. Mas Pagot também deu entrevista à revista IstoÉ, simultaneamente, dizendo as mesmas coisas. Só que esta revista publicou o todo, sem cortar assuntos, e no todo, o ex-diretor do Dnit fala sobre pressões do ex-diretor do DERSA, Paulo Preto, responsável pela obra do Rodoanel, para liberar mais dinheiro, acima do orçamento previsto.

Disse também que era conversa corrente entre os empreiteiros que o Rodoanel financiava a campanha de José Serra em 2010, inclusive que ouviu de um procurador de empreiteira: "Você tem que se prevenir. Tem 8% entrando lá! Esse 8% era caixa 2. Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin".

A entrevista da revista Época não aborda esse assunto, omite essa informação de de seus leitores. Trata-se de um "jornalismo" peculiar, que faz leitura da realidade semelhante ao episódio da "bolinha de papel" na eleição passada.

Com a revista IstoÉ nas bancas e bombando na internet, com todo mundo comentando a história do "Rodoanel, Paulo Preto, e 60% para Serra..." nas redes sociais, o jornalismo da Globo tirou a repercussão da entrevista de Pagot da pauta. Os telejornais não deram, o jornal "O Globo", também não (até a edição de domingo, pelo menos).

O mais conhecido blog político do jornal "O Globo", cobrado incessantemente pelos internautas, teve que copiar a notícia do Estadão (que comentou o conteúdo das duas revistas), em vez de recorrer aos originais da revista Época, da casa.

É curioso notar que ex-diretor do Dnit concedeu entrevista à Globonews em 21 de abril deste ano tratando de outro assunto, quando acusou o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu e Carlinhos Cachoeira de terem "armado" para ele (como mostram as interceptações telefônicas da Polícia Federal). Uma edição resumida desta entrevista foi ao ar no Jornal Nacional daquela noite. Por isso é improvável que se a revista Época teve acesso à Pagot, a TV Globo não teria, para confirmar os relatos e levar ao ar no sábado.

Por isso, ou a Globo resolveu abafar o caso quando apareceu o nome de Serra, ou havia entrevista editada com ataques apenas ao governo e foi engavetada, quando viu-se obrigada a arrolar Serra, se levasse ao ar.

O jornalismo das Organizações Globo dá mostras de repetir o apoio sub-reptício ao candidato tucano à prefeitura de São Paulo, como ficou claro em 2010, na já antológica farsa da "bolinha de papel".


Sintonia Fina

18 de abr. de 2012

A inversão de valores da velha mídia

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Jornalista Messias Pontes(PCdoB/CE)
Historicamente, a velha mídia conservadora, venal e golpista é useira e vezeira em inverter os valores das questões essenciais à sociedade, notadamente nas últimas décadas. E essa inversão é sempre a favor do que há de mais retrógrado no País e no mundo.

Foi assim durante a campanha do Petróleo é Nosso, quando divulgava à exaustão que não havia petróleo no País; foi assim ao se posicionar contra o monopólio estatal do petróleo e à criação da Petrobras; foi assim na campanha para derrubar o presidente Getúlio Vargas nos anos 1950 – Getúlio se matou no dia 14 de agosto de 1954 para evitar o golpe de Estado -; foi assim para impedir a posse de João Goulart após a renúncia do Presidente Jânio Quadros em 1961; foi assim na preparação do golpe militar de 1º de abril de 1964; foi assim durante todo o período da ditadura; foi assim durante a Assembleia Nacional Constituinte, sempre a favor do Centrão e contra os trabalhadores e a soberania nacional.

Essa mesma mídia, tendo como centro o GAFE (Globo, Abril, Folha e Estadão), fez uma campanha terrorista contra a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, 1994, 1998 e 2002. Era passada para a sociedade que a vitória de Lula representaria um tremendo retrocesso e levaria o País para o caos. Na campanha de Dilma Rousseff, esta era apresentada como terrorista, incompetente, favorável ao aborto e outras baboseiras mais. A Folha de São Paulo chegou a publicar uma ficha falsa de Dilma no DOPS.

Durante o desgoverno do Coisa Ruim (FHC), quando houve o criminoso desmonte do Estado, a privataria era apresentada como um avanço para o País e hoje está provado que foi uma verdadeira tragédia nacional, sem falar na institucionalização da corrupção que beneficiou sobretudo os bandidos de colarinho branco como o banqueiro Daniel Dantas, o Orelhudo.

