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12 de jun. de 2012

Perillo não convence

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Radialista não trabalhou de graça no segundo turno

 

Na base do gogó, em seu depoimento na CPI do Cachoeira, o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) se diz um santo homem, e seu governo seria imaculado. Na sua versão, ele não teria nada a ver com Cachoeira (a quem poupou de fazer acusações).
 
Porém os fatos contradizem seu discurso.
 
Num dos casos, o radialista Luiz Carlos Bordoni afirma que trabalhou na campanha de Perillo por R$ 170 mil. Uma parcela do pagamento, de R$ 45 mil, foi da empresa Alberto e Pantoja, do esquema Cachoeira.
O governador tucano diz que pagou apenas R$ 33.300,00 em um único pagamento declarado à justiça eleitoral, e ainda diz que está processando o radialista.
 
 
Porém tem um furo nessa explicação. Esse valor foi pago no primeiro turno, no dia 21 de setembro de 2010.
Depois houve toda a campanha do segundo turno sem nenhum pagamento. É difícil acreditar que profissionais trabalhariam de graça no segundo turno.

Sintonia Fina
- Com Amigos do Lula

26 de abr. de 2012

STJ concede salvo-conduto para Veja mentir:Será que tem cheiro de cachoeira?

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

 
Um absurdo essa decisão do Superior Tribunal de Justiça.No momento que há provas cabais da ligação entre Veja e Carlinhos Cachoeira vem  esse ministro proferir uma decisão dessas.Isso é uma vergonha.Sinto nojo desse Poder Judiciário de merda.Veja o que o imbecil do ministro diz na decisão:a revista Veja exerceu esses direitos de modo regular, sem abusos ou excessos: as publicações feitas pela revista eram de interesse público, baseadas em fatos verdadeiros e que encontraram pertinência com a narrativa. Está, portanto, de acordo com o entendimento do STJ.Fatos verdadeiros nem de brincadeira! Veja só sabe mentir, isso sim.Essa decisão tem cheiro de cachoeira.
 


"O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) para que fosse admitido recurso em que reivindica indenização da Editora Abril por suposta “campanha difamatória” veiculada na revista Veja. O partido recorria, pela quarta vez, contra decisões que consideraram o conteúdo divulgado na revista protegido pela liberdade de informação e de expressão.

De acordo com o PT, a revista Veja, carro-chefe da editora, teria aberto campanha sistemática com o objetivo de denegrir a sua imagem. Foram destacadas oito “capas escandalosas e impertinentes, com chamadas fortes”, como o PT definiu, relativas às matérias que supostamente ofendiam a honra da associação.


Ainda conforme o partido, para atingir a “camada de baixa renda e cultura escassa, que não lê textos por inteiro, mas apenas tem a atenção despertada pelas manchetes”, a revista teria explorado nas capas fotografias “desproporcionais ao conteúdo das respectivas matérias jornalísticas”. Por isso, a ação com o objetivo de conseguir a condenação por danos morais.


Liberdade de informação


Em primeira e segunda instâncias, o pedido foi negado. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) considerou que as capas e as matérias jornalísticas estavam “cobertas por excludente de antijuridicidade de estatura constitucional”, isto é, a liberdade de informação. “Muitas das matérias não afirmaram, de modo peremptório, que esta ou aquela pessoa tenha efetivamente praticado ato ilícito, mas narram fatos, fazendo, em seguida, juízo de valor sobre certos comportamentos”, afirmou o TJSP.


O PT recorreu ao STJ, apenas. Não apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), ainda que houvesse argumento constitucional na decisão do TJSP. O tribunal estadual não admitiu a subida do recurso especial, o que levou o PT a pedir diretamente ao STJ que aceitasse o caso para discussão.


O ministro relator, Massami Uyeda, inicialmente negou o pedido para que o recurso fosse admitido. Entendeu que, por não ter interposto o recurso extraordinário (ao STF), seria o caso de aplicação da Súmula 126. O enunciado afirma que, tendo a decisão atacada fundamentos constitucional e infraconstitucional, cada qual suficiente, por si só, para manter a conclusão, a parte deve interpor recursos ao STF e ao STJ. Isso não aconteceu.


Fatos concretos


O PT recorreu novamente, dessa vez tentando que a decisão unipessoal do relator fosse reformada pela Terceira Turma. A posição do ministro Uyeda foi mantida. Ele afirmou que, além da incidência da Súmula 126, o recurso não poderia ser admitido em razão da necessidade de reexame de fatos e provas, o que é vedado ao STJ por outra Súmula, a de número 7.


O ministro Uyeda, enfatizando a conclusão da decisão do TJSP, observou que todas as matérias foram feitas a partir de fatos concretos ou investigações policiais em andamento, com base em gravações, acesso a inquéritos ou depoimentos de parlamentares, por exemplo. Explicou, ainda, que as matérias narram fatos opinando sobre certos comportamentos. Não afirmam, em muitas das publicações, que alguém tenha praticado algum ato ilícito.


De acordo com o ministro, a revista Veja exerceu esses direitos de modo regular, sem abusos ou excessos: as publicações feitas pela revista eram de interesse público, baseadas em fatos verdadeiros e que encontraram pertinência com a narrativa. Está, portanto, de acordo com o entendimento do STJ.


Sintonia fina
- com Terror do Noredeste

25 de abr. de 2012

Efeitos da pregação midiática

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A velhacaria parte do anonimato da internet mas não esconde os herdeiros da Casa-Grande.


No princípio era e é a mídia. A primazia vem de longe, mas se acentua com o efeito combinado de avanço tecnológico e furor reacionário. De início a serviço do poder até confundir-se com o próprio, um poder ainda medieval de muitos pontos de vista, na concepção e nos objetivos.

Ao invocar o golpe de Estado de 1964, os editorialões receitavam o antídoto contra a marcha da subversão, obra de pura fantasia, embora os capitães do mato, perdão, o Exército de ocupação estivesse armado até os dentes. Marcha da subversão nunca houve, sequer chegou a Revolução Francesa.  Em compensação tivemos a Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade.

Há tempo largo a mídia cuida de excitar os herdeiros da Casa-Grande ao sabor de pavores arcaicos agitados por instrumentos cada vez mais sofisticados, enquanto serve à plateia, senzala inclusive instalada no balcão, a péssima educação do Big Brother e Companhia. Nem todos os herdeiros se reconhecem como tais, amiúde por simples ignorância, todos porém, conscientes e nem tanto, mostram se afoitos, sem a percepção do seu papel, em ocasiões como esta vivida pelo presidente mais popular do Brasil, o ex-metalúrgico Lula doente. E o estímulo parte, transparentemente, das senhas, consignas, clichês veiculados por editorialões, colunonas, artigões, comentariões.


Celebrada colunista da Folha de S.Paulo escreve que Lula agora parece “pinto no lixo”, cuida de sublinhar que “quimioterapia é dureza” e que vantagens para o enfermo existem, por exemplo, “parar de tomar os seus goles”. Outra colunista do mesmo jornal, dada a cobrir tertúlias variadas dos herdeiros da Casa-Grande, pergunta de sobrolho erguido quem paga o tratamento de Lula

Em conversa na Rádio CBN, mais uma colunista afirma a culpa de Lula, “abuso da fala, tabagismo, alcoolismo”. A cobra do Paraíso Terrestre desceu da árvore do Bem e do Mal e espalhou seu veneno pelos séculos dos séculos.

Às costas destas miúdas aleivosias, todas as tentativas pregressas de denegrir um presidente que se elegeu e reelegeu nos braços do povo identificado como o igual capaz de empenhar-se pela inclusão de camadas crescentes da população na área do consumo e de praticar pela primeira vez na história do País uma política externa independente. Trata-se de fatos conhecidos até pelo mundo mineral e no entanto contestados oito anos a fio pela mídia nativa. 

E agora assistimos ao destampatório da velhacaria proporcionado pelo anonimato dos navegantes da internet, a repetirem, já no auge do ódio de classe, as tradicionais acusações e insinuações midiáticas.

Há uma conexão evidente entre as malignidades extraordinárias assacadas das moitas da internet e os comportamentos useiros do jornalismo do Brasil, único país apresentado como democrático e civilizado onde, não me canso de repetir, os profissionais chamam o patrão de colega.

Por direito divino, está claro. E neste domínio da covardia e da raiva burguesotas a saraivada de insultos no calão dos botecos do arrabalde mistura-se ao desfraldado regozijo pela doença do grande desafeto. 

