17 de abr de 2012

Jornal Nacional, O Globo, o jornalismo pró aliados, o “mensalão”, Demóstenes-Cachoeira-Veja e a reação de Agnelo Queiroz

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Mais do que jornalistas, são executivos. Mais do que executivos, são porta-vozes de intereeses empresariais

O partido oposicionista aos governos trabalhistas de Lula e Dilma, conhecido como Organizações(?) Globo, encontra-se em um estado de catalepsia ao tempo que também se torna histérico, obsessivo e agressivo. É que o direitista Partido Golpista Murdochiano das Organizações(?) Globo, cuja sigla é PGolpe, por intermédio de seu líder no Senado, o “Jornal Nacional” (JN), e de seu líder na Câmara, o “O Globo”, está a fazer uma campanha sistemática a fim de colocar no mesmo balaio — onde se encontram o bicheiro Cachoeira seus aliados — o Governo Federal, o PT e principalmente o governador petista do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que está a enfrentar uma campanha insidiosa de seus inimigos depois de derrotar políticos e empresários que controlaram o governo distrital por 22 anos, a partir de 1988, quando o ex-governador e senador cassado, Joaquim Roriz, foi nomeado governador do DF pelo ex-presidente José Sarney. Em 1988, não havia eleições para nenhum cargo público no Distrito Federal.
Depois de ficar atônito como um boxeador que levou um golpe no estômago sem esperar, o sistema midiático corporativo, comercial e privado brasileiro respirou, ou seja, suas redações se reuniram e chegaram à conclusão que teriam, como opositores “partidários” (ilegítimos) dos governos trabalhistas, de atacar, e, para isso, precisariam de um bode expiatório oriundo da esquerda, o governador do DF, Agnelo Queiroz. Colocar Agnelo contra a parede significa ganhar tempo, no sentido de levar confusão à sociedade e dessa forma manipular o noticiário no que diz respeito ao envolvimento de jornalistas e empresários proprietários de órgãos de imprensa ricos e poderosos, como a direitista revista “Veja”, do editor Policarpo Jr. e do empresário Roberto Civita, que, conforme o deputado Fernando Ferro (PT/PE), deverá ser convocado para dar explicações à CPI que deveria se chamar Demóstenes-“Veja”-Cachoeira. Para quem não sabe, o editor Policarpo Jr. foi gravado pela PF mais de 200 vezes a conversar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o que, sem sombra de dúvida, faz com que a Justiça, a polícia, o Congresso e a sociedade brasileira ao menos desconfiem que a “Veja” se associou ao crime organizado, com o objetivo de fazer oposição aos governos trabalhistas de Lula e Dilma.
Serra tem trânsito irrestrito com os barões da imprensa, que precisam dele para manter o controle de São Paulo
Para a imprensa golpista e defensora dos interesses estrangeiros e dos ricos, incluir o governador do DF, Agnelo Queiroz, no balaio de lama onde se encontra o governador de Goiás do PSDB, Marconi Perillo, além de políticos influentes do estado goiano vinculados aos tucanos e ao DEM, que é o pior partido do mundo, é essencial, fundamental para que os olhos da Nação sejam desviados do que realmente é manuseável e visível, que é a avaliação e a percepção de que setores da imprensa, da polícia, do ministério público, da política, da justiça e do crime organizado se associaram para combater não somente os mandatários trabalhistas eleitos três vezes pelo povo, bem como influenciar, por intermédio do tráfico de influência, do financiamento ilegal de campanhas eleitorais, de escutas telefônicas, de pagamento de propinas e de publicações na grande imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) nas questões relativas ao estado no âmbito dos três poderes. Percebeu-se em todo o Brasil que a imprensa brasileira é alienígena e por isso sempre foi, tornou-se e sempre o será o segmento econômico e social mais retrógado, atrasado e reacionário dentre todos os segmentos de atividade humana, porque os barões da imprensa se recusam a pensar o Brasil, a desenvolvê-lo, porque eles ainda não saíram do século XIX, tem pedigree escravocrata e DNA golpista, ao ponto de eu pensar que tudo o que é bom para a imprensa é ruim para o Brasil.