A operação Satiagraha, da Polícia Federal, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz (hoje deputado federal pelo PCdoB-SP), que levou para a prisão o deputado Paulo Maluf e seu filho Paulo; o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, o mega especulador Najis Najas e o banqueiro Daniel Dantas, este preso duas vezes e solto pelo ministro do STF Gilmar Mendes (também chamado de Gilmar Dantas) com a celeridade nunca antes vista no Judiciário brasileiro. Todos foram soltos e exaltados pela mídia, enquanto o delegado Protógenes e o juiz Fausto de Sanctis, que decretou a s duas prisões, é que foram perseguidos. Protógenes foi afastado do comando da Satiagraha e respondeu a dezenas de processos, tendo inclusive seu apartamento invadido por agentes federais. O delegado Paulo Lacerda, que colaborou com a Satiagraha, foi demitido da Abin e “exilado” para Portugal.

Agora, com o desmascaramento do senador Demóstenes Torres (ex-DEMO-GO), do bicheiro Carlinhos Cachoeira, do governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, dentre outros, essa velha mídia, numa vergonhosa inversão de valores, tenta blindar toda a quadrilha criminosa e desviar todas as atenções para o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, o deputado do PT de Goiás, Rubens Otoni e, principalmente para a construtora Delta.
A velha mídia conservadora, venal e golpista sepultou as Operações Satiagraha e Castelo de Areia, omitiu completamente o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, e agora quer sepultar a Operação Monte Carlo, também da Polícia Federal, que apurou o envolvimento de agentes públicos e privados com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito mista é necessário o mínimo de 27 assinaturas no Senado e 171 na Câmara dos Deputados. Ontem já havia sido coletado um total de 55 assinaturas no Senado e 324 na Câmara. A senadora Rose de Freitas (PMDB), que está no exercício da presidência do Senado, declarou que assim que receber o requerimento com as assinaturas necessárias, instala imediatamente a CPMI.

Se a CPMI funcionar como deve, sem interferência, indo fundo na investigação, é muito provável que desnude a relação incestuosa entre a mídia e o crime organizado, em especial a revista Veja, cujo editor-chefe da sucursal de Brasília, jornalista Policarpo Júnior, tinha em Cachoeira sua principal fonte. Pode também chegar ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. E se tiver de chegar ao Executivo Federal, que chegue.
Este é um dos momentos históricos mais ricos da história recente da República brasileira, pois pode e deve passar o País a limpo, doa a quem doer.


Sintonia Fina
- com Dilma 

17 de abr. de 2012

Jornal Nacional, O Globo, o jornalismo pró aliados, o “mensalão”, Demóstenes-Cachoeira-Veja e a reação de Agnelo Queiroz

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Mais do que jornalistas, são executivos. Mais do que executivos, são porta-vozes de intereeses empresariais