Há mesmo quem candidate Lula às chamas do inferno, em companhia dos inevitáveis Fidel e Chávez, como se estes fossem os amigões que Lula convidaria para uma derradeira aventura.

Os herdeiros da Casa-Grande até mesmo agora se negam a enxergar o ex-presidente como o cidadão e o indivíduo que sempre foi, ou são incapazes de uma análise isenta, sobra, de todo modo, uma personagem inventada, figura talhada para a ficção do absurdo. 

De certa maneira, a escolha da versão chega a ser mais grave do que a própria, sistemática falta de reconhecimento dos méritos de um presidente da República decisivo como Lula foi. 

Um divisor de águas, acima até das intenções e dos feitos, pela simples presença, com sua imagem, em toda a complexidade, a representar o Brasil em tão perfeita coincidência.


Sintonia Fina
- com Carta Capital

22 de abr. de 2012

FHC fechou a Comissão de Ética. E ainda quer a CPI !

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Saiu na revista Brasileiros entrevista de Nirlando Beirão com Modesto Carvalhosa:



Brasileiros – O senhor fez parte de uma Comissão de Ética criada pelo presidente Itamar Franco. O que vinha a ser aquilo? Funcionou?

M.C. – Itamar queria que o grupo fizesse um Código de Ética para o servidor público. Passamos um ano trabalhando de graça, dentro do Palácio do Planalto, levantando todas as infiltrações que vinham daquele escândalo dos “anões do Orçamento”, está lembrado? O escândalo tinha ramificações no Ministério e nós ficamos um ano investigando as gangues ligadas aos “anões do Orçamento” dentro do Executivo e como o dinheiro vazava dos cofres públicos para os bolsos particulares. O objetivo não era só fazer um Código de Ética, era também implantar. Evangelizar os agentes públicos com um comportamento fundado na cidadania. Acontecia uma crise, íamos lá ao Ministério e discutíamos com os funcionários. Os chefões resistiam, mas os funcionários iam lá buscá-los para ouvir. O Código de Ética era um primor.

 

Brasileiros – O que aconteceu com ele?

M.C. – O governo Itamar foi muito curto, fizemos o que pudemos, com um entusiasmo juvenil, todo o nosso grupo. Produzimos o Código de Ética e iniciamos o processo de implantação. E, a partir do escândalo do Orçamento, fizemos um relatório mostrando as infiltrações da corrupção dentro dos ministérios. Itamar chamou o então presidente eleito, Fernando Henrique, e lhe entregou solenemente nosso relatório. A primeira coisa que Fernando Henrique fez foi arquivar o relatório e demitir a comissão.

 

Brasileiros – Demitiu uma comissão de voluntários?

M.C. – Demitidos. Sem nenhuma satisfação. Sem nenhuma condecoração. Nada. Em seguida, Fernando Henrique fez outro ato heroico: revogou o Código de Ética. A partir daí, entendi que Fernando Henrique é de fato um ser superior.

 

Brasileiros – Um nobre feudal.

M.C. – É que as campanhas eleitorais na época ainda não tinham o controle que existe hoje, só um controle muito relativo – ou nenhum. Fernando Henrique deve ter sido persuadido pelos empreiteiros, que lhe deram milhões na campanha, a revogar o Código de Ética, demitir a comissão e jogar no lixo o relatório. Que, aliás, era contundente. Mas está tudo registrado no Livro Negro da Corrupção, que organizei e lancei em 1995. Acabamos ganhando o Prêmio Jabuti de Literatura Jornalística. Veja a grandeza desse notável sociólogo, o Fernando Henrique!


Sintonia Fina
-com o Conversa Afiada 

21 de abr. de 2012

Veja mente, mente, mente; descaradamente, mente!

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Ética jornalística: uma reflexão permanente

Eurípedes Alcântara, Diretor de Redação de VEJA
“A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Entrevistar o papa não nos faz santos. Ter um corrupto como informante não nos corrompe.”
VEJA nunca permitiu que suas páginas fossem usadas para outro fim que não a busca do interesse público. Sempre que uma denúncia é publicada, alguém ganha e alguém perde. Um ministro cai e outro ministro sobe. Um grupo político é prejudicado e outro grupo político é beneficiado. São consequências normais da divulgação de fatos verdadeiros. Em nosso trabalho cotidiano, essas circunstâncias são tão naturais para nós que nos dispensamos de discuti-las. Mas temos de concordar que as pessoas não diretamente envolvidas em nosso trabalho possam, de boa-fé, não entender completamente a natureza do bom jornalismo que praticamos em VEJA. Refleti sobre nossos critérios, nossas relações com as fontes de informação, enfim, nossa missão jornalística. O resultado é o texto abaixo.


“O jornalismo é feito com fontes de informação. O jornalista não é pago para saber. É pago para descobrir. Por essa razão, as relações do jornalista com suas fontes merecem uma reflexão permanente.”
O jornalismo é feito com fontes de informação. O jornalista não é pago para saber. É pago para descobrir. Por essa razão, as relações do jornalista com suas fontes merecem uma reflexão permanente. Os profissionais de VEJA seguem as regras escritas da Editora Abril, cujo Código de Conduta estabelece: “O jornalista da Abril não tem relação de trabalho com, nem presta serviço, ainda que eventual, para qualquer pessoa, empresa ou entidade que seja, ou possa a vir a ser, fonte de informação. A Abril jamais paga entrevistados por informação de nenhuma espécie, de forma direta ou indireta. Sempre que possível, o jornalista deve pagar por almoços e jantares com fontes ou seus representantes. Cabe ao profissional e a sua chefia imediata definir as situações em que a aplicação desta regra pode afetar o relacionamento com a fonte.” Posturas Éticas – Guia para Jornalistas e Produtores de Conteúdo do Grupo Abril – Complemento do Código de Conduta.”
Em complemento ao Código de Conduta da Abril, a redação de VEJA em seu Plano Editorial anual reafirma que a “independência” é o maior valor de um jornalista da revista. Por independência, diz o Plano Editorial, entende-se que o repórter não aceita nenhuma barganha editorial com as fontes em troca de informações. Em nosso cotidiano, embora seja uma regra não escrita, sempre avaliamos as informações que recebemos das fontes tendo como único metro o interesse público que se confunde com o interesse jornalístico. Isso significa que as inúmeras informações pitorescas ou de caráter pessoal, comportamental ou sexual de autoridades e governantes que nos chegam na forma de fotos, vídeos e gravações nunca são usadas por serem ofensivas e nada ajudarem na compreensão dos fatos públicos.


 “O ensinamento para o bom jornalismo é claro: maus cidadãos podem, em muitos casos, ser portadores de boas informações.”
Os jornalistas de VEJA estabelecem com suas fontes uma relação em que fica claro desde o primeiro momento que não se trata de uma relação de troca. A fonte não terá nenhum outro privilégio por fornecer informações, a não ser a manutenção do sigilo, caso isso seja do interesse dela. As fontes nunca são desinteressadas das reportagens com as quais colaboram fornecendo informações. Um corrupto que passa informações quer se vingar de outro corrupto ou espera atrapalhar o negócio do concorrente com o governo. Nos dois casos, o jornalista precisa ter noção exata do interesse da fonte e usar a informação quando e somente se a vinda dela à luz servir mais ao interesse público do que ao do próprio informante. Um assassino que revela na cadeia um plano para assassinar o presidente da República é possuidor de uma informação de interesse público – e pelo mecanismo da delação premiada ele pode ter sua pena atenuada ao dar uma informação que impeça um crime ainda pior do que o cometido por ele. Portanto, temos aqui uma situação em que a informação é de qualidade e o informante não, por ser um assassino. O ensinamento para o bom jornalismo é claro: maus cidadãos podem, em muitos casos, ser portadores de boas informações.