Não fosse a imprensa, que integra o sistema de diferentes mídias, o Brasil estaria melhor no que concerne à população trabalhar em paz e à busca de desenvolver este País, que foi o último a libertar os escravos. Reitero e reafirmo que a imprensa tem de existir e ser livre para questionar os governos e quem ela achar que deve ser questionado, denunciado e até mesmo combatido. Contudo, não é o que a imprensa corporativa e hegemônica faz. O sistema midiático de perfil capitalista e neoliberal não é democrático, pois professa a ditadura do pensamento único no qual quem pensa diferente não tem espaço na imprensa, e, quando o tem, é logo afastado, como aconteceu comigo no “Jornal do Brasil”. Meu blog, o Palavra Livre, foi extinto, porque seu perfil político e ideológico, segundo sua diretoria, destoava da “nova estruturação editorial do jornal”. Esta foi a desculpa que me deram, por meio de e-mail, após eu passar dois dias a perguntar o porquê de o blog Palavra Livre ter saído do elenco dos blogs do “JB”, que ficam localizados na primeira página para o leitor visualizar e acessá-lo.
O Partido da Imprensa incendeia a política brasileira e depois toca banjo e lembra o romano Nero
        Obviamente que não considerei o fato surreal, pois concluí que a diretoria do “Jornal do Brasil” comprovou, para minha satisfação e convicção, que tudo o que eu escrevo e falo há muitos anos sobre a imprensa hegemônica e alienígena é verdade, pois paguei com meu próprio afastamento do jornal, que ocorreu de forma desrespeitosa, grosseira, e, portanto, nada civilizada. O setor midiático corporativo e empresarial edificou em pleno estado democrático de direito a ditadura da imprensa. Livramo-nos da ditadura militar e hoje enfrentamos a ditadura da imprensa e de seus barões mesquinhos, plutocratas, anti-Brasil e historicamente golpistas. Presidenta Dilma Rousseff, ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cadê o projeto do Franklin Martins, que trata do marco regulatório das mídias? A Argentina já tem o marco dela. E o “Clarín”, que é a “Globo” portenha, terá agora de exercer suas atividades dentro da legalidade e sem apoiar golpes de estados e golpistas. O “Clarín”, a “Globo” de lá, foi alicerce importante de uma ditadura militar que matou mais de 30 mil argentinos, além de iniciar uma guerra entre estados, como a das Malvinas. Depois de dito isto, não é salutar que o governo trabalhista de Dilma Rousseff não viabilize a aprovação do marco regulatório para a mídia brasileira? Com a palavra, as autoridades do Governo da República Federativa do Brasil.
 
O “Jornal Nacional” e o “O Globo” já decretaram: os culpados pela corrupção e pelo escândalo Demóstenes/Cachoeira/”Veja” é o Lula, a Dilma, o Agnelo, o PT, o Governo Federal, e, se tiver mais espaço, até o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que ainda não foi “chamado às falas” pelo Senado, mas deveria, porque segurou durante três anos os processos referentes ao senador do DEM, Demóstenes Torres, e, ao que parece, seu sócio, o contraventor Carlinhos Cachoeira. Para amenizar o escândalo de tamanha envergadura, o “O Globo” e o “Jornal Nacional” não medem esforços para levar confusão à população, por meio de matérias manipuladas, com informações pinçadas de um contexto maior e por isso mais amplo, o que permite, propositalmente, a veiculação e publicação de informações truncadas, pois o objetivo é “fazer a cabeça” das pessoas para a causa dos interesses dos grupos econômicos e políticos vinculados aos barões midiáticos, ao PSDB e ao DEM. 