O partido oposicionista aos governos trabalhistas de Lula e Dilma, conhecido como Organizações(?) Globo, encontra-se em um estado de catalepsia ao tempo que também se torna histérico, obsessivo e agressivo. É que o direitista Partido Golpista Murdochiano das Organizações(?) Globo, cuja sigla é PGolpe, por intermédio de seu líder no Senado, o “Jornal Nacional” (JN), e de seu líder na Câmara, o “O Globo”, está a fazer uma campanha sistemática a fim de colocar no mesmo balaio — onde se encontram o bicheiro Cachoeira seus aliados — o Governo Federal, o PT e principalmente o governador petista do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que está a enfrentar uma campanha insidiosa de seus inimigos depois de derrotar políticos e empresários que controlaram o governo distrital por 22 anos, a partir de 1988, quando o ex-governador e senador cassado, Joaquim Roriz, foi nomeado governador do DF pelo ex-presidente José Sarney. Em 1988, não havia eleições para nenhum cargo público no Distrito Federal.
Depois de ficar atônito como um boxeador que levou um golpe no estômago sem esperar, o sistema midiático corporativo, comercial e privado brasileiro respirou, ou seja, suas redações se reuniram e chegaram à conclusão que teriam, como opositores “partidários” (ilegítimos) dos governos trabalhistas, de atacar, e, para isso, precisariam de um bode expiatório oriundo da esquerda, o governador do DF, Agnelo Queiroz. Colocar Agnelo contra a parede significa ganhar tempo, no sentido de levar confusão à sociedade e dessa forma manipular o noticiário no que diz respeito ao envolvimento de jornalistas e empresários proprietários de órgãos de imprensa ricos e poderosos, como a direitista revista “Veja”, do editor Policarpo Jr. e do empresário Roberto Civita, que, conforme o deputado Fernando Ferro (PT/PE), deverá ser convocado para dar explicações à CPI que deveria se chamar Demóstenes-“Veja”-Cachoeira. Para quem não sabe, o editor Policarpo Jr. foi gravado pela PF mais de 200 vezes a conversar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o que, sem sombra de dúvida, faz com que a Justiça, a polícia, o Congresso e a sociedade brasileira ao menos desconfiem que a “Veja” se associou ao crime organizado, com o objetivo de fazer oposição aos governos trabalhistas de Lula e Dilma.
Serra tem trânsito irrestrito com os barões da imprensa, que precisam dele para manter o controle de São Paulo
Para a imprensa golpista e defensora dos interesses estrangeiros e dos ricos, incluir o governador do DF, Agnelo Queiroz, no balaio de lama onde se encontra o governador de Goiás do PSDB, Marconi Perillo, além de políticos influentes do estado goiano vinculados aos tucanos e ao DEM, que é o pior partido do mundo, é essencial, fundamental para que os olhos da Nação sejam desviados do que realmente é manuseável e visível, que é a avaliação e a percepção de que setores da imprensa, da polícia, do ministério público, da política, da justiça e do crime organizado se associaram para combater não somente os mandatários trabalhistas eleitos três vezes pelo povo, bem como influenciar, por intermédio do tráfico de influência, do financiamento ilegal de campanhas eleitorais, de escutas telefônicas, de pagamento de propinas e de publicações na grande imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) nas questões relativas ao estado no âmbito dos três poderes. Percebeu-se em todo o Brasil que a imprensa brasileira é alienígena e por isso sempre foi, tornou-se e sempre o será o segmento econômico e social mais retrógado, atrasado e reacionário dentre todos os segmentos de atividade humana, porque os barões da imprensa se recusam a pensar o Brasil, a desenvolvê-lo, porque eles ainda não saíram do século XIX, tem pedigree escravocrata e DNA golpista, ao ponto de eu pensar que tudo o que é bom para a imprensa é ruim para o Brasil.
Não fosse a imprensa, que integra o sistema de diferentes mídias, o Brasil estaria melhor no que concerne à população trabalhar em paz e à busca de desenvolver este País, que foi o último a libertar os escravos. Reitero e reafirmo que a imprensa tem de existir e ser livre para questionar os governos e quem ela achar que deve ser questionado, denunciado e até mesmo combatido. Contudo, não é o que a imprensa corporativa e hegemônica faz. O sistema midiático de perfil capitalista e neoliberal não é democrático, pois professa a ditadura do pensamento único no qual quem pensa diferente não tem espaço na imprensa, e, quando o tem, é logo afastado, como aconteceu comigo no “Jornal do Brasil”. Meu blog, o Palavra Livre, foi extinto, porque seu perfil político e ideológico, segundo sua diretoria, destoava da “nova estruturação editorial do jornal”. Esta foi a desculpa que me deram, por meio de e-mail, após eu passar dois dias a perguntar o porquê de o blog Palavra Livre ter saído do elenco dos blogs do “JB”, que ficam localizados na primeira página para o leitor visualizar e acessá-lo.
O Partido da Imprensa incendeia a política brasileira e depois toca banjo e lembra o romano Nero
        Obviamente que não considerei o fato surreal, pois concluí que a diretoria do “Jornal do Brasil” comprovou, para minha satisfação e convicção, que tudo o que eu escrevo e falo há muitos anos sobre a imprensa hegemônica e alienígena é verdade, pois paguei com meu próprio afastamento do jornal, que ocorreu de forma desrespeitosa, grosseira, e, portanto, nada civilizada. O setor midiático corporativo e empresarial edificou em pleno estado democrático de direito a ditadura da imprensa. Livramo-nos da ditadura militar e hoje enfrentamos a ditadura da imprensa e de seus barões mesquinhos, plutocratas, anti-Brasil e historicamente golpistas. Presidenta Dilma Rousseff, ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cadê o projeto do Franklin Martins, que trata do marco regulatório das mídias? A Argentina já tem o marco dela. E o “Clarín”, que é a “Globo” portenha, terá agora de exercer suas atividades dentro da legalidade e sem apoiar golpes de estados e golpistas. O “Clarín”, a “Globo” de lá, foi alicerce importante de uma ditadura militar que matou mais de 30 mil argentinos, além de iniciar uma guerra entre estados, como a das Malvinas. Depois de dito isto, não é salutar que o governo trabalhista de Dilma Rousseff não viabilize a aprovação do marco regulatório para a mídia brasileira? Com a palavra, as autoridades do Governo da República Federativa do Brasil.
 
