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9 de jun. de 2012

Mídia mantém a faca na garganta do Supremo

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!




Mídia oprime STF, diz Márcio Thomaz Bastos 
A imprensa foge de seu papel quando passa a fazer publicidade opressiva. A crítica é do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, representante do ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado, um dos réus do mensalão, que começa a ser julgado no dia 1º de agosto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 
 
Thomaz Bastos, que passou a ser alvo de críticas ao topar defender o bicheiro Carlinhos Cachoeira por R$ 15 milhões, disse no programa Ponto a Ponto, da BandNews, que vai ao ar às 24h deste sábado 9, que jamais viu tanta pressão sobre o Judiciário quanto a que estaria apressando o julgamento do maior escândalo do governo Lula.
 
Para o ex-ministro, o julgamento do mensalão será um caso inédito sob outro aspecto: é a primeira vez que o STF se dispõe a promover um julgamento com efeitos diretos sobre disputa eleitoral, algo que o Supremo sempre evitou. E, na avaliação de Thomaz Bastos, o STF não esconde o fundamento de sua decisão.
 
Os advogados que defendem os réus do mensalão passaram a criticar a dinâmica do julgamento assim que seu cronograma foi anunciado, na última quarta-feira 6. Os criminalistas têm manifestado, desde então, a preocupação com a ordem das sustentações e o tempo dedicado a elas, considerado exaustivo e contraproducente. "Uma coisa é ouvir debates em um júri. Outra é ouvir sustentações orais, uma atrás da outra. Quando chega a vez do quarto ou quinto advogado, ninguém mais presta muita atenção", critica Thomaz Bastos.



Sintonia Fina 

29 de mai. de 2012

Por que o golpe falhou?


 Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!








A verdade é uma só: Veja não contava com o desmentido de Nelson Jobim.

O ex-ministro da Defesa já tinha dado todas as provas de que era fiel ao projeto da direita brasileira, tinha ajudado a derrubar o delegado Paulo Lacerda da Abin, com a mentira dos equipamentos de grampo. Tinha corroborado com a tese do estado policial, o primeiro delírio de Gilmar Mendes com a Veja, que resultou na farsa do grampo sem áudio. Tinha trabalhado por José Serra, em quem votou, dentro dos governos do PT. E, antes de tudo, tinha sido fiador da indicação de Mendes ao STF, no governo FHC - aliás, era o único amigo que Mendes tinha no tribunal. Possivelmente, o único amigo que Gilmar Mendes teve na vida.

Mas Jobim desmentiu Mendes e jogou a Veja com ele no buraco. Ato contínuo, despedaçou o esqueminha de repercussão de mídia que funcionou tão bem no mensalão, que começava pela Veja, ia para o Jornal Nacional e continuava, semana afora, no Estadão, na Folha e no Globo.
 

E não tenham dúvida: vão massacrar Jobim por conta dessa traição.


Sintonia Fina

26 de abr. de 2012

AINDA DONOS DO BRASIL...?

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Globo, Abril e Folha se unem contra CPI da mídia

Principais grupos de comunicação fecham pacto de não agressão e transmitem ao Planalto a mensagem de que pretendem retaliar o governo se houver qualquer convocação de jornalistas ou de empresários do setor; porta-voz do grupo na comissão é o deputado Miro Teixeira; na Inglaterra, um país livre, o magnata Rupert Murdoch depôs ontem

 

Há exatamente uma semana, o executivo Fábio Barbosa, presidente do grupo Abril e ex-presidente da Febraban, foi a Brasília com uma missão: impedir a convocação do chefe Roberto Civita pela CPI sobre as atividades de Carlos Cachoeira. Jeitoso e muito querido em Brasília, Barbosa foi bem-sucedido, até agora. 

 

Dos mais de 170 requerimentos já apresentados, não constam o nome de Civita nem do jornalista Policarpo Júnior, ponto de ligação entre a revista Veja e o contraventor Carlos Cachoeira. O silêncio do PT em relação ao tema também impressiona.

 

Surgem, aos poucos, novas informações sobre o engavetamento da chamada “CPI da Veja” ou “CPI da mídia”. João Roberto Marinho, da Globo, fez chegar ao Palácio do Planalto a mensagem de que o governo seria retaliado se fossem convocados jornalistas ou empresários de comunicação. Otávio Frias Filho, da Folha de S. Paulo, também aderiu ao pacto de não agressão. E este grupo já tem até um representante na CPI. Trata-se do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).