A ordem é confundir o público em geral e contar com o apoio de parte da classe média ressentida e conservadora, consumidora contumaz dos “valores” humanos, sociais e de classe divulgados pelo jornal e TV “globais” há muitas décadas, como, por exemplo, valorizar tudo o que é dos EUA e dos países europeus ocidentais e ricos ao tempo que desvalorizar e desqualificar o esforço de governos trabalhistas e dos trabalhadores para que o Brasil se torne, enfim, um País desenvolvido, livre, democrático, soberano e autônomo. A nossa elite econômica e financeira é medíocre, recusa-se a pensar o País onde ela ganha o dinheiro que a sustenta. Ela é, irremediavelmente, colonizada e tem um gigantesco e dantesco complexo de vira-lata, o que, irredutivelmente, não lhe causa vergonha. A imprensa corporativa e hegemônica despreza o Brasil e toma como exemplo o modo de vida dos estadunidenses, que atualmente somam mais de 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza.
Agnelo é do PT e alvo da imprensa, que precisa de contraponto para defender seus aliados e atacar o Governo
  A ordem é confundir o público em geral e contar com o apoio de parte da classe média ressentida e conservadora, consumidora contumaz dos “valores” humanos, sociais e de classe divulgados pelo jornal e TV “globais” há muitas décadas, como, por exemplo, valorizar tudo o que é dos EUA e dos países europeus ocidentais e ricos ao tempo que desvalorizar e desqualificar o esforço de governos trabalhistas e dos trabalhadores para que o Brasil se torne, enfim, um País desenvolvido, livre, democrático, soberano e autônomo. A nossa elite econômica e financeira é medíocre, recusa-se a pensar o País onde ela ganha o dinheiro que a sustenta. Ela é, irremediavelmente, colonizada e tem um gigantesco e dantesco complexo de vira-lata, o que, irredutivelmente, não lhe causa vergonha. A imprensa corporativa e hegemônica despreza o Brasil e toma como exemplo o modo de vida dos estadunidenses, que atualmente somam mais de 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza.
O governador Agnelo Queiroz há quase um mês é atacado, sem, no entanto, receber o mesmo espaço na imprensa para responder aos seus acusadores e detratores (cadê o projeto do marco regulatório das mídias do Franklin Martins, presidenta Dilma?). Porém, como se fosse um favor, o jornalão de direita, “O Estado de São Paulo”, resolveu ouvi-lo e publicou entrevista com o governador. O mandatário do DF respondeu às perguntas ao repórter Vannildo Mendes, profissional que eu conheci em uma greve de jornalistas de Brasília em 1989, que paralisou as redações do “Correio Braziliense”, “Jornal de Brasilia”, “Correio do Brasil”, entre outras redações durante dez dias. Eu trabalhava no “Correio Braziliense”. Após as negociações entre os trabalhadores e os representantes dos barões da imprensa, foi acordado, entre outras reivindicações, que não haveria retaliação. Ledo engano. 
Logo depois os patrões demitiram 44 jornalistas em duas levas. Meu nome constava na segunda. Comecei a trabalhar no “Correio Braziliense” a partir do mês de dezembro de 1988 e fui demitido, creio que por causa da greve, em março de 1990. Ressalto, porém, que nos dezesseis meses que fui redator de Economia e também de Política na empresa dos “Diários Associados”, nove meses trabalhei sem carteira assinada, com a conivência e a cumplicidade dos meus editores e do chefe de redação com os seus patrões milionários. O trabalho no “Correio” era duro, intenso, porque exerci minha atividade profissional em ano de eleição (Lula X Collor) para a Presidência da República, além dos pacotes econômicos do presidente Sarney, que faziam com que os trabalhadores jornalistas terminassem suas labutas no período da madrugada. Naquele tempo as redações não eram informatizadas. E eu, um trabalhista e socialista convicto, com a carteira de trabalho sem ser assinada.
Agnelo respondeu a Vannildo Mendes que estão tentando incriminá-lo no caso Demóstenes Torres-Carlos Cachoeira (faltou acrescentar a revista “Veja”). O governante afirmou ainda ter encontrado no DF uma máquina pública dominada pela “corrupção sistêmica”, e por isso atraiu a ira de grupos econômicos poderosos contrariados. “Instaurei uma Secretaria da Transparência e fiz 14 mil auditorias. Estou pedindo de volta R$ 750 milhões roubados do DF. Já declarei várias empresas inidôneas” — ressaltou. “Estão tentando fazer com que a população acredite que há uma ligação (minha com Cachoeira). Mas os diálogos mostram o contrário: que os caras não conseguiram (emplacar o lobby). Não há nenhum exemplo de o cara ter emplacado alguma coisa” — finalizou o governador, que garantiu que não vai renunciar.