O “Jornal Nacional” e o “O Globo” já decretaram: os culpados pela corrupção e pelo escândalo Demóstenes/Cachoeira/”Veja” é o Lula, a Dilma, o Agnelo, o PT, o Governo Federal, e, se tiver mais espaço, até o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que ainda não foi “chamado às falas” pelo Senado, mas deveria, porque segurou durante três anos os processos referentes ao senador do DEM, Demóstenes Torres, e, ao que parece, seu sócio, o contraventor Carlinhos Cachoeira. Para amenizar o escândalo de tamanha envergadura, o “O Globo” e o “Jornal Nacional” não medem esforços para levar confusão à população, por meio de matérias manipuladas, com informações pinçadas de um contexto maior e por isso mais amplo, o que permite, propositalmente, a veiculação e publicação de informações truncadas, pois o objetivo é “fazer a cabeça” das pessoas para a causa dos interesses dos grupos econômicos e políticos vinculados aos barões midiáticos, ao PSDB e ao DEM. 
A ordem é confundir o público em geral e contar com o apoio de parte da classe média ressentida e conservadora, consumidora contumaz dos “valores” humanos, sociais e de classe divulgados pelo jornal e TV “globais” há muitas décadas, como, por exemplo, valorizar tudo o que é dos EUA e dos países europeus ocidentais e ricos ao tempo que desvalorizar e desqualificar o esforço de governos trabalhistas e dos trabalhadores para que o Brasil se torne, enfim, um País desenvolvido, livre, democrático, soberano e autônomo. A nossa elite econômica e financeira é medíocre, recusa-se a pensar o País onde ela ganha o dinheiro que a sustenta. Ela é, irremediavelmente, colonizada e tem um gigantesco e dantesco complexo de vira-lata, o que, irredutivelmente, não lhe causa vergonha. A imprensa corporativa e hegemônica despreza o Brasil e toma como exemplo o modo de vida dos estadunidenses, que atualmente somam mais de 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza.
Agnelo é do PT e alvo da imprensa, que precisa de contraponto para defender seus aliados e atacar o Governo
  A ordem é confundir o público em geral e contar com o apoio de parte da classe média ressentida e conservadora, consumidora contumaz dos “valores” humanos, sociais e de classe divulgados pelo jornal e TV “globais” há muitas décadas, como, por exemplo, valorizar tudo o que é dos EUA e dos países europeus ocidentais e ricos ao tempo que desvalorizar e desqualificar o esforço de governos trabalhistas e dos trabalhadores para que o Brasil se torne, enfim, um País desenvolvido, livre, democrático, soberano e autônomo. A nossa elite econômica e financeira é medíocre, recusa-se a pensar o País onde ela ganha o dinheiro que a sustenta. Ela é, irremediavelmente, colonizada e tem um gigantesco e dantesco complexo de vira-lata, o que, irredutivelmente, não lhe causa vergonha. A imprensa corporativa e hegemônica despreza o Brasil e toma como exemplo o modo de vida dos estadunidenses, que atualmente somam mais de 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza.
O governador Agnelo Queiroz há quase um mês é atacado, sem, no entanto, receber o mesmo espaço na imprensa para responder aos seus acusadores e detratores (cadê o projeto do marco regulatório das mídias do Franklin Martins, presidenta Dilma?). Porém, como se fosse um favor, o jornalão de direita, “O Estado de São Paulo”, resolveu ouvi-lo e publicou entrevista com o governador. O mandatário do DF respondeu às perguntas ao repórter Vannildo Mendes, profissional que eu conheci em uma greve de jornalistas de Brasília em 1989, que paralisou as redações do “Correio Braziliense”, “Jornal de Brasilia”, “Correio do Brasil”, entre outras redações durante dez dias. Eu trabalhava no “Correio Braziliense”. Após as negociações entre os trabalhadores e os representantes dos barões da imprensa, foi acordado, entre outras reivindicações, que não haveria retaliação. Ledo engano. 
Logo depois os patrões demitiram 44 jornalistas em duas levas. Meu nome constava na segunda. Comecei a trabalhar no “Correio Braziliense” a partir do mês de dezembro de 1988 e fui demitido, creio que por causa da greve, em março de 1990. Ressalto, porém, que nos dezesseis meses que fui redator de Economia e também de Política na empresa dos “Diários Associados”, nove meses trabalhei sem carteira assinada, com a conivência e a cumplicidade dos meus editores e do chefe de redação com os seus patrões milionários. O trabalho no “Correio” era duro, intenso, porque exerci minha atividade profissional em ano de eleição (Lula X Collor) para a Presidência da República, além dos pacotes econômicos do presidente Sarney, que faziam com que os trabalhadores jornalistas terminassem suas labutas no período da madrugada. Naquele tempo as redações não eram informatizadas. E eu, um trabalhista e socialista convicto, com a carteira de trabalho sem ser assinada.