Na edição de hoje da Folha, há até uma nota emblemática na coluna Painel, da jornalista Vera Magalhães. Chama-se “Vacina” e diz o que segue abaixo:

“O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vai argumentar na CPI, com base no artigo 207 do Código de Processo Penal, que é vedado o depoimento de testemunha que por ofício tenha de manter sigilo, como jornalistas. O PT tenta levar parte da mídia para o foco da investigação”.

O argumento de Miro Teixeira é o de que jornalistas não poderão ser forçados a quebrar o sigilo da fonte, uma garantia constitucional. Ocorre que este sigilo já foi quebrado pelas investigações da Polícia Federal, que revelaram mais de 200 ligações entre Policarpo Júnior e Carlos Cachoeira. Além disso, vários países discutem se o sigilo da fonte pode ser usado como biombo para a proteção de crimes, como a realização de grampos ilegais.

Inglaterra, um país livre
Pessoas que acompanham o caso de perto estão convencidas de que Civita e Policarpo só serão convocados se algum veículo da mídia tradicional decidir publicar detalhes do relacionamento entre Veja e Cachoeira. Avalia-se, nos grandes veículos, que a chamada blogosfera ainda não tem força suficiente para mover a opinião pública e pressionar os parlamentares. Talvez seja verdade, mas, dias atrás, a hashtag #vejabandida se tornou o assunto mais comentado do Twitter no mundo.

Um indício do pacto de não agressão diz respeito à forma como veículos tradicionais de comunicação noticiaram nesta manhã o depoimento de Rupert Murdoch, no parlamento inglês. Sim, Murdoch foi forçado a depor numa CPI na Inglaterra – não na Venezuela – para se explicar sobre a prática de grampos ilegais publicados pelo jornal News of the World. Nenhum jornalista, nem mesmo funcionário de Murdoch, levantou argumentos de um possível cerceamento à liberdade de expressão. Afinal, como todos sabem, a Inglaterra é um país livre.

O Brasil se vê hoje diante de uma encruzilhada: ou opta pela liberdade ou se submete ao coronelismo midiático.

Sintonia Fina
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13 de abr. de 2012

SIMPLES ASSIM: As manobras do esquema Cachoeira

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Luis Nassif 

Na condição de réu, o senador Demóstenes Torres teve acesso às peças do inquérito Monte Carlo.

Agora, está selecionando informações para, em conluio com jornalistas do esquema Cachoeira, jogar o foco das investigações na Construtora Delta.

Sabendo-se das ligações de Cachoeira com a Delta, é até risível matéria informando sobre as tratativas do bicheiro para conseguir acesso a altos executivos da empresa - como se fosse uma figura menor aproximando-se da toda poderosa Delta.

A lógica da estratégia Cachoeira-Demóstenes-aliados é simples. A Delta é parte do universo a ser investigado; Cachoeira é o todo. Focando na Delta, tenta-se tirar do foco o chefe da quadrilha, Cachoeira, seu principal lugar-tenente, Demóstenes assim como as ligações midiáticas da estrutura criminosa.

De quebra, desestimulam-se peemedebistas - já que a Delta tem relações com o governador Sérgio Cabral Filho - e petistas - relações com o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz.

Nos próximos dias, haverá um aumento da chantagem de alguns veículos sobre políticos. É um jogo intimidatório pesado. Parlamentares escolhidos para a CPI serão alvo de represálias do esquema criminoso. Haverá também a estratégia de misturar factóides com fatos objetivos, visando embolar o entendimento da opinião pública.

Essa CPI mostrará se o país poderá aspirar um lugar no mundo moderno, se dispõe de instituições capazes de enfrentar toda sorte de poderes - Executivo, Judiciário, Legislativo e o até agora intocável poder midiático.

Se se quiser, de fato, passar o país a limpo, o Congresso terá que pagar para ver, assim como parece estar sendo a posição do Executivo.

Seria medida de prudência jornais e jornalistas se darem conta de que rompeu-se a muralha do silêncio e do medo. Veículos e jornalistas que entrarem no esquema correrão o risco de serem indiciados pela Justiça. Acabou-se a era da plena impunidade para o mau jornalismo.


Sintonia Fina
-com O Esquerdopata