Roberto Civita, dono da Veja, lembra Murdoch e deverá depor na CPI. Seu empregado, Policarpo Jr., foi gravado mais de 200 vezes a falar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Associação ao crime e fábrica de crises institucionais?
O Palácio do Planalto acompanha o caso de perto. A pressão é grande, mas até agora não apareceu a gravação da voz do Agnelo a falar com membros da quadrilha de Cachoeira, como ocorreu com o senador do DEM, Demóstenes Torres, bem como existem fortes evidências de o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo estar envolvido com esse processo. Como se observa, Perillo é do PSDB e muito forte politicamente. E o Demóstenes é do DEM, partido que tende a sumir, porque atualmente só tem 27 deputados, quando há alguns anos 108 parlamentares compunham sua bancada na Câmara dos Deputados. A imprensa corporativa precisa, como os seres precisam de oxigênio para viver, incluir o PT ou o Governo neste caso. O escândalo Demóstenes-“Veja”-Cachoeira pode “melar” o Mensalão, caso em que muitos petistas se envolveram e que vai ser julgado este ano pelo STF. 
O “Jornal Nacional”, o “Bom Dia Brasil” e o jornal “O Globo” abriram suas caixas de ferramentas e “decidiram” que o “Mensalão” terá de ser julgado antes das eleições, bem como o ex-deputado José Dirceu tem de ser condenado ainda neste primeiro semestre, porque a direita brasileira, uma das mais cruéis, provincianas e atrasadas do mundo, tem que ter um candidato competitivo nas à Prefeitura de São Paulo que acontecerão em outubro e, evidentemente, nas eleições à Presidência de 2014. O Partido da Imprensa está desesperado e fará tudo para compensar seus aliados que terão de enfrentar uma política como Dilma Rousseff que tem 77% da aprovação, além de ter de ver o Lula, político estadista que transformou o Brasil a subir os palanques dos candidatos do Governo, como, por exemplo, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, candidato petista à Prefeitura de São Paulo, que é o enclave mais importante dos tucanos e dos barões da imprensa e seus asseclas.
A verdade é que se o governador Agnelo tiver culpa no cartório que pague por seus erros. Não há problema. O Governo Federal e trabalhista não vai “derreter” porque alguém cometeu malfeitos. E nem a imprensa vai parar de manipular e até mesmo mentir. As pessoas tem mesmo que assumir seus atos e ações e dar satisfação à sociedade e à Justiça. Contudo, não cabe à imprensa acusar e julgar aqueles que ela considera seus inimigos políticos porque não se pautam por sua cartilha (neoliberal e excludente). A imprensa tem de ouvir os dois lados, investigar, ponderar e dar tratamento isonômico às partes envolvidas em quaisquer assuntos, o que ela propositalmente não faz. 
O segmento empresarial midiático é partidário, de direita, escolhe seus aliados e ataca seus adversários apenas coma intenção de preservar seus interesses políticos e econômicos intactos. Os barões da imprensa, se pudessem, manteriam o sistema de escravidão até hoje. É desse jeito que eles funcionam. E para dar um golpe de estado é como estalar os dedos. Estão sempre dispostos a boicotar qualquer governo de espectro à esquerda, de perfil trabalhista e compromissado com o Brasil e os trabalhadores. A direita partidária e a imprensa comercial e privada são alienígenas, com viés imperialista e DNA entreguista. Cadê o projeto do marco regulatório da mídia brasileira, presidenta Dilma? A Argentina regulamentou os segmentos público e privado de mídias. É isso aí. 


Sintonia Fina
- com  Blog Palavra Livre

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