Agnelo respondeu a Vannildo Mendes que estão tentando incriminá-lo no caso Demóstenes Torres-Carlos Cachoeira (faltou acrescentar a revista “Veja”). O governante afirmou ainda ter encontrado no DF uma máquina pública dominada pela “corrupção sistêmica”, e por isso atraiu a ira de grupos econômicos poderosos contrariados. “Instaurei uma Secretaria da Transparência e fiz 14 mil auditorias. Estou pedindo de volta R$ 750 milhões roubados do DF. Já declarei várias empresas inidôneas” — ressaltou. “Estão tentando fazer com que a população acredite que há uma ligação (minha com Cachoeira). Mas os diálogos mostram o contrário: que os caras não conseguiram (emplacar o lobby). Não há nenhum exemplo de o cara ter emplacado alguma coisa” — finalizou o governador, que garantiu que não vai renunciar.
Roberto Civita, dono da Veja, lembra Murdoch e deverá depor na CPI. Seu empregado, Policarpo Jr., foi gravado mais de 200 vezes a falar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Associação ao crime e fábrica de crises institucionais?
O Palácio do Planalto acompanha o caso de perto. A pressão é grande, mas até agora não apareceu a gravação da voz do Agnelo a falar com membros da quadrilha de Cachoeira, como ocorreu com o senador do DEM, Demóstenes Torres, bem como existem fortes evidências de o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo estar envolvido com esse processo. Como se observa, Perillo é do PSDB e muito forte politicamente. E o Demóstenes é do DEM, partido que tende a sumir, porque atualmente só tem 27 deputados, quando há alguns anos 108 parlamentares compunham sua bancada na Câmara dos Deputados. A imprensa corporativa precisa, como os seres precisam de oxigênio para viver, incluir o PT ou o Governo neste caso. O escândalo Demóstenes-“Veja”-Cachoeira pode “melar” o Mensalão, caso em que muitos petistas se envolveram e que vai ser julgado este ano pelo STF. 
O “Jornal Nacional”, o “Bom Dia Brasil” e o jornal “O Globo” abriram suas caixas de ferramentas e “decidiram” que o “Mensalão” terá de ser julgado antes das eleições, bem como o ex-deputado José Dirceu tem de ser condenado ainda neste primeiro semestre, porque a direita brasileira, uma das mais cruéis, provincianas e atrasadas do mundo, tem que ter um candidato competitivo nas à Prefeitura de São Paulo que acontecerão em outubro e, evidentemente, nas eleições à Presidência de 2014. O Partido da Imprensa está desesperado e fará tudo para compensar seus aliados que terão de enfrentar uma política como Dilma Rousseff que tem 77% da aprovação, além de ter de ver o Lula, político estadista que transformou o Brasil a subir os palanques dos candidatos do Governo, como, por exemplo, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, candidato petista à Prefeitura de São Paulo, que é o enclave mais importante dos tucanos e dos barões da imprensa e seus asseclas.
A verdade é que se o governador Agnelo tiver culpa no cartório que pague por seus erros. Não há problema. O Governo Federal e trabalhista não vai “derreter” porque alguém cometeu malfeitos. E nem a imprensa vai parar de manipular e até mesmo mentir. As pessoas tem mesmo que assumir seus atos e ações e dar satisfação à sociedade e à Justiça. Contudo, não cabe à imprensa acusar e julgar aqueles que ela considera seus inimigos políticos porque não se pautam por sua cartilha (neoliberal e excludente). A imprensa tem de ouvir os dois lados, investigar, ponderar e dar tratamento isonômico às partes envolvidas em quaisquer assuntos, o que ela propositalmente não faz. 
O segmento empresarial midiático é partidário, de direita, escolhe seus aliados e ataca seus adversários apenas coma intenção de preservar seus interesses políticos e econômicos intactos. Os barões da imprensa, se pudessem, manteriam o sistema de escravidão até hoje. É desse jeito que eles funcionam. E para dar um golpe de estado é como estalar os dedos. Estão sempre dispostos a boicotar qualquer governo de espectro à esquerda, de perfil trabalhista e compromissado com o Brasil e os trabalhadores. A direita partidária e a imprensa comercial e privada são alienígenas, com viés imperialista e DNA entreguista. Cadê o projeto do marco regulatório da mídia brasileira, presidenta Dilma? A Argentina regulamentou os segmentos público e privado de mídias. É isso aí. 


