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10 de jun. de 2012

A aposta no Brasil

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



A crise econômica mundial está fazendo com que a grande leva de latino-americanos, que deixou o continente na metade da década de 1990 rumo à Europa, tome o caminho de volta para casa. Em Roma muitos brasileiros resolveram retornar ao Brasil este ano por causa do agravamento da crise econômica que afeta mais gravemente os países do Mediterrâneo. A história de três brasileiras que migraram para trabalhar na Itália e voltaram no mês passado para o Brasil mostra essa tendência. O artigo é de Paola Ligasacchi.

Paola Ligasacchi

O Brasil sempre foi um país de imigração. Agora, além dos estrangeiros que não param de chegar, o país recebe de volta brasileiros e brasileiras que trabalhavam na Europa

Os primeiros a chegarem como colonizadores foram os portugueses, depois os africanos que entraram como escravos. A partir de 1820 foi a vez dos espanhóis e alemães e em 1875 foram os italianos para trabalhar as terras do sul do Brasil. No início do século XX, os japoneses desembarcaram para trabalhar nas colônias rurais do estado de São Paulo e Pará. A partir da década de 70 o Brasil também passou a receber um grande número de sul-americanos e asiáticos - coreanos e chineses. A estabilidade econômica recente do Brasil com a moeda - o real forte tem contribuído para um processo de retorno de emigrados brasileiros e a redução do fluxo migratório observado até 2003.

Mas qual é hoje o impacto do continente americano sobre o resto do mundo? Desde 1492, na era dos descobrimentos, passando pela contribuição da América Latina a tantos países seja com metais preciosos, seja com alimentos e remédios, o Continente Americano volta a chamar a atenção do Velho Continente e dos migrantes no que se refere à percepção sobre o futuro.

A crise econômica mundial está fazendo com que a grande leva de latino-americanos, que deixou o continente na metade da década de 1990 rumo à Europa, tome o caminho de volta para casa. No Brasil, segundo dados do Ministério de Relações Exteriores, o fluxo migratório também se viu alterado no final da década de 90. De país que recebía a força de trabalho dos imigrantes, o Brasil passou a exportar mão-de-obra. Na década de 80, por causa da recessão econômica, o aumento da inflação e do desemprego e os baixos salários, cerca de 2,6 milhões de brasileiros emigraram do país entre os anos 80 e 90. Em anos recentes, porém, com o crescimento da economia brasileira, aliado às crises que afetam os pólos de desenvolvimento mundial, o número de emigrantes caiu significativamente.

Hoje assistimos a uma nova inversão dos fluxos migratórios, caracterizada não apenas pelo fluxo dos brasileiros, mas também pela entrada de novos imigrantes que estão desembarcando mais uma vez no Brasil. Segundo dados do Ministério da Justiça, o número de estrangeiros em situação regular no Brasil aumentou 52,4% no último semestre e continua crescendo.

Embora existam diferenças entre os países, e também entre as gerações, sobre a percepção do futuro - hoje há visões mais otimistas na China ou no Brasil do que em países da União Européia e nos Estados Unidos. Porque de fato atravessamos um tempo de rápidas transformações, mas isso não constitui um elemento novo em tempos críticos. Foi assim ao longo de todo o século XX com duas guerras mundiais que marcaram a primeira metade do século passado. Depois os anos da Guerra Fria com a ameaça de uma guerra nuclear. E, mais recentemente, notamos a mesma sensação de desorientação ao vermos como os Estados Unidos e agora alguns países da União Européia mergulharam numa crise econômica como se o capitalismo liberal tivesse chegado ao seu limite.

Até o início deste século XXI, os países poderiam encontrar modelos de desenvolvimento importados do Ocidente, do Leste e até mesmo resultante da combinação dos dois. Hoje esses marcos sinalizadores desapareceram e os "pilotos" que guiariam nossos destinos também. Mas o Brasil que enfrenta a crise com resistência começa a receber de volta brasileiros e brasileiras que há mais de vinte anos imigraram para a Itália.

Em Roma muitos brasileiros resolveram retornar ao Brasil este ano por causa do agravamento da crise econômica que afeta mais gravemente os países do Mediterrâneo. A história de três brasileiras que migraram para trabalhar na Itália e voltaram no mês passado para o Brasil mostra essa tendência. Marlete, Cacilda e Beatriz são três mulheres que chegaram a Roma para trabalhar e economizar em euros. Marlete tinha 28 anos quando veio trabalhar na capital italiana no final da década de 80, primeiro trabalhou em casa de famílias italianas, depois numa clínica para mulheres e nos últimos oito anos esteve como atendente numa das filiais de uma rede de padarias em Roma.

Com cidadania ítalo-brasileira Marlete Campregher nunca se casou, não teve filhos e imigrou para a Itália com a vontade de um dia retornar ao Brasil onde era auxiliar de enfermagem. Há poucas semanas, depois de morar vinte e três anos na capital italiana voltou para Florianópolis onde deixou alguns parentes. Marlete pôde economizar dinheiro suficiente para conseguir comprar a casa própria em Blumenau, sua cidade natal.

“Em 1990 o Brasil não estava bem, não tinha a consideração que tem hoje e neste momento eu posso me permitir voltar para o meu país” diz Marlete, sempre agradecida por todas as oportunidades que teve aqui e pelos amigos que fez na Itália. Vamos embora da Itália com a cabeça erguida. Aqui vivi bem e agora como ainda estou jovem, tenho 49 anos, posso continuar a trabalhar no Brasil. Trabalhamos honestamente e com muita integridade, respeito por nós mesmas, conta Marlete ao lado da amiga brasileira Cacilda que também voltou no mesmo vôo para o Brasil.

A brasileira Cacilda Rodrigues que também morou mais de vinte anos em Roma foi para Goiânia onde moram seus filhos. Aqui ela trabalhou no consultório de uma médica italiana que se aposentou e fechou o consultório. Depois que seu marido faleceu, Cacilda disse que chegou a hora de voltar para estar mais perto da família que ficou em Goiás.

A manicure Beatriz dos Santos voltou com seu marido para o Paraná depois de morar onze anos em Roma. Trabalhava como manicure a domicílio. Ganhava bem, sempre foi reconhecida pelo trabalho e pontualidade por todas as suas clientes, mas decidiu acompanhar seu marido que sempre quis voltar ao Paraná.

O marido de Beatriz trabalhava em Roma fazendo pequenos serviços como pintor, encanador, eletricista, mas não tinha a cidadania italiana como Beatriz e sempre pensou em retornar a Maringá. “Aqui eu felizmente trabalhei bem e foi uma facilidade porque tenho cidadania italiana pela minha descendência, mas meu marido não teve a mesma sorte e nos últimos tempos as oportunidades de trabalho começaram a diminuir. Por isso decidimos voltar“, conta Beatriz que volta animada com a possibilidade de engravidar e poder criar seu filho no Brasil.

A coragem e a determinação caracterizam a vida dessas três mulheres que migraram para trabalhar na Europa, economizaram em euros e agora regressam para o Brasil que pertence ao Novo Mundo e que volta a chamar a atenção mais uma vez do Velho Continente, mas agora como exemplo de um grupo de países latinoamericanos com modelos próprios e bem sucedidos.

De acordo com o último relatório sobre migração de 2012 na Itália, 93 mil italianos a mais deixaram a Itália rumo a outros países em relação ao ano passado. Apesar das estatísticas serem aproximadas uma vez que não é possível registrar todos aqueles que continuam a emigrar, a maioria trata-se de jovens desempregados além de profissionais recém formados em busca de uma oportunidade de trabalho fora da Itália onde a taxa de desemprego para os jovens até 25 anos já ultrapassa trinta e cinco por cento.
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Enquanto a crise financeira que paralisa o mundo desde 2008 tornou-se também uma crise de consumo onde os países mais desenvolvidos passaram a cobrar da sua população o preço pago pelos desastres promovidos pela especulação financeira., no Brasil a opção por uma política de crescimento com inclusão social mostrou-se acertada. E isso chama de volta muitos brasileiros e acaba por atrair novos imigrantes.

16 de mai. de 2012

Em fala a El País espanhol, FHC comete dois deslizes

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Bem ao seu gosto - ele que já confessou uma vez no Programa Jô Soares que não sabe o que é maior nele, se a inteligência ou a vaidade - o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso brilha de novo em entrevista ao jornal El País, de Madrid.
 
 
Tudo bem, nada contra, mas ao fazer política nessa entrevista, o ex-presidente FHC comete dois deslizes: diz que o ex-presidente Lula governou em condições bem mais favoráveis do que as dele e do que a presidenta Dilma Rousseff enfrenta para governar; e que seu sucessor imediato apenas aprofundou o que ele (FHC) fazia “ainda que anos antes tenha se oposto a tudo o que fizemos”.
 
 
“Creio que (a presidenta Dilma) é uma pessoa íntegra, embora ela tenha um momento mais difícil que o do presidente Lula, como foi o meu caso. Ela terá que tomar medidas rápidas e profundas. Lula governou em condições favoráveis, e este não é o caso dela”, disse o tucano ao maior jornal espanhol.
 

FHC esquece-se da herança maldita

 

Não é bem assim. Lembram-se da "herança maldita", expressão cunhada à época (2003, primeiro ano de governo Lula) que o governo de FHC legou à administração federal petista? Entre outros itens deste espólio, o presidente Lula herdou uma administração em que os governantes do PSDB haviam deixado as taxas de juros chegarem a 27%.
 
O ex-presidente tucano incursiona também por outro terreno - o da corrupção. “Não há dúvida de que a presidente não trata de esconder o problema e quando surge algum caso de corrupção não defende os acusados”, constatou FHC. Pena que seus dois governos de oito anos não tenham feito o mesmo.
 
Afinal, é preciso lembrar que somam dezenas e dezenas os escândalos de corrupção e outras irregularidades que estouraram em seu governo. Mas que, só a partir do governo Lula, a Polícia Federal (PF) passou a deflagrar investigações e operações às centenas, e que só a partir daquele governo, órgãos como a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) passaram efetivamente a acompanhar e a fiscalizar.
 

Apoio à Comissão da Verdade criada agora

 

No mais, ponto para o ex-presidente (de 1995 a 2002) que concordou com a decisão da chefe do governo de instalar a Comissão da Verdade, proposta pelo ex-presidente Lula e aprovada no governo da presidenta Dilma, que a instala amanhã.
 
Para o vaidoso confesso FHC, faço um reconhecimento público merecido e justo: registro que o jornal espanhol o entrevistou porque ele foi contemplado com o prêmio Kluge, concedido pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos a personalidades que se destacam pela produção acadêmica nas ciências humanas.
 
 
Sintonia Fina

24 de abr. de 2012

Lula provoca mais ódio que Vargas

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Saiu hoje na pág. 2 da Folha


A pesquisa ajuda a acalmar a ansiedade e a espantar os fantasmas de Lula, que, nas conversas com aliados, não para de reclamar da imprensa, da oposição e da “elite”. Quanto mais Dilma acerta e cresce, mais ele alimenta a paranoia de que tentam “desconstruir a sua imagem”.


Lula está absolutamente convencido de que foi o melhor presidente da história da humanidade, mas os adversários (entre os quais inclui a imprensa) não reconhecem. Insistem em dizer que o mensalão existiu, que ele impôs ministros que Dilma teve de defenestrar e que seu governo foi marcado por uma alegre convivência com fichas-sujas e oligarcas.


Ele não suporta ver a sua criatura se tornando mais admirada do que o criador. Sente-se injustiçado, senão perseguido, e reage com mágoa e rancor. Seu apoio à CPI é resultado desse sentimento: “doa a quem doer”, ou seja, “doa ou não em Dilma”.


O Datafolha é um bálsamo para as dores de Lula, que agora pode vangloriar-se pela escolha de Dilma como sucessora e continuar sentindo-se o “mais”, o “melhor”, o “mais amado”, o “candidato dos sonhos”.


Bálsamo para Lula, alívio para Dilma, que é cheia de dedos com Lula, ouvindo-o, reverenciando-o, mantendo-o no pedestal.


O resto é questão de tempo: até 2014, o “volta Lula” deve lentamente deslizar para o “fica Dilma”. 

 

Como diz PHA:

Em recente debate na Bienal do Livro “CPI vai desmontar o ‘espetáculo’ da Globo” e  “Costa e a visibilidade do crime organizado” 

– Emir Sader ofereceu uma explicação para ódio contra Lula que habita o coração das Marine Le Pen do Brasil.

Lula desperta mais ódio do que Vargas despertou, disse Sader.
É um ódio de classe, disse Sader.
E por que ?
A elite, por meio de seus funcionários no PiG (**) e no PSDB de São Paulo, não perdoa o fracasso de Fernando Henrique e o sucesso retumbante de Lula.

Era para ser o contrário.

O cheiroso tinha que ser maior que o metalúrgico nordestino, que não tem um dedo e não fala inglês.

E não foi.

Pior: o sucessor de FHC foi Serra, um derrotado.
O de Lula, uma vitoriosa.

(Sader foi entusiasticamente aplaudido !)


Sintonia Fina

18 de abr. de 2012

A REALIDADE: PT enquadrou demotucanos a assinarem a CPI do Cachoeira

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Até os 44 minutos do segundo tempo os demotucanos fizeram um jogo triplo:

Em frente às câmaras falavam ser a favor da CPI.

Nos bastidores, procuravam gente da base governista mais "enrolada", e tentavam melar a CPI, como se estivessem advertindo: "olha, essa CPI não é boa pra ninguém, vai respingar em você... é melhor abortar. Depois que começar, ninguém sabe como termina, e nem quem vai sair vivo politicamente."

Ao mesmo tempo contavam com a fiel escudeira, a velha imprensa demotucana, em outra ofensiva para intimidar com "reporcagens" que requentavam factóides, ameaçavam com denuncismos como se fosse uma prévia de CPI do fim do mundo, e para espalhar boatos, como se o Palácio do Planalto se opusesse à CPI, como se o PT se opusesse, para dar um álibi para o PMDB, PR, PP, etc, se encorajar a seguir a oposição no boicote à CPI.

Não adiantou nada.

De tarde o PT anunciou que já havia reunido 28 assinaturas no Senado, o que garante a instalação da CPI.

Pega "com as calças na mão" com essa notícia, a oposição resolveu demarcar território, e chamou a fiel escudeira, a imprensa demotucana, para tirar uma foto noticiada assim no Estadão:

    "... um ato simbólico para marcar o início do recolhimento de assinaturas para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira. A oposição está preocupada com manobras governistas para atrasar instalação da CPI"


Além dos sorrisos forçados e sem-graça, esse ato falho no texto do Estadão, estragou a foto e o cambalacho:

O INÍCIO do recolhimento de assinaturas só começou depois que o PT já havia garantido as 28 necessárias.

Aliás, alguém podia me ajudar a decifrar se o senador Álvaro Dias está rindo ou está chorando?  


Sintonia Fina
-com Amigos do Lula

13 de abr. de 2012

PT vai à guerra (?)

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Sob a liderança de Lula e com a concordância da presidente Dilma, o Partido dos Trabalhadores parece finalmente ter entendido que estava sendo tramado um golpe eleitoral contra si. A direita midiática pretendia usar o julgamento do inquérito do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal neste semestre ou, no máximo, no próximo – em pleno processo eleitoral – para vitaminar a oposição e debilitar o PT.

Eis que cai no colo do partido o escândalo envolvendo Carlinhos Cachoeira e expoentes da oposição demo-tucana como a vestal-mor da República, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), e o acusador de Lula de ter tomado conhecimento do “mensalão”, o governador de Goiás, Marconi Perillo.

Aturdida, a mídia passa a tentar se desvincular de Demóstenes e cai de pau em cima dele afetando indignação e se dizendo “traída”. Parceira de Cachoeira, que lhe fundamentou a maioria dos ataques ao PT – inclusive durante eleições presidenciais – na década passada e que acabara de ser flagrada em centenas de contatos diretos com o bicheiro, tenta reagir à ameaça de investigação por suas relações com o crime organizado e desencadeia uma campanha em que ameaça o partido do governo com um “efeito bumerangue” contra si e o governo Dilma caso a investigação prossiga.

Poucos dias após dizer que Lula e Dilma apoiavam a criação da CPI, agora a mídia diz que a presidente e “setores do PT” estariam “com medo” da investigação. Além disso, atende à estridência do senador tucano do Paraná, Álvaro Dias, que vinha afirmando que o vazamento de escutas seria seletivo, e começa a noticiar cobranças ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, sobre os vazamentos e a tal “seletividade” cobrada pela oposição.

O PT reage com vídeo de seu presidente, Rui Falcão, em que denuncia que a mídia quer abafar o escândalo de Cachoeira e impedir a CPI, e cobra empenho do partido e de aliados pela instalação da investigação e posterior desmascaramento da “farsa do mensalão”.

Em seguida, o partido divulga em seu site resolução política em que repete a exortação de seu presidente e também denuncia uma “Operação abafa em torno do envolvimento do senador Demóstenes Torres (DEM-Goiás) com a organização criminosa comandada pelo notório Carlos, alcunhado de Carlinhos  Cachoeira”.

Por fim, nesta sexta-feira 13, no Jornal Folha de São Paulo, uma prévia daquilo em que deverá se transformar a CPI que a mídia tenta convencer o PT a não levar adiante ou, se levar, que ao menos não leve a sério, sob ameaça de transformá-la em uma CPI contra si mesmo. Ciente do envolvimento da Editora Abril, que edita a Veja, e possivelmente de outros meios de comunicação nas investigações, o jornal dá outro passo para o inevitável.

Em primeiro lugar, publica artigo de Rui Falcão que desanca a oposição e a mídia e as acusa de envolvimento com o crime organizado. Abaixo, reproduzo o texto.

FOLHA DE SÃO PAULO
13 de abril de 2012
Tendências / Debates
Página A3
CPI na falsa Vestal
Por Rui Falcão
Mais do que uma “vendetta” contra o fanfarrão, a CPI pode explicar o que existia além da ligação de patrão e empregado entre Cachoeira e Demóstenes.

O episódio que revelou a escandalosa participação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM) em uma organização criminosa merece algumas reflexões e, olhando para o futuro, uma ação imediata.

Desde que foi constatada a cumplicidade do senador com uma gama infindável de crimes, assistimos a uma tentativa (às vezes ridícula)de explicação para o logro em que alguns caíram.

Como justificar que o arauto da moralidade, crítico feroz dos governos Lula e Dilma, trabalhava e traficava informações, obtidas pelo uso indevido do mandato, para um conhecido contraventor?

Até a psicanálise foi fonte de argumentos na tentativa vã de entender as ligações do senador com o contrabando, o jogo ilegal, a escuta clandestina e a espionagem. todas práticas tipificadas no Código Penal.

O certo, porém, é que a veneração que setores da mídia nutriam por Demóstenes refletia uma espécie de gratidão pela incansável luta, essa sim verdadeira, do parlamentar contra todos os avanços sociais obtidos pelos governos petistas.

Ressalte-se, aliás, que mesmo depois de flagrado na participação ativa em organização criminosa, o ainda senador, fingindo ignorar o mundo real, arvora-se a analisar, sob o crivo crítico dos tempos de falsa vestal, ações do governo Dilma.

Mais do que uma “vendetta” contra o fanfarrão, porém, o Congresso está diante de uma oportunidade única de desvendar um esquema que, pelo que foi divulgado até agora, não se resume à ligação de empregado e patrão entre Demóstenes e o contraventor Carlinhos Cachoeira.

A morosidade do inquérito em algumas de suas fases e as ligações pessoais do promotor de carreira Demóstenes Torres com membros do Judiciário precisam ser investigadas. O mesmo se exige na apuração de vínculos obscuros do senador com altos mandatários de seu Estado, Goiás, bem como de sua quadrilha com veículos de comunicação. Que não se permita a operação abafa em andamento. Que se apure tudo, até para dissipar suspeitas.
O único caminho para o esclarecimento passa por uma CPI no Congresso, onde alguns parlamentares também foram ludibriados pelo falso paladino das causas morais.

Cabe à Câmara e ao Senado, sem nenhum espírito de corpo, aproveitar a oportunidade única de desmascarar a farsa até o fim.

Talvez, no caminho da investigação, descubramos outros pregadores da moralidade que também se beneficiem do esquema que se abastecia das informações colhidas e transmitidas ao chefe pelo senador Demóstenes Torres.
A história brasileira registra outros episódios em que a pregação das vestais serviu para embalar a defesa de interesses sempre contrários aos da maioria da população. O falso moralismo udenista não está tão distante.
Se a forma do engodo não é nova, cabe ao Congresso provar, com a CPI, que o país está disposto a dar um basta a esquemas de banditismo. O Partido dos Trabalhadores defende a instalação de CPI no Congresso e conclama a sociedade organizada a se mobilizar em defesa da mais ampla apuração do esquema corrupto desvendado pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.

Rui Falcão é deputado estadual (SP) e presidente nacional do PT
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Na mesma edição, na página A7, o jornal, finalmente, materializa quase que por completo a assunção inevitável de um assunto que já dá de barato que virá à pauta por força da CPI, caso o PT continue se mantendo disposto a ir à guerra contra a inversão de uma investigação que surpreenderá o país ao expor as relações incestuosas entre imprensa, oposição e crime organizado.
Abaixo, a “reportagem” que pretende responder ao texto do presidente do PT publicado quatro páginas antes.
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FOLHA DE SÃO PAULO
13 de abril de 2012
Tendências / Debates
Página A7
Catia Seabra / Márcio Falcão, de Brasília
PT associa “setor da mídia” a criminosos e defende regulação
Partido afirma que relações reveladas pelo caso Cachoeira comprovam “urgência” de medidas de controle da imprensa

Em evento ontem no Planalto, no entanto, a presidente Dilma Rousseff defendeu a liberdade de imprensa


BRASÍLIA – O PT vai usar a instalação da CPI do Cachoeira para voltar a investir contra a mídia. A disposição está expressa em documento divulgado ontem pela cúpula do partido.

Redigido pelo comando petista, o texto cita a investigação do esquema de Carlos Cachoeira, acusado de exploração do jogo ilegal, a pretexto de voltar a cobrar a fixação de um marco regulatório para os meios de comunicação.
“Agora mesmo, ficou evidente a associação de um setor da mídia com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes, a comprovar a urgência de uma regulação que, preservada a liberdade de imprensa e livre expressão de pensamento, amplie o direito social à informação”, diz a nota.

Mesmo sem dar nomes, o alvo primário do PT é a revista “Veja”. Em grampos já divulgados do caso, um jornalista da publicação tem o nome citado por membros do grupo do empresário.

A revista já publicou texto informando que Cachoeira era fonte de jornalistas, inclusive do chefe da sucursal de Brasília, Policarpo Júnior, e que não há impropriedades éticas nas conversas.

Integrantes da Executiva do PT e congressistas do partido defendiam que a “Veja” fosse investigada na CPI.
O cálculo político petista inclui o raciocínio segundo o qual o bombardeio sobre mídia e oposição poderá concorrer na opinião pública com o julgamento do mensalão -o esquema de compra de apoio político ao governo Lula descoberto em 2005, que deve ser apreciado pelo Supremo Tribunal Federal neste ano.

O próprio presidente petista, Rui Falcão, falou que a CPI deve investigar “os autores da farsa do mensalão”.
Há a intenção de questionar reportagens sobre o mensalão usadas como prova judicial. A estratégia é tentar comparar a produção de reportagens investigativas, que naturalmente envolvem contato de jornalistas com fontes de informação de várias matizes, a práticas criminosas.

Para tanto, segundo a Folha apurou, réus do mensalão como o ex-ministro José Dirceu instruíram advogados a buscar menções à revista e à mídia nas apurações da PF sobre o caso Cachoeira. Dirceu vai a evento no final de semana sobre regulamentação da mídia em Fortaleza.

O movimento do PT contrasta com discurso da presidente Dilma Rousseff. Ontem, em cerimônia do Minha Casa, Minha Vida, ela defendeu a liberdade de imprensa.

“Somos um país que convive com a liberdade de imprensa, somos um país que convive com a multiplicidade de opiniões, somos um país que convive com a crítica.”
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Como se vê, o jornal termina o texto como que recorrendo a Dilma.
E como disse acima, a matéria escancarou quase tudo. Faltou informar ao distinto público que o que houve entre a Veja e Cachoeira não foi “Produção de reportagens investigativas, que naturalmente envolvem contato de jornalistas com fontes de informação de várias matizes”, mas centenas de ligações telefônicas, encontros e declarações comprometedoras da quadrilha que afirmam que Cachoeira foi o autor intelectual de “todos” os ataques da Veja ao PT.

A única coisa que se espera do partido, portanto, é que não aceite uma negociata que envolva recuo da direita midiática no uso político do julgamento do mensalão, talvez até com postergação desse julgamento, em troca de a CPI não fazer tudo o que prometem o presidente do PT e o próprio em vídeo e textos supra reproduzidos.


Sintonia Fina
- com Saraiva - Blog da Cidadania.

The Guardian: “Todos querem falar com Dilma, menos Obama.”

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Barack Obama tem medo do que pode ouvir da presidenta brasileira. Quem deve, teme.


Sob o título “Todos querem falar com a presidente Rousseff, menos Obama”, o jornal britânico The Guardian publicou um artigo que defende mais atenção para o Brasil por parte da principal potência do mundo, dias depois da visita de Dilma a Washington e a Boston.


Em um texto de sua versão on-line, o diário, um dos mais importantes da Europa, diz que os norte-americanos parecem “presos em outra era” para não admitir que o vizinho ao sul é um exemplo.


No texto assinado pelo jornalista Jason Farago, baseado em Nova Iorque, Dilma é chamada de “a segunda pessoa mais poderosa no Ocidente”. Enquanto ela chegava aos EUA no início da semana, Obama, o mais poderoso, “passava a maior parte de seu dia embrulhando ovos de Páscoa” na Casa Branca.


Os dois presidentes tiveram uma breve reunião e uma entrevista coletiva conjunta “durante a qual eles nem se olharam no olho”, diz o texto.


“Não apenas o presidente dos EUA desdenhou das arapucas de uma visita de Estado; ele mal deu a Dilma duas horas”, diz o artigo.


A visita de Obama ao Brasil no ano passado tampouco foi de Estado – para isso é necessário visitar as sedes dos três poderes e o cumprimento de uma série de protocolos. Diplomatas norte-americanos afirmaram que isso aconteceu com Dilma porque é ano eleitoral e o presidente é candidato à reeleição.


Sintonia Fina
-com Limpinho e Cheiroso

12 de abr. de 2012

A Guerrilha do Araguaia: a resistência armada no sul do Pará completa 40 anos

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



Por Romualdo Pessoa (*)
Em 1995, ao concluir a dissertação de mestrado, sobre a Guerrilha do Araguaia, eu tinha plena convicção que havia me envolvido em uma pesquisa, cuja história demoraria a ser concluída. Muito embora eu carregue a satisfação de ver o primeiro livro publicado sobre o tema, a partir de uma pesquisa acadêmica, era visível o fato que pelos anos seguintes, principalmente com o país consolidando a democracia, novos estudos, pesquisas e livros publicados viessem a ampliar o volume de informações que estavam sendo sonegadas à sociedade e a nós, pesquisadores.
Quando comecei minha pesquisa, – e em minha primeira viagem à região contei com a companhia de um amigo e também pesquisador da guerrilha, Gilvane Felipe, que defendeu sua dissertação de mestrado na França, na Université de La Sorbonne Nouvelle (Paris III), em 1993 – tínhamos grandes dificuldades em ter acesso aos documentos sigilosos, das Forças Armadas, que nos ajudassem a compreender, pela ótica dos militares, aquele conflito. Ou que servissem para identificar as mortes daqueles guerrilheiros cujos corpos não foram jamais encontrados.
Por isso o meu trabalho buscou outro foco. Compreender a Guerrilha do Araguaia pelo olhar dos habitantes daquela região, abrangendo desde Marabá, no Pará, até o outro lado do Rio Araguaia, então Estado de Goiás (hoje Tocantins), em Xambioá e chegando até Araguanã. Subindo até a confluência dos Estados do Maranhão e atual Tocantins, de um lado, Porto Franco, do outro Tocantinópolis.
Viajamos àquela região de Chevette (rebaixado, uma verdadeira aventura. Atolamos três vezes, pois o período era de chuvas) subindo pela Belém-Brasília até a cidade de Araguatins, onde alcançamos a Transamazônica após atravessarmos o Rio Araguaia. Dali, rumamos para Marabá, onde, obtendo o apoio da prefeitura daquela cidade (na época encontramos na secretaria de Comunicação um antigo colega de lutas no Movimento Estudantil em Goiás, o atual deputado estadual pelo Pará, João Salame Neto) pudemos fazer um ótimo trabalho de campo, com entrevistas importantes em um momento ainda de profundo silêncio, em decorrência do temor que se tinha de falar do tema.
O medo era sustentado pela presença de militares, mas também pelo trauma que ficou, criando no inconsciente das pessoas, às vezes, uma falsa convicção que estavam sendo sempre vigiados pelo “pessoal do Curió”, os “secretas” (Sebastião Moura, o Curió, foi um personagem central no combate à guerrilha. Na época era capitão, infiltrou-se na região no período anterior à terceira campanha e tornou-se responsável pela ordem e execução de muitos prisioneiros).
Fizemos várias entrevistas, começando por Marabá, seguindo em direção à São Domingos do Araguaia (na época da Guerrilha São Domingos das Latas), Brejo Grande, Palestina, Bacaba (uma antiga base militar e também local de prisão e tortura), São Geraldo e Xambioá.
Coincidentemente nos hospedamos, a partir do apoio da prefeitura, em uma casa no conjunto habitacional do antigo Incra. Aquele local, na época da guerrilha, havia se tornado uma espécie de quartel-general no combate ao movimento guerrilheiro. Bem em frente, ficava a antiga sede do DNER, que passou a ser conhecida como “Casa Azul”, local onde se definiam as operações antiguerrilha – portanto comando de ações das Forças Armadas -, e depois outro local para onde guerrilheiros e moradores da região eram presos e submetidos à tortura. Mas isso só viríamos saber depois, com o andamento de nossas investigações.
Descobrimos, pelos depoimentos colhidos, que as pessoas detidas eram levadas para a Bacaba e para Xambioá. Nesses dois lugares haviam dois buracos, cobertos por uma grade cada um, onde os prisioneiros eram literalmente jogados. Um deles, os soldados apelidaram de Vietnã. Água suja, ratos, cobras, eram jogados para assustar e intimidar os presos. Dali, alguns eram levados para a “Casa Azul”, onde eram submetidos a novos tipos de torturas. Alguns voltavam para Bacaba, quando não ficavam comprovados maiores envolvimentos. Permaneciam mais algum tempo presos e depois eram libertados. Já a partir da terceira campanha, final de 1973 em diante, os prisioneiros mais diretamente envolvidos no movimento eram levados de volta à mata e sumariamente executados.
Quanto mais avançávamos em direção aos municípios onde os conflitos se deram com maior intensidade, mais compreendíamos a dimensão de um movimento que ainda tinha muito a nos revelar. A cada entrevista, a cada contato com um morador, a cada depoimento de camponeses agredidos e obrigados a tornarem-se guias dos pelotões militares, mais sentíamos que tínhamos em mãos um fato histórico que escondia feridas não cicatrizadas, protegidas a ferro e fogo por quem extrapolou nos limites estabelecidos em acordos internacionais, principalmente no que diz respeito à proteção da população civil e aos combatentes aprisionados com vida. Aos poucos comprovávamos que aconteceram muitas execuções. Guerrilheiros, e até mesmo moradores da região, após serem torturados eram assassinados friamente.
Gradativamente íamos descobrindo segredos guardados pelas Forças Armadas, cujo objetivo era impedir que os abusos que foram praticados no combate à guerrilha fossem apontados e submetidos às sanções como crimes de guerras. Além da tentativa desesperada de omitir para a história os erros que foram cometidos pelas forças militares institucionais. Estratégias e táticas equivocadas que levaram a três operações, sendo que duas delas foram mal sucedidas, fracassadas em seus intentos de eliminarem rapidamente um conflito do qual não se tinham ainda maiores informações.
Erros de inteligência, na identificação do grau de capacidade de reação dos insurgentes, foram cruciais para derrotar as forças armadas nas duas primeiras ofensivas. Soldados mal preparados, e desconhecendo o real objetivo de suas presenças na região do Araguaia, completavam o festival de equívocos cometidos pelos comandantes militares, do Exército, principal força presente na área, mas também em menor medida, da Aeronáutica e da Marinha. No apoio, polícias militares (mais despreparadas ainda) dos Estados de Goiás, Maranhão, Pará e Mato Grosso, completavam o cerco. E alguns agentes da Polícia Federal e do Serviço de Segurança (SNI).
Incapazes de derrotar os guerrilheiros militarmente nas duas primeiras campanhas, os comandantes militares mudaram de tática, recuaram suas forças e elaboraram um plano de preparação anti-guerrilha, com um contingente menor e mais preparado para esse tipo de confronto e com soldados adaptados para a guerra nas selvas. Um trabalho de inteligência infiltrou agentes por cerca de um ano, mapeou toda a região, identificou possíveis pontos de apoio dos guerrilheiros e nominou todos aqueles moradores da região que, de uma forma ou de outra, tinham contato com os inimigos.
No início da terceira campanha, em outubro de 1973, uma nova guerra também começava, desta vez os militares não estavam pensando em prender guerrilheiros. Pela dimensão do movimento, inclusive com repercussões internacionais, pela capacidade de formar rebeldes altamente capacitados para novos eventuais movimentos guerrilheiros, a ordem dada era eliminar todos os que ainda estavam vivos. De qualquer maneira.
Não foi uma ordem de generais de comando do combate ao movimento. Ela foi determinada pelos altos postos de direção do Estado Militar Brasileiro, a partir de seu presidente, na época o General Emílio Médici. E apoiada por todos que compunham o escalão maior das Forças Armadas Brasileiras. A determinação foi cumprida a contento do ódio nutrido por três anos à ousadia de um pequeno grupo de se preparar para uma guerra de guerrilha no Brasil rural. Ódio potencializado pelas derrotas iniciais e, claro, pelo embate que se travava internacionalmente, no âmbito da guerra fria, entre os que se alinhavam aos interesses dos Estados Unidos, e defendiam com firmeza o capitalismo, e os que se alinhavam ao bloco socialista, diferenciado em regimes com perfis diferentes: China, Cuba e URSS.
Mergulhando no Araguaia
Em um encontro com blogueiros no começo deste ano, em um evento em Natal – RN, o neurocientista braisleiro, reconhecido internacionalmente, Miguel Nicolelis afirmou que é uma “balela” essa história de imparcialidade, tanto no jornalismo, como na ciência. “Como neurocientistas, estamos cansados de saber que não existe isso de imparcialidade, como pretendem os jornalistas. Não existe imparcialidade nem jornalística nem científica”, disse ele.
Aproveito para dizer aqui o mesmo em relação à História. Em um evento que participei no final do ano passado, o “Simpósio Internacional sobre o Direito à Informação”, afirmei em palestra que proferi sobre o tema, “O Direito às Informações Pessoais – História e Verdade”, que como historiador não tenho medo de assumir, em absoluto, que o meu olhar é guiado pelos elementos que me conduziram ao longo de anos de intensa atividade política. Abdiquei, faz pouco tempo, de uma ativa militância partidária de três décadas, por uma necessidade premente de formação acadêmica. Mas não abdiquei dos paradigmas que foram responsáveis por construir a minha visão de mundo, porque ela é fundamentada em valores de respeito à vida humana e à defesa de uma sociedade em que as pessoas sejam respeitadas não pelo que possuem em termos de riqueza material, porém pela sua condição de indivíduos que merecem igualitariamente ser tratados com dignidade.
Por isso, não me preocupo em ser julgado por falta de isenção, desde que dentro do meu critério de verdade, eu esteja me guiando por esses valores e, fundamentalmente, pela honestidade da análise dos fatos. Afirmo que não pode haver história isenta do olhar ideológico, e desconfio daquele historiador que vive a reafirmar a sua isenção enquanto pesquisador, pois isso é impossível. Sua vida está impregnada de valores culturais que conduzem a sua investigação e influenciam suas conclusões.
Quando escrevi o meu trabalho, sob uma orientação precisa da Profª Janaína Passos Amado, então do curso de História da Universidade Federal de Goiás, passei por um crivo importante, com o intuito de me conduzir pela honestidade, por uma linguagem que fosse acadêmica e que minha postura não fosse confundida com a de um militante. Difícil tarefa pelo grau de envolvimento ideológico que eu possuía naquele momento, mas acredito ter cumprido á risca, e os resultados podem ser vistos no que está escrito em meu livro (Guerrilha do Araguaia – A esquerda em armas, Ed. da UFG, 1997) e no que vem sendo divulgado na imprensa e em outras publicações desde então (veja bibliografia ao final) .
Isso, contudo, não foi o suficiente para evitar críticas, inclusive de historiadores conhecidos que me acusavam de ser um historiador oficial do PCdoB. Muito embora, muitos desses críticos jamais tenham se disposto a ouvir sequer um único depoimento de pessoas que foram presas e torturadas e que viveram de perto todo o desespero gerado pela brutalidade com que foram tratados. Tornaram-se críticos ao longe, simplesmente para fundamentarem suas críticas à guerrilha e, assim, julgarem-se capazes de se incluir como historiadores isentos, porque opositores do regime, mas confiáveis à tarefa de atacarem o movimento guerrilheiro. Tentavam, assim, intimidar aqueles que se dispunham a olhar a guerrilha com outros olhos, e não enxergar simplesmente uma aventura de colegiais irresponsáveis, conduzidos por dirigentes incompetentes, como esses vorazes críticos se dispunham a retratar a Guerrilha do Araguaia.
Os embates surgidos da avaliação da guerrilha, que dividiu o próprio partido que conduziu o movimento guerrilheiro, terminou por atrapalhar uma ação mais coordenada e ampla, no sentido de se encontrar respostas para os segredos que as Forças Armadas tentavam a todo o custo esconder. Enfraqueceu a luta dos familiares que lutavam para encontrarem as informações sobre dezenas de combatentes, presos com vida, e dos quais não se teve mais notícias. E, acima de tudo, esses críticos deixaram de lado um aspecto essencial a ser compreendido na análise do movimento: tratou-se de uma escolha, entre as poucas que existiam naquele momento de absoluta falta de liberdade e ausência de democracia.
Por assim ser, cometeram um dos males imperdoáveis ao historiador, tornaram-se anacrônicos, e quanto mais o tempo passava mais se distanciavam da realidade que impôs à esquerda reagir às brutalidades cometidas por aqueles que perpetraram o golpe militar e silenciaram a política brasileira. Caracterizavam os guerrilheiros aos olhos do presente e, por um olhar parcial e evidentemente ideológico, julgavam-nos como aventureiros a insistirem numa prática isolacionista denominada de foquismo.
Aqui retorno aos fatos, e analiso-os com um viés claramente ideológico. Na análise da conjuntura política do país e na identificação do significado das políticas postas em prática pelos governos militares que instalaram uma ditadura aqui no Brasil, não receio em deixar bem claro a visão crítica e o engajamento político que sempre me colocou ao lado das bandeiras defendidas pelos guerrilheiros do Araguaia. Seria impossível que eu me despisse de tudo isso a fim de me colocar como um “historiador isento”. Se assim eu o fizesse repetiria alguns que modificam seus pontos de vistas com o objetivo de tornarem-se confiáveis ao sistema e poder obter o sucesso como intelectual “respeitado”.
A mim, repugnava as atrocidades praticadas por indivíduos que se julgaram no direito de impor ao povo brasileiro o caminho que deveriam seguir. Afrontaram os valores democráticos e cometeram crimes abomináveis de torturas e assassinatos em nome da democracia; cercearam o direito de os indivíduos se manifestarem livremente, silenciaram a imprensa (alguns jornais sucumbiram aos delírios ditatoriais), fecharam o parlamento, impediram a organização sindical e fecharam as entidades estudantis, e, pela força, tentaram convencer o povo que tudo isso era feito em nome da liberdade.
Alguns desses militares, cujos depoimentos ainda hoje os aproximam de verdadeiros psicopatas, justificam os abusos com o argumento de que os comunistas pretendiam instalar aqui no Brasil o comunismo. Então, pela intenção e pela escolha política diferente do outro, tudo se tornava permitido, inclusive torturar e assassinar. Mesmo se tal regime que esses militantes quisessem instalar ainda se encontrasse na condição de utopia. Mas sonhar também não era permitido.
A Guerrilha do Araguaia não pode ser desconectada desse contexto, e as consequências dessa e de outras poucas escolhas que existiam naquele momento, devem ser analisadas à luz do tempo em que tudo isso aconteceu. Mas não se pode negar a existência de uma brutal repressão que transformavam em marginal todo aquele cidadão que se indignasse com o regime pérfido e ditatorial que se instalara pela força das armas. As outras escolhas poderiam ser fugir do país (e aqui não há nenhum juízo de valor por trás do verbo); manter-se na clandestinidade sem a opção pela luta armada (isso não impediu a prisão, tortura e assassinato de dezenas de militantes que não pegaram em armas); e tornar-se guerrilheiro, seja na cidade ou no interior. Qualquer uma delas, pelo alto grau de ferocidade do regime, principalmente a partir do final da década de 1960, implicava em riscos de vida. Inclusive o auto-exílio, haja vista a famigerada “Operação Condor”, que perseguiu militantes de esquerda por todos os países do Cone Sul.
O que queriam os guerrilheiros do Araguaia?
Os moradores da região do Araguaia são testemunhas e também protagonistas do movimento que eclodiu naquele rincão do Brasil. Abandonados pelos governos e de frente para uma densa floresta, que era aberta para ali se instalarem pequenos roçados, os moradores daquele pedaço esquecido do Brasil começaram a ter como vizinhos jovens, idealistas e sonhadores, alguns poucos experientes e até cinquentenários. Fugindo da perseguição nas cidades grandes, os comunistas em sua maioria militantes do movimento estudantil, aceitaram construir às margens do rio Araguaia e na entrada da Floresta Amazônica, uma resistência guerrilheira ao movimento militar que instaurou no Brasil em 1964 uma ditadura.

Osvaldão na Tchecoslováquia
Traziam na bagagem pouca experiência de guerrilha, algum treinamento feito em outros países, principalmente na China, muita determinação e alguns problemas de adaptação, que terminou por criar alguns conflitos no grupo. A estratégia assemelhava-se ao que tinha servido de prólogo à grande transformação levada a cabo por Mao Tsetung, na China: o cerco das cidades por um exército guerrilheiro a partir do avanço de colunas de combatentes vindo da área rural, do interior do país.
Mas a tática a ser adotada, pode-se também mudá-la com o tempo e as condições analisadas, depende obviamente do movimento que o inimigo fizer. A reação, se inesperada ou maior do que as forças guerrilheiras podem resistir, força a mudanças táticas. Desse jogo de xadrez, que caracteriza a guerra, é que sairá a definição de quem primeiro gritará “xeque-mate”.
Se nas duas primeiras investidas dos militares seus erros impediram que suas táticas fossem vitoriosas, na terceira campanha deu-se o inverso. Cercados e submetidos à uma nova postura tática e com objetivos estratégicos redefinidos pelos militares, os guerrilheiros não resistiram a uma bem montada operação de inteligência e ao uso de grupamentos melhor preparados para a guerra na selva. Assim, essa terceira ofensiva, muito embora com um prazo de tempo que deu aos guerrilheiros certa mobilidade para fazer um trabalho político, transformou-se, na verdade em uma verdadeira caçada. Incapazes de resistirem à força e determinação com que se deu a organização de novos pelotões, agora não mais fardados e preparados para combater até o final, os guerrilheiros foram sendo abatidos e presos um a um.
O que se escondeu por tanto tempo, mas já não mais se constitui em segredo, não somente pelos documentos que já apareceram, mas pelos inúmeros depoimentos de moradores daquela