 “Uma informação de qualidade é verificável, relevante, tem interesse público e coíbe a ação de corruptos.”
O repórter que se preza não despreza uma fonte de informação sobre casos de corrupção com base apenas no fato de que o informante é corrupto. Mas como se cativa e se mantém um informante desse tipo sem acenar com alguma vantagem para ele? O jornalista, consciente dos interesses subalternos do informante, deve tentar obter dele o que for relevante para o interesse público – e publicar. O mais provável é que o informante se sentirá gratificado por ter conseguido o objetivo de ver a informação tornada pública e o jornalista também terá cumprido sua missão de trazer à luz fatos que, de outra forma, nunca sofreriam o efeito detergente dos raios solares. Ao jornalista cabe distinguir:
A) se a informação é verificável;
B) se a informação é relevante e de interesse público;
C) se a vinda da informação a público ajudará a diminuir o escopo de ações dos corruptos, entre eles o próprio informante.
Cumpridas as três condições acima, a informação merece ser levada a sério, a despeito, repita-se, da estatura moral do informante.
O bom jornalista não se deixa paralisar estabelecendo como critério só ter como fontes pessoas que passem pelo crivo ético mais elevado. Isso não deve ser confundido de jeito nenhum com a ideia de que vale tudo. O critério de VEJA é claro. As informações precisam ser qualificadas, independentemente da estatura moral do informante. Pessoas de estatura moral questionável podem deter informações de altíssimo padrão de qualidade jornalística. Digamos que a informação trate de uma negociação de pagamento de propina. Quem tem mais condições de contar o que aconteceu? Quem estava lá ou quem não estava lá? A resposta é clara: quem estava lá, ou seja, um dos envolvidos.
Evidentemente, o critério acima não vale para fontes que queiram dar opiniões. Não abrimos espaço para pessoas de baixo padrão moral dar opiniões. No processo de coleta de opiniões, procuramos as mais qualificadas autoridades mundiais para entrevistar, onde quer que estejam. Se uma fonte moralmente discutível testemunhou um fato importante, quer contar o que presenciou e se o que ela narra é verificável por outros meios, consideramos que ela pode ter uma informação que vale a pena ser levada em conta. Se essa mesma fonte quiser dar uma opinião a respeito daqueles mesmos fatos, não aceitamos. A qualidade da informação pode independer da qualidade da fonte. Já a opinião é indissociável de quem a emite. A qualidade de quem opina afeta a qualidade da opinião.


“A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Entrevistar o papa não nos faz santos. Ter um corrupto como informante não nos corrompe.”
Esse ponto merece uma análise mais detida. Como o jornalista deve diferenciar sua relação quando uma fonte é, digamos, um economista respeitado e outra fonte é um criminoso? O jornalista deve ter em mente que ambos podem ser detentores de informações da melhor qualidade. O criminoso pode ter sido testemunha de um crime e seu depoimento pode ajudar a desbaratar uma quadrilha perigosa. Não se pode desprezar o que ele tem a dizer. É preciso ouvir, analisar, pesar, checar, contextualizar. Um economista respeitado, caricaturando, pode estar teoricamente equivocado sobre algum fenômeno ou pode estar a serviço de algum especial interesse econômico ou comercial. Enfim, ambos valem pelo teor, qualidade e grau de interesse da informação verdadeira de que são detentores. É preciso atentar para o fato de que, mesmo que a fonte seja um assassino esperando a execução de uma sentença de morte (exemplo verídico transformando no livro O Jornalista e o Assassino pela americana Janet Malcolm), ela merece ser tratada com respeito. Se a fonte não tem ética, isso é problema dela. A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Entrevistar o papa não nos faz santos. Ter um corrupto como informante não nos corrompe.
Quando o jornalista lida com uma fonte que tem uma informação verdadeira, verificável e relevante, ele precisa ter consciência dos interesses particulares do informante. Deve avaliar se o interesse público maior supera mesmo o subproduto indesejável de satisfazer o interesse menor e subalterno da fonte. Se o resultado for positivo, a informação se candidata a ser publicada. Por isso, o jornalista não pode ser amigo de fontes. Não pode aceitar presentes, convites para viagens ou quaisquer outros agrados.
VEJA nunca publicou conteúdos de gravações obtidas ilegalmente, portanto o que segue aqui tem o objetivo apenas de refletir sobre certos limites. Quem se favorece conscientemente do produto de furtos, roubos ou outros crimes é potencialmente cúmplice do autor. Por essa razão, o jornalista que eventualmente receber uma gravação obtida ilegalmente e usá-la em uma reportagem pode estar se expondo aos rigores da lei. Desse modo, ele só deve dar esse passo arriscado quando o custo para a sociedade de desprezar o conteúdo da gravação for muito grande. Se o preço pessoal de evitar um crime ou uma sequência de crimes dando publicidade a gravações ilegais for incorrer em uma transgressão menor, o jornalista tem o dever de considerar correr esse risco. Em VEJA, casos assim jamais são decididos individualmente por um jornalista, mas pela direção da revista. O trabalho jornalístico envolve vários riscos. Como qualquer trabalho. Do cirurgião, do advogado. Do engenheiro. Se ele tomar todos os cuidados, os riscos serão minimizados, mas jamais eliminados. A primeira preocupação de VEJA ao ter acesso a uma informação é entender como a informação foi obtida.
Se a publicação do produto do crime tiver relevância para evitar crimes piores, e mesmo que isso ajude a vender revistas, não se incorre em falha ética. Se um jornalista furtar da pasta de uma pessoa, por exemplo, um plano para explodir a represa de Itaipu e se com a publicação do plano ele evitar o ataque terrorista - e ainda vender mais revistas –, a implicação ética lhe será altamente favorável.


“O bom jornalismo é uma atividade de informação mediada. O jornalista não é um mero repassador de declarações. Ele tem o poder discricionário de não publicar uma acusação ou uma ofensa grave.”
As informações obtidas com a garantia de manter o sigilo da fonte trazem desafios adicionais ao jornalista. As informações obtidas de fontes anônimas, que não podem ou não querem se identificar, devem ser usadas preferencialmente como confirmação de dados ou relatos já obtidos de outras fontes. Mas é um erro desprezá-las. Muitas vezes um informante testemunhou fatos relevantes e a única condição que coloca para narrá-los é a manutenção do sigilo sobre sua identidade. A regra básica para errar menos com o uso de fontes anônimas é ter em mente que o leitor pouco ou nada saberá sobre quem deu a informação, portanto o jornalista tem de saber tudo sobre a fonte. VEJA muitas vezes não tem meios de confirmar com outras fontes as informações passadas por uma fonte que pediu OFF. 
 Digamos que uma discussão entre duas pessoas seja contada em OFF por um dos participantes. VEJA não vai publicá-la se a outra pessoa não confirmar? Talvez sim, talvez não. Depende do conteúdo do diálogo passado. A lição é a de que o bom jornalismo é uma atividade de informação mediada. O jornalista não é um mero repassador de declarações. Ele tem o poder discricionário de não publicar uma acusação ou uma ofensa grave. Se o custo de não publicar for prejudicial ao interesse público, o jornalista deve pesar os riscos e corrê-los se necessário. 

Uma fita contendo revelações importantes (depois de devidamente periciada e contextualizada) tem valor extraordinariamente maior do que uma frase acusatória, seja em OFF ou em ON. VEJA sempre pericia os diálogos gravados que publicou e guarda esses registros. VEJA já publicou diálogos que lhe foram entregues degravados sem ter tido acesso ao conteúdo original – mas o fez com absoluta segurança da origem do material. Existe uma diferença grande entre uma acusação em OFF e uma fita. A fita, muitas vezes, envolve um diálogo de duas pessoas acusando uma terceira – que pode ser inocente. E ela acaba sendo envolvida num escândalo involuntariamente. Isso raramente acontece na acusação, ainda que em OFF. Por isso, todo o cuidado é pouco com esse tipo de informação.
O documento (depois de periciado e contextualizado) tem valor exponencialmente maior do que uma informação oral, desde que o conteúdo de ambos seja equivalente em relevância. Mas às vezes um documento mente e a informação falada tem mais valor. Exemplo: como forma de mostrar seu distanciamento de uma denúncia de corrupção, o ministro envia um memorando cobrando de seu assessor informações sobre a irregularidade. Esse documento pode ser apresentado pela autoridade como prova de sua inocência. Uma apuração mais aprofundada pode provar que aquele documento não passava de uma armação. Ou seja, cada caso é um caso.
“A regra para lidar com gravações ilegais que registraram atividades de cidadãos ou empresas privadas em seus negócios particulares é: descartar sem ouvir ou assistir – ou, alternativamente, entregá-las às autoridades.”

A fita (periciada, contextualizada) tem muito valor. A perícia ajuda a mostrar se a fita chegou à redação em condições de ser usada como prova. Às vezes, as gravações são inaudíveis ou indecifráveis – ou a fita pode ter sido adulterada com o propósito de mudar o sentido das falas. Nesses casos, ela vai para o lixo.
É crucial enfatizar um ponto da mais alta importância. O que se discute aqui é a publicação de informações que dizem respeito à atuação de autoridades e suas relações com terceiros quando tratam de questões que envolvem dinheiro ou outros bens públicos. A regra para lidar com gravações ilegais que registraram atividades de cidadãos ou empresas privadas em seus negócios particulares é: descartar sem ouvir ou assistir – ou, alternativamente, entregá-las às autoridades.
“As informações são tratadas em VEJA como portas que se abrem para a obtenção de novas informações. Todas elas são checadas.”

Nenhuma reportagem de VEJA – com a exceção óbvia da entrevista das Páginas Amarelas – é feita com base em apenas uma única fonte de informação. As informações são tratadas em VEJA como portas que se abrem para a obtenção de novas informações. Todas elas são checadas, contextualizadas e comparadas, de modo que os eventuais erros que possam ocorrer sejam aqueles que conseguiram escapar de nossos rigorosos mecanismos de filtragem – e nunca resultado de má-fé.
São Paulo, 20 de abril de 2012






Sintonia Fina
-com Com Texto Livre

18 de abr. de 2012

A verdade sobre a operação abafa do Estadão

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Assim como fez em 2010, o jornal o Estado de São Paulo assumiu hoje (17/04), novamente, seu posicionamento partidário. Ainda não declararam apoio à candidatura de José Serra à prefeitura de São Paulo. Mas o editorial “A verdadeira operação abafa”, deixa claro o antipetismo do jornal e a preferência partidária pelo PSDB.

O editorial do Estadão é a inversão do medo. Novamente, por meio de falhos argumentos, dizem que o PT faz a “operação abafa” para impedir o julgamento do Mensalão. Lideranças petistas estariam pressionando os ministros do STF para que o julgamento fosse postergado para 2013. Desta forma, não haveria desgaste político durante o pleito eleitoral que ocorrerá agora em 2012. Além disso, na tentativa de igualar todos os partidos, o jornal por contra própria, diz que o PT assume os riscos ao apoiar a CPI da Cachoeira com o único objetivo de atingir Marconi Perillo, governador de Goiás pelo PSDB, desafeto político de Lula. Se não bastassem todas estas alegações, negam que estão articulados para esconder os malfeitos do governador de Goiás.

Alguns trechos do editorial merecem esclarecimento:

Estadão:A tática dos lulopetistas de acusar os adversários políticos de praticar as malfeitorias que eles próprios cometem é sobejamente conhecida, mas chega a ser desconcertante o caradurismo da operação abafa que suas lideranças estão tentando instaurar diante da iminência do julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Não existe tática. A criação da CPMI, reunindo Câmara Federal e Senado, foi resultado da decisão unânime de vários partidos, que sentiram a necessidade de investigar as denúncias que se tornaram públicas. Não existe cortina de fumaça e tampouco operação abafa. Existe o consenso que entende a necessidade de se apurar malfeitos.

A verdade é que a mídia finge ignorar os autos do processo do mensalão. Para que o caso seja julgado, existe a necessidade revisão do processo, para apresentação do parecer que servirá de base para que os ministros votem. Logo, não existe interferência política por parte do PT. Na verdade, tentam politizar a questão e colocam em dúvida a isenção partidária da Suprema Corte. A mídia é que vem requentando o mensalão, omitindo o caso Cachoeira-Demóstenes para preservar a si e a seus pares.
 
Estadão:A direção do partido foi muito longe, muito depressa. Tanto que a presidente Dilma Rousseff, na sexta-feira, queixou-se da precipitação e dos termos da nota oficial do PT e chegou a pedir a Lula que não jogue mais lenha na fogueira. Como se sabe, Lula não vê a hora de destruir politicamente o seu desafeto Marconi Perillo. Dilma, no entanto, se preocupa com os respingos de lama que a CPI certamente jogará no governo que preside.

A preocupação dos respingos de lama que a CPI jogará existem sim. Em especial por grande parte da mídia que coloca palavras na boca da presidente Dilma Roussef e dos membros da sigla petista, como se houvesse preocupação com a instalação da CPI. As matéria opinativas publicadas pelos veículos mancomunados com a oposição, chegaram inclusive, a colocar Carlinhos Cachoeira no colo de Agnello Queiroz (PT-DF).

Walter Pinheiro, senador pelo PT na Bahia, já reuniu as assinaturas necessárias pelo regimento no requerimento de investigação. O número alcançado no Senado não reúne assinaturas do PMDB e da oposição. Cadê a oposição?

“O momento, agora, é de coleta de assinaturas e indicação de nomes de deputados e senadores que vão integrar a CPIM, fora isso, cabem apenas especulações e conclusões sem sentido” – disse o senador em resposta à reportagens como a publicada no jornal o Globo,  que sugeriu em uma reportagem que ele era o líder da ala do partido que era contrária à CPI.

Jilmar Tatto, líder do PT na Câmara dos deputados, ironizou as notícias que dão conta de um possível medo e desconforto por parte do Planalto e da Presidente Dilma Roussef em relação à instalação da CPI – “Devo estar em outro mundo. Ninguém fala (mal da CPI) comigo ou me conta isso. Tenho a convicção de que a CPI não atrapalha o governo, o PT, o país, o processo legislativo. Não é uma CPI contra o governo e nem contra a oposição. A gente vê com tranquilidade.”
 
Estadão:No que diz respeito ao STF, os petistas confiam, sempre movidos por seu enraizado sentimento de patota, no fato de que a maioria dos atuais ministros foi nomeada por Lula e Dilma. É uma expectativa que não honra a tradição de absoluta isenção partidária com que os juízes da Suprema Corte historicamente se comportam no desempenho de suas altas responsabilidades.

José Dirceu (PT) publicou um artigo que desmente a tese de que o PT confia que o julgamento do Mensalão será postergado pelo fato de que a maioria dos ministros foi nomeada por Lula e Dilma – “eu sou réu neste processo e sempre disse que quero ser julgado para provar minha inocência… Só para lembrar: o caso Mensalão emergiu dentro do caso Cachoeira-Demóstenes pelo fato do ex-prefeito de Anápolis, Ernani José de Paulo, ter denunciado que a gravação de entrega de propina nos Correios em 2005 – que deu origem à CPI dos Correios e ao mensalão – foi patrocinada pelo esquema de Cachoeira”…

E não se pejam de alegar que os principais veículos de comunicação do País estão envolvidos – ora vejam – numa operação abafa destinada a acobertar os malfeitos do desmoralizado senador goiano.

Além do envolvimento e articulação da operação abafa, a revista VEJA, fez parte do crime organizado que será investigado pela CPI. Policarpo Jr, editor chefe da sucursal da revista em Brasília, foi flagrado na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal em mais de 200 ligações em conversar com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Dentre os assuntos, estavam sugestões de pautas favoráveis ao bicheiro e ao senador Demóstenes Torres, ex-DEM. Veículos, como o Estadão e a VEJA, de forma totalitária, em suas matérias jornalísticas de cunho opinativo, dizem que a CPI será uma caça aos jornalistas. Falam como se estivem sendo acuados pela Lei da Mordaça.

Aqui nem iremos citar o esculacho que Marco Maia (PT-RS) deu na revista VEJA.
“Ora vejam”, eles querem ou não confundir a opinião pública?


Sintonia Fina
-com Seja Dita Verdade

Não adianta o PIG mentir. "Mensalão" só prescreve em 2015, e Serra colocou em pauta a Privataria Tucana

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Jornalistas do PIG tem dito, e até ministro do STF muito amigo de demotucanos tem deixado correr a versão de que se não julgar o "mensalão" pra ontem, prescreve.

 Alguns ministros do STF já afirmaram que o risco de prescrição não existe e que a ameaça é falsa e usada simplesmente para pressionar a Corte. O ministro Lewandowski, um dos quais a imprensa mais coloca a faca no pescoço, afirma que a prescrição só ocorreria em 2015. Para quem for condenado a penas baixas pelo crime de quadrilha, inferiores a dois anos, a prescrição teria ocorrido no ano passado, conforme ministros.

Que o STF julgue o mensalão na hora que bem entender, seria até bom julgar logo, para os inocentes esfregarem a sentença "nas fuças" de colunistas do PIG, e até para dimensionar o papel e responsabilidade de cada envolvido, acabando de vez com essa novela fantasiosa que criaram sobre o chamado "mensalão".

O que não dá para aceitar é a imprensa demotucana mentir para pautar o país e o judiciário com mero interesse eleitoreiro para eleger José Serra prefeito de São Paulo e fortalecer o projeto demotucano 2014.

Detalhe: a candidatura de Serra acaba de entrar em rota de queda, quando o próprio demotucano trouxe para dentro da campanha a PRIVATARIA TUCANA.

Pressionado por seus ex-eleitores que se mostram decepcionados no twitter com as revelações do livro, e pelos marqueteiros tucanos sabedores que o assunto virá à baila, o tucano finalmente resolveu abrir um processo chinfrim de indenização contra Amaury Ribeiro Jr, o autor, que disse não ver chances do processo vencer, e que vai e trazer subsídios para escrever o Privataria Tucana II.

Agora que o próprio Serra colocou em pauta o livro, a velha imprensa vai ser obrigada a falar do assunto.

Sintonia Fina
- com Amigos do Lula 

17 de abr. de 2012

Jornal Nacional, O Globo, o jornalismo pró aliados, o “mensalão”, Demóstenes-Cachoeira-Veja e a reação de Agnelo Queiroz

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Mais do que jornalistas, são executivos. Mais do que executivos, são porta-vozes de intereeses empresariais

O partido oposicionista aos governos trabalhistas de Lula e Dilma, conhecido como Organizações(?) Globo, encontra-se em um estado de catalepsia ao tempo que também se torna histérico, obsessivo e agressivo. É que o direitista Partido Golpista Murdochiano das Organizações(?) Globo, cuja sigla é PGolpe, por intermédio de seu líder no Senado, o “Jornal Nacional” (JN), e de seu líder na Câmara, o “O Globo”, está a fazer uma campanha sistemática a fim de colocar no mesmo balaio — onde se encontram o bicheiro Cachoeira seus aliados — o Governo Federal, o PT e principalmente o governador petista do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que está a enfrentar uma campanha insidiosa de seus inimigos depois de derrotar políticos e empresários que controlaram o governo distrital por 22 anos, a partir de 1988, quando o ex-governador e senador cassado, Joaquim Roriz, foi nomeado governador do DF pelo ex-presidente José Sarney. Em 1988, não havia eleições para nenhum cargo público no Distrito Federal.
Depois de ficar atônito como um boxeador que levou um golpe no estômago sem esperar, o sistema midiático corporativo, comercial e privado brasileiro respirou, ou seja, suas redações se reuniram e chegaram à conclusão que teriam, como opositores “partidários” (ilegítimos) dos governos trabalhistas, de atacar, e, para isso, precisariam de um bode expiatório oriundo da esquerda, o governador do DF, Agnelo Queiroz. Colocar Agnelo contra a parede significa ganhar tempo, no sentido de levar confusão à sociedade e dessa forma manipular o noticiário no que diz respeito ao envolvimento de jornalistas e empresários proprietários de órgãos de imprensa ricos e poderosos, como a direitista revista “Veja”, do editor Policarpo Jr. e do empresário Roberto Civita, que, conforme o deputado Fernando Ferro (PT/PE), deverá ser convocado para dar explicações à CPI que deveria se chamar Demóstenes-“Veja”-Cachoeira. Para quem não sabe, o editor Policarpo Jr. foi gravado pela PF mais de 200 vezes a conversar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o que, sem sombra de dúvida, faz com que a Justiça, a polícia, o Congresso e a sociedade brasileira ao menos desconfiem que a “Veja” se associou ao crime organizado, com o objetivo de fazer oposição aos governos trabalhistas de Lula e Dilma.
Serra tem trânsito irrestrito com os barões da imprensa, que precisam dele para manter o controle de São Paulo
Para a imprensa golpista e defensora dos interesses estrangeiros e dos ricos, incluir o governador do DF, Agnelo Queiroz, no balaio de lama onde se encontra o governador de Goiás do PSDB, Marconi Perillo, além de políticos influentes do estado goiano vinculados aos tucanos e ao DEM, que é o pior partido do mundo, é essencial, fundamental para que os olhos da Nação sejam desviados do que realmente é manuseável e visível, que é a avaliação e a percepção de que setores da imprensa, da polícia, do ministério público, da política, da justiça e do crime organizado se associaram para combater não somente os mandatários trabalhistas eleitos três vezes pelo povo, bem como influenciar, por intermédio do tráfico de influência, do financiamento ilegal de campanhas eleitorais, de escutas telefônicas, de pagamento de propinas e de publicações na grande imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) nas questões relativas ao estado no âmbito dos três poderes. Percebeu-se em todo o Brasil que a imprensa brasileira é alienígena e por isso sempre foi, tornou-se e sempre o será o segmento econômico e social mais retrógado, atrasado e reacionário dentre todos os segmentos de atividade humana, porque os barões da imprensa se recusam a pensar o Brasil, a desenvolvê-lo, porque eles ainda não saíram do século XIX, tem pedigree escravocrata e DNA golpista, ao ponto de eu pensar que tudo o que é bom para a imprensa é ruim para o Brasil.
Não fosse a imprensa, que integra o sistema de diferentes mídias, o Brasil estaria melhor no que concerne à população trabalhar em paz e à busca de desenvolver este País, que foi o último a libertar os escravos. Reitero e reafirmo que a imprensa tem de existir e ser livre para questionar os governos e quem ela achar que deve ser questionado, denunciado e até mesmo combatido. Contudo, não é o que a imprensa corporativa e hegemônica faz. O sistema midiático de perfil capitalista e neoliberal não é democrático, pois professa a ditadura do pensamento único no qual quem pensa diferente não tem espaço na imprensa, e, quando o tem, é logo afastado, como aconteceu comigo no “Jornal do Brasil”. Meu blog, o Palavra Livre, foi extinto, porque seu perfil político e ideológico, segundo sua diretoria, destoava da “nova estruturação editorial do jornal”. Esta foi a desculpa que me deram, por meio de e-mail, após eu passar dois dias a perguntar o porquê de o blog Palavra Livre ter saído do elenco dos blogs do “JB”, que ficam localizados na primeira página para o leitor visualizar e acessá-lo.
O Partido da Imprensa incendeia a política brasileira e depois toca banjo e lembra o romano Nero
        Obviamente que não considerei o fato surreal, pois concluí que a diretoria do “Jornal do Brasil” comprovou, para minha satisfação e convicção, que tudo o que eu escrevo e falo há muitos anos sobre a imprensa hegemônica e alienígena é verdade, pois paguei com meu próprio afastamento do jornal, que ocorreu de forma desrespeitosa, grosseira, e, portanto, nada civilizada. O setor midiático corporativo e empresarial edificou em pleno estado democrático de direito a ditadura da imprensa. Livramo-nos da ditadura militar e hoje enfrentamos a ditadura da imprensa e de seus barões mesquinhos, plutocratas, anti-Brasil e historicamente golpistas. Presidenta Dilma Rousseff, ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cadê o projeto do Franklin Martins, que trata do marco regulatório das mídias? A Argentina já tem o marco dela. E o “Clarín”, que é a “Globo” portenha, terá agora de exercer suas atividades dentro da legalidade e sem apoiar golpes de estados e golpistas. O “Clarín”, a “Globo” de lá, foi alicerce importante de uma ditadura militar que matou mais de 30 mil argentinos, além de iniciar uma guerra entre estados, como a das Malvinas. Depois de dito isto, não é salutar que o governo trabalhista de Dilma Rousseff não viabilize a aprovação do marco regulatório para a mídia brasileira? Com a palavra, as autoridades do Governo da República Federativa do Brasil.
 
O “Jornal Nacional” e o “O Globo” já decretaram: os culpados pela corrupção e pelo escândalo Demóstenes/Cachoeira/”Veja” é o Lula, a Dilma, o Agnelo, o PT, o Governo Federal, e, se tiver mais espaço, até o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que ainda não foi “chamado às falas” pelo Senado, mas deveria, porque segurou durante três anos os processos referentes ao senador do DEM, Demóstenes Torres, e, ao que parece, seu sócio, o contraventor Carlinhos Cachoeira. Para amenizar o escândalo de tamanha envergadura, o “O Globo” e o “Jornal Nacional” não medem esforços para levar confusão à população, por meio de matérias manipuladas, com informações pinçadas de um contexto maior e por isso mais amplo, o que permite, propositalmente, a veiculação e publicação de informações truncadas, pois o objetivo é “fazer a cabeça” das pessoas para a causa dos interesses dos grupos econômicos e políticos vinculados aos barões midiáticos, ao PSDB e ao DEM. 
A ordem é confundir o público em geral e contar com o apoio de parte da classe média ressentida e conservadora, consumidora contumaz dos “valores” humanos, sociais e de classe divulgados pelo jornal e TV “globais” há muitas décadas, como, por exemplo, valorizar tudo o que é dos EUA e dos países europeus ocidentais e ricos ao tempo que desvalorizar e desqualificar o esforço de governos trabalhistas e dos trabalhadores para que o Brasil se torne, enfim, um País desenvolvido, livre, democrático, soberano e autônomo. A nossa elite econômica e financeira é medíocre, recusa-se a pensar o País onde ela ganha o dinheiro que a sustenta. Ela é, irremediavelmente, colonizada e tem um gigantesco e dantesco complexo de vira-lata, o que, irredutivelmente, não lhe causa vergonha. A imprensa corporativa e hegemônica despreza o Brasil e toma como exemplo o modo de vida dos estadunidenses, que atualmente somam mais de 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza.
Agnelo é do PT e alvo da imprensa, que precisa de contraponto para defender seus aliados e atacar o Governo
  A ordem é confundir o público em geral e contar com o apoio de parte da classe média ressentida e conservadora, consumidora contumaz dos “valores” humanos, sociais e de classe divulgados pelo jornal e TV “globais” há muitas décadas, como, por exemplo, valorizar tudo o que é dos EUA e dos países europeus ocidentais e ricos ao tempo que desvalorizar e desqualificar o esforço de governos trabalhistas e dos trabalhadores para que o Brasil se torne, enfim, um País desenvolvido, livre, democrático, soberano e autônomo. A nossa elite econômica e financeira é medíocre, recusa-se a pensar o País onde ela ganha o dinheiro que a sustenta. Ela é, irremediavelmente, colonizada e tem um gigantesco e dantesco complexo de vira-lata, o que, irredutivelmente, não lhe causa vergonha. A imprensa corporativa e hegemônica despreza o Brasil e toma como exemplo o modo de vida dos estadunidenses, que atualmente somam mais de 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza.
O governador Agnelo Queiroz há quase um mês é atacado, sem, no entanto, receber o mesmo espaço na imprensa para responder aos seus acusadores e detratores (cadê o projeto do marco regulatório das mídias do Franklin Martins, presidenta Dilma?). Porém, como se fosse um favor, o jornalão de direita, “O Estado de São Paulo”, resolveu ouvi-lo e publicou entrevista com o governador. O mandatário do DF respondeu às perguntas ao repórter Vannildo Mendes, profissional que eu conheci em uma greve de jornalistas de Brasília em 1989, que paralisou as redações do “Correio Braziliense”, “Jornal de Brasilia”, “Correio do Brasil”, entre outras redações durante dez dias. Eu trabalhava no “Correio Braziliense”. Após as negociações entre os trabalhadores e os representantes dos barões da imprensa, foi acordado, entre outras reivindicações, que não haveria retaliação. Ledo engano. 
Logo depois os patrões demitiram 44 jornalistas em duas levas. Meu nome constava na segunda. Comecei a trabalhar no “Correio Braziliense” a partir do mês de dezembro de 1988 e fui demitido, creio que por causa da greve, em março de 1990. Ressalto, porém, que nos dezesseis meses que fui redator de Economia e também de Política na empresa dos “Diários Associados”, nove meses trabalhei sem carteira assinada, com a conivência e a cumplicidade dos meus editores e do chefe de redação com os seus patrões milionários. O trabalho no “Correio” era duro, intenso, porque exerci minha atividade profissional em ano de eleição (Lula X Collor) para a Presidência da República, além dos pacotes econômicos do presidente Sarney, que faziam com que os trabalhadores jornalistas terminassem suas labutas no período da madrugada. Naquele tempo as redações não eram informatizadas. E eu, um trabalhista e socialista convicto, com a carteira de trabalho sem ser assinada.
Agnelo respondeu a Vannildo Mendes que estão tentando incriminá-lo no caso Demóstenes Torres-Carlos Cachoeira (faltou acrescentar a revista “Veja”). O governante afirmou ainda ter encontrado no DF uma máquina pública dominada pela “corrupção sistêmica”, e por isso atraiu a ira de grupos econômicos poderosos contrariados. “Instaurei uma Secretaria da Transparência e fiz 14 mil auditorias. Estou pedindo de volta R$ 750 milhões roubados do DF. Já declarei várias empresas inidôneas” — ressaltou. “Estão tentando fazer com que a população acredite que há uma ligação (minha com Cachoeira). Mas os diálogos mostram o contrário: que os caras não conseguiram (emplacar o lobby). Não há nenhum exemplo de o cara ter emplacado alguma coisa” — finalizou o governador, que garantiu que não vai renunciar.
Roberto Civita, dono da Veja, lembra Murdoch e deverá depor na CPI. Seu empregado, Policarpo Jr., foi gravado mais de 200 vezes a falar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Associação ao crime e fábrica de crises institucionais?
O Palácio do Planalto acompanha o caso de perto. A pressão é grande, mas até agora não apareceu a gravação da voz do Agnelo a falar com membros da quadrilha de Cachoeira, como ocorreu com o senador do DEM, Demóstenes Torres, bem como existem fortes evidências de o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo estar envolvido com esse processo. Como se observa, Perillo é do PSDB e muito forte politicamente. E o Demóstenes é do DEM, partido que tende a sumir, porque atualmente só tem 27 deputados, quando há alguns anos 108 parlamentares compunham sua bancada na Câmara dos Deputados. A imprensa corporativa precisa, como os seres precisam de oxigênio para viver, incluir o PT ou o Governo neste caso. O escândalo Demóstenes-“Veja”-Cachoeira pode “melar” o Mensalão, caso em que muitos petistas se envolveram e que vai ser julgado este ano pelo STF. 
O “Jornal Nacional”, o “Bom Dia Brasil” e o jornal “O Globo” abriram suas caixas de ferramentas e “decidiram” que o “Mensalão” terá de ser julgado antes das eleições, bem como o ex-deputado José Dirceu tem de ser condenado ainda neste primeiro semestre, porque a direita brasileira, uma das mais cruéis, provincianas e atrasadas do mundo, tem que ter um candidato competitivo nas à Prefeitura de São Paulo que acontecerão em outubro e, evidentemente, nas eleições à Presidência de 2014. O Partido da Imprensa está desesperado e fará tudo para compensar seus aliados que terão de enfrentar uma política como Dilma Rousseff que tem 77% da aprovação, além de ter de ver o Lula, político estadista que transformou o Brasil a subir os palanques dos candidatos do Governo, como, por exemplo, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, candidato petista à Prefeitura de São Paulo, que é o enclave mais importante dos tucanos e dos barões da imprensa e seus asseclas.
A verdade é que se o governador Agnelo tiver culpa no cartório que pague por seus erros. Não há problema. O Governo Federal e trabalhista não vai “derreter” porque alguém cometeu malfeitos. E nem a imprensa vai parar de manipular e até mesmo mentir. As pessoas tem mesmo que assumir seus atos e ações e dar satisfação à sociedade e à Justiça. Contudo, não cabe à imprensa acusar e julgar aqueles que ela considera seus inimigos políticos porque não se pautam por sua cartilha (neoliberal e excludente). A imprensa tem de ouvir os dois lados, investigar, ponderar e dar tratamento isonômico às partes envolvidas em quaisquer assuntos, o que ela propositalmente não faz. 
O segmento empresarial midiático é partidário, de direita, escolhe seus aliados e ataca seus adversários apenas coma intenção de preservar seus interesses políticos e econômicos intactos. Os barões da imprensa, se pudessem, manteriam o sistema de escravidão até hoje. É desse jeito que eles funcionam. E para dar um golpe de estado é como estalar os dedos. Estão sempre dispostos a boicotar qualquer governo de espectro à esquerda, de perfil trabalhista e compromissado com o Brasil e os trabalhadores. A direita partidária e a imprensa comercial e privada são alienígenas, com viés imperialista e DNA entreguista. Cadê o projeto do marco regulatório da mídia brasileira, presidenta Dilma? A Argentina regulamentou os segmentos público e privado de mídias. É isso aí. 


Sintonia Fina
- com  Blog Palavra Livre

Os truques na edição jornalística

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



Deu na telha, após ler um comentário no Nassif de enumerar situações que acontecem no telejornalismo da Rede Globo. Como estamos falando do Poder da velha mídia vou postá-las aqui. Foram feitas de lembranças e a partir das ideias difundidas aqui no Blog e em outros blogs e portais da "mídia alternativa". Falta muita coisa, mas creio que vale postar.

A seletividade da denúncia e da informação na Rede Globo sempre existiu. (Eu não assisto mais a Rede Globo).
Métodos básicos, que sempre assisti nos seus telejornais (lembrando-me, de memória, do tempo em que assistia com meu pai, já falecido, e em locais públicos, onde acabo assistindo a Rede Globo, porque está a TV ligada no canal):

1. Seleção. Corrupção no Governo, hospitais públicos com pessoas em leitos nos corredores, obras superfaturadas, etc. só existem, praticamente, nos Governos que ela não apoia; Os telejornais da Rede Globo selecionam os estados das matérias. Quanto mais perto das eleições mais evidente fica este modo de agir. Elogios são para administrações do DEM, PSDB, PPS e demais opositores do Governo Federal. Toda a reportagem negativa está situada em um Estado que ela não apoia ou na técnica de mostrar problemas em obras ou estabelecimentos "FEDERAIS" no Estado oposicionista.

Na eleição passada, vendo o Jornal Nacional, próximo do dia do voto, observei uma reportagem, apontando problemas estruturais no Hospital São Paulo da capital paulista, ele é administrado pelo Governo federal, pois, pertence à Unifesp - Universidade Federal de São Paulo. Fica a impressão de que a Rede Globo faz reportagens investigativas, denúncias em todos os estados e que só se encontram erros em obras e estabelecimentos do Governo Federal no Estado de São Paulo.
 
 1.1. Seleção do comentarista. Todo comentarista e especialista defende a mesma posição. A emissora tem um grupo de pessoas, que revezam nos seus microfones. Eles aparecem umas 8, 10 vezes ao ano, para dar uma disfarçada. No Jornal Nacional, de vez em quando via um Economista, homem de estatura média para alta, utilizava óculos, cabelo branco, peso normal e fala mansa. Vinha para dar respaldo a toda tese econômica da emissora.  
1.2. Seleção da pergunta. Todo apresentador e repórter tem um tipo de pergunta e de atitude para com o entrevistado. Se for seu aliado, ameniza todas as críticas e faz perguntas para "encher a sua bola". Se tiver outro pensamento político, aterroriza nas perguntas, não dá trégua ao entrevistado e busca emparedá-lo.
Em 2010. É só lembrar o tratamento dado pelo JN e seus apresentadores, nas entrevistas da campanha eleitoral. A DILMA quase foi fuzilada pelo apresentador e o SERRA parecia íntimo da casa.
1.3. Seleção do momento de exposição. Alguns políticos, opositores às ideias da emissora, tem vez e voz na Rede Globo, em determinados momentos.
Se surgir uma denúncia contra o Governo Federal, um político da extrema-esquerda pode ser entrevistado, para falar mal do Governo. Não para expor suas ideias, estas não possuem espaço nos microfones da emissora.

Se for útil, em determinado momento, a exposição de um político e suas ideias, de um movimento social contrário às suas ideias, a emissora aceita sua presença diante de seus microfones, e depois, ao bel-prazer a emissora colocará o político ou o movimento social em total descrédito, como é o caso do MST, que do nada ficou, respeitado e conhecido no Brasil todo, por uma novela e foi para as páginas policiais da emissora algum tempo depois.

Como é o caso da Marina Silva e da Heloísa Helena, espécies de "quarentena" da emissora para atacar seus opositores, por terem saído do PT, seus adversários máximos, segundo a lógica da emissora. Quando precisaram delas para atacar o Governo LULA foi só tirá-las da quarentena e colocar na caixa de entrada. Depois, é só jogá-las na quarentena novamente. Marina Silva, que teve até suas ideias políticas veiculadas, para tirar votos de Dilma Rousseff em 2010.

2. Omissão. Quando existe uma denúncia grave de corrupção no Governo, seu aliado, diz-se o nome do denunciado, mas se evita falar a sigla partidária; ou simplesmente, ignora-se o fato. E ainda, se acusam envolvidos, o Governante é poupado; já na corrupção dos seus opositores, o Governante opositor, tem partido e é suspeito de prevaricação.

Certo dia no Jornal local da noite, assisti no médico, houve duas reportagens distintas, com dois prefeitos que foram pegos em atos ilícitos. Um recebia propina, outro não prestara socorro a vitima que atropelou e, ainda, tentou subornar o delegado para sair da cadeia. O prefeito da propina era do PMDB (a reportagem veio antes e o apresentador do telejornal falou a sigla do partido); o da omissão de socorro não foi dito o partido dele. Como sou curioso e atento eu fui à internet e vi, era do PSDB. PMDB - aliado do Governo Federal; PSDB - oposição.

Obras inauguradas da oposição têm partido, belas imagens, sorrisos e discurso; quando é do Governo federal geralmente a Globo não anuncia, como foi o caso da criação do SAMU 2003, em que mostraram o LULA em uma fábrica automotiva do ABCD paulista discursando, mas não disseram o que ele tinha ido fazer lá: criar o SAMU; ou no caso da inauguração em SUAPE, Pernambuco, do Petroleiro Almirante Negro, um momento histórico de recuperação da Indústria Naval brasileira, que não foi motivo de reportagem para a Rede Globo.

3. Edição. Escolha de imagens para ilustrar um ponto de vista da emissora. Subjetividade e propaganda subliminar. A técnica dessa emissora é apurada.
Lembro-me da eleição de 1989, onde, na véspera da eleição, colocaram a imagem do Collor sentado em uma poltrona de couro, dentro de uma biblioteca, lendo um livro; e colocaram a imagem do LULA jogando bola na rua com o filho. Mais editado impossível, aquele era homem culto, preparado, este, um ignorante, que ocupa seu tempo livre jogando bola e pouco preocupado com o cargo que pleiteava de Presidente da República.

Na última eleição, calhou de estar na padaria comendo pizza, bem na hora do JN. E era uns três dias antes da eleição. Outra edição. Aparecia a DILMA toda suada em cima de uma caminhonete, de baixo de um Sol enorme - parecia uma pessoa desesperada a caça de votos; enquanto isso o SERRA aparecia numa moderna sala de reuniões, discutindo "questões importantes" com uma bela assessora, se não falha a memória, sobre o escândalo da licitação combinada do metrô. Moral da história, idêntica a de Collor e de LULA - o SERRA com a imagem de quem decide as coisas, um homem preparado, sábio e sanando questões de corrupção; a DILMA, em desespero, buscando um último suspiro para ganhar alguns votos, uma candidata derrotada.

4. Divisão. Outro truque da Rede Globo é o truque da divisão. Ela coloca o Brasil, quando não gosta de uma decisão do Governo Federal em âmbito internacional, ao lado dos países que ela considera ser ditaduras, sempre as mesmas: Cuba, Venezuela e Bolívia (principalmente) mais o Irã, país da Ásia. Em um assunto que casa as posições desses três países e a do Brasil, dá-lhe divisão. De um lado a Europa, os Estados Unidos e o Japão; do outro o Brasil e as supostas ditaduras.
Pense em qualquer tema: o Irã e a bomba atômica. Quando o Brasil, no Governo LULA, defende que o Irã poderia utilizar a energia nuclear para fins pacíficos, fomos colocados no grupo dos países que defendem ditaduras e citaram os três países de sempre, como, também, partidários do direito do Irã utilizar do enriquecimento do urânio para a produção de energia nuclear. Nesse truque existe a omissão inclusa. Países como Israel, já possuem, até a bomba atômica, e são uma ameaça à paz no Oriente Médio, e não existe nenhuma menção do fato e grita para com eles, talvez, porque são aliados dos Estados Unidos.

É clássico o que vou dizer: em países da África e a da Ásia há ditaduras, se forem aliados os Governantes aos Estados Unidos, mesmo que seja uma ditadura sanguinolenta, a Rede Globo não coloca estes países no grupo seleto das ditaduras, omite ou fica do lado do Ditador.

E a técnica da divisão tem o truque da não citação. Se países de distintas bandeiras políticas possuem uma posição semelhante em determinado assunto e a Rede Globo tem outra, se calhar de fazer uma reportagem dirá assim: Brasil, Cuba, Venezuela, Grécia (está caindo pelas tabelas, inclui para dar um ar de diversidade) são favoráveis; Japão, EUA, Dinamarca são contrários. Só que no grupo em que se encontra o Brasil, podem estar: França, Alemanha, Canadá e a Rede Globo engambela quem assiste o seu telejornal, omitindo a informação. Fica sempre parecendo que o Governo do PT está do lado de ditaduras e/ou de países subdesenvolvidos.
 
5. Acusação. A emissora decide fazer uma acusação grave contra uma pessoa, partido político, etc. 

Exemplo: um Ministro de Estado. O acusado se tem direito de resposta, não é o último a falar. Vem depois dele a personalidade que respalda a acusação. Geralmente, colocam um político da oposição. As figuras "carimbadas" - os "supostamente" paladinos da moralidade e incorruptíveis, de sempre, aqueles políticos que vivem dos holofotes da mídia, para referendar a matéria acusativa. O acusado, por exemplo, de corrupção, está, quase sempre, numa pose desesperada e quem respalda a notícia (o último a falar) muitas vezes aumenta a voz e diz: - são fatos gravíssimos e devemos apurar o mais breve possível! Já parece, de antemão, o julgamento final e a culpabilidade do acusado.
 
6. Reputação. É clássico na emissora o derrubar de reputações por interesses escusos. Eles dão aos seus opositores políticos um tratamento desrespeitoso.
 
Quando quiseram atingir o Governo Dilma, as ONGs e por tabela o PCdoB, dá-lhe atacar o Ministro Orlando Silva por todos os lados, sem nenhuma prova contundente. É interessante, que jogam a reputação da pessoa, partido político, país, etc. no chão, sem o menor constrangimento. E qualquer acusado fica marcado como corrupto e mesmo que consiga provar sua inocência e honestidade a Rede Globo não faz nenhuma retração pública.
 
No quesito reputação é praxe se dizer: Fidel Castro, Evo Morales, Hugo Chaves são uma ameaça para a Democracia. Insistem, nos mesmos inimigos, dia e noite. E vivem propalando que qualquer tentativa de se buscar uma moralização da profissão de jornalista em suas redações, tendo um código de ética e conduta, uma Lei que garanta ao acusado, o direito de resposta às acusações; que as reportagens se pautem pela verdade dos fatos; que sejam realizadas de uma maneira correta, sem ilicitudes, com o equilíbrio da informação, não tendendo a mostrar a ilicitude só de seus opositores seria um cerceamento à liberdade de expressão e uma afronta à Democracia.
 
7. Investigação. Quando um político opositor aos seus interesses é acusado de algo, imediatamente a Rede Globo repercute, investiga e condena de antemão; mas quando se trata de um aliado político ela não condena, de antemão, e coloca alguém para falar: - só ao término do inquérito policial, do Processo na Justiça é que poderemos dizer se o Réu é culpado ou inocente.
Geralmente, a emissora, desqualifica a denúncia e dá toda voz do mundo para o acusado se defender.
 
8. Postergação. Um fato de relevância pulula no país e investigações e mais investigações acontecem. A população toma partido e fica do lado da oposição às suas convicções e parceiros, a Rede Globo finca o pé nas suas convicções até o instante que não dá mais para segurar, então, ela posa de partícipe da causa defendida pela população, a um bom tempo.
Nas Diretas Já e no impeachment do Collor demorou a estar do lado vencedor. E será assim, na CPI do Cachoeira. Quando ela sentir que não dá mais para defender o indefensável, irá posar de defensora da verdade desde o limiar do fato e execrar os culpados, que até bem pouco tempo, eram defendidos ardorosamente.
 
9. Criação. Uma ideia, um personagem é criado no decorrer do tempo. Os dois, ideia e personagem caminham juntos.
A. Vai sendo moldada uma ideia: a do Mensalão do PT, do PT criador de dossiês contra a oposição, etc. Ideia - mensalão, personagem - PT.
 
B. Vai sendo moldado um político: Collor, o caçador de marajás; Serra, o grande gestor, criador dos medicamentos genéricos, etc. Ideia - Caçador de marajás, personagem - Collor. Ideia - grande gestor, personagem - serra.
 
9.1. Apartação. A ideia e o personagem podem ser abandonados no decorrer dos meses, anos.
Exemplos clássicos de apartação: o caso do senador Demóstenes Torres e do ex-governador José Roberto Arruda, além do ex-presidente Fernando Collor. Do nada, a intimidade da emissora com o personagem desaparece e o mesmo some de seus holofotes. Parece que o personagem só serve para garantir os interesses de momento da emissora, são como robôs, descarta-se se tornar obsoleto. E ao haver a apartação, outro personagem ocupa o espaço daquele que não serve mais à emissora.
 
10. Diferenciação. Tratamento desigual para situações semelhantes. Cai um enorme temporal com várias vítimas fatais, em dois estados distintos, um de seu aliado político outro de um opositor às suas ideias. O tratamento é diferenciado.
 
Em 2010 choveu uma barbaridade na cidade de São Paulo e na cidade de Niterói. Em São Paulo, o governador sequer apareceu para dar entrevistas, visitar os locais afetados, após as enormes enchentes nas avenidas marginais e outros locais. A Rede Globo culpou as chuvas torrenciais e a população pelas enchentes, por jogar lixo nas ruas. A emissora não exigiu do governador, seu aliado, explicações para o ocorrido e nem reclamou de sua conduta, um tanto estranha, de se esquivar de ir aos locais afetados.
 
Já na cidade de Niterói que fica no Estado do Rio de janeiro, o governador do Estado, opositor da Rede Globo, foi acusado dos transtornos, das enchentes e das mortes ocorridas, naquele ano, por exemplo, no Morro do Bumba, onde aconteceu grande tragédia. Foram pedidas explicações imediatas para ele das chuvas e não se utilizou em defesa do governador do Rio de janeiro, a quantidade de chuvas e nem o lixo jogado pelos moradores da cidade, bem como a população não foi considerada culpada.
 
No Rio de janeiro parecia um jornalismo policialesco, o fato ocorreu pelo descaso do poder público. Em São Paulo, a culpa foi de São Pedro.
 
Aqui cabe o tratamento desigual da notícia e do acusado. Os 3 mil reais de propina do Waldomiro valem muito mais que os 1,4 bilhões de reais desviados da Sudene no governo FHC, seu aliado, e o primeiro caso, merece muito mais apuração, mais reportagens da emissora, só pelo fato de ser uma corrupção que pode incriminar e desmoralizar seus opositores.
 
11. Desqualificação e inversão. Se surge uma notícia (denúncia) que não seja favorável aos seus aliados de momento, a emissora corre logo para desqualificar a denúncia e provar que não é verdade o que está sendo denunciado. A Rede Globo pode até inverter a situação, acusar quem fez a denúncia e provar a inocência do denunciado.
 
Na Operação Monte Carlo está bem claro este processo. Pegaram o deputado Protógenes Queiróz e começaram a acusar a pessoa que primeiro quis investigar numa CPI o Cachoeira e suas ilicitudes e tentaram incriminá-lo como parte integrante do grupo do contraventor.
 
11.1. Desqualificação com mudança de foco. Se surge uma notícia (denúncia), impossível de ser contestada, muda-se o foco das reportagens da emissora e aparecem denúncias outras, envolvendo seus opositores.
Na Operação Monte Carlo está bem claro, também, este processo. deputado Protógenes, Governo Federal, Governo do PT do Distrito Federal, Governo do PMDB do Rio de janeiro são colocados no meio das denúncias, enquanto os agentes principais são esquecidos. Fica a impressão de que políticos de todos os partidos estão envolvidos com as ilicitudes do Carlinhos Cachoeira.
 
Se não tem como envolver seus opositores na denúncia com provas robustas, cria-se outra denúncia explosiva, mesmo sem prova alguma, e centram todas as reportagens nela. Até o esquecimento, quase total, da denúncia com provas robustas.
 
Sintonia Fina

- com Alexandre Tambelli