Sintonia Fina
- com  Blog Palavra Livre

14 de abr. de 2012

Desembargador ataca bandoleiros da mídia

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!
Desembargador critica o que chama de 'bandoleiros de plantão' 

Presidente do TRF3 propõe ‘habeas mídia’




SÃO PAULO – Sob a incrível montanha de ações que desafiam sua corte, o desembargador Newton De Lucca, presidente do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3), também poeta e escritor, entregou-se a uma cruzada: defende “irrestritamente” a criação de um “habeas mídia”, segundo sua definição um mecanismo que seria usado para “impor limites ao poder de uma certa imprensa”.


“O habeas mídia seria um instrumento para a proteção individual, coletiva ou difusa, das pessoas físicas e jurídicas, que sofrerem ameaça ou lesão ao seu patrimônio jurídico indisponível, por intermédio da mídia”, propõe.


De Lucca sugeriu pela primeira vez o habeas mídia no discurso de sua posse, em 2 de abril, perante plateia de magistrados, advogados, juristas, três ministros do Supremo Tribunal Federal – entre eles o novo presidente da corte máxima, Ayres Britto -, o cardeal arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, e o vice-presidente da República, Michel Temer, que o aplaudiram.


Ao revelar sua meta, jogou sobre a mídia expressão de autoria da ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, que apontou a existência de “bandidos de toga” e abriu crise sem igual na magistratura.


Servirá o habeas, prevê De Lucca, “não apenas em favor dos magistrados que estão sendo injustamente atacados, mas de todo o povo brasileiro, que se encontra a mercê de alguns bandoleiros de plantão, alojados sorrateiramente nos meandros de certos poderes midiáticos no Brasil e organizados por retórica hegemônica, de caráter indisfarçavelmente nazofascista”.


Autor de Pintando o Sete e Odes e Pagodes, coletâneas de poesias, De Lucca afirma que já foi “injustamente atacado, em passado não muito distante”. 


Aponta para “jornalismo trapeiro que impede a criação de uma opinião pública livre e legítima”.


O desembargador declarou, ainda na posse: “Continuarei a nutrir minha aversão congênita pelas pirotecnias enganosas do establishment atual, que não distingue a liberdade da libertinagem, as prerrogativas dos privilégios, a qualidade da quantidade, e ainda faz do embuste e do patrulhamento ideológico o apogeu da tirania”. “Almejamos e preconizamos uma imprensa livre”, afirmou De Lucca. “Enquanto investigativa e criteriosa há de merecer todo nosso respeito e loas. Por outro lado, há de ser solenemente repudiado aquele jornalismo trapeiro.”


Ao Estado, por escrito, De Lucca recorreu à veia poética. “Por jornalismo trapeiro quis me referir àqueles que não estão preocupados em divulgar a verdade dos fatos, a eles absolutamente despicienda, mas em propalar algo que possa despertar uma atitude de suspicácia naqueles que leem a notícia. Claro que trapeiros vem de trapos, e por mim a palavra foi usada como figura de retórica, denotativa de algo desqualificado e rastaquera.”


O desembargador revela confusão quando instado a definir como iria operar o habeas mídia. “É uma expressão cunhada pelo professor gaúcho Sérgio Borja numa conferência por ele proferida na Universidade de Lomas de Zamora.” Segundo De Lucca, também o professor Paulo Lopo Saraiva defende o mesmo modelo. “Trata-se de impor limites ao poder de uma certa imprensa, ou exatamente ao jornalismo trapeiro a que me referi.”


Sobre os “bandoleiros de plantão”, refugiou-se no silêncio. “Prefiro não nominá-los, quer porque preciso ter paz para trabalhar, não podendo perder meu tempo com niquices, quer porque prefiro que cada um vista o seu próprio capuz.”




Sintonia Fina
-com Conversa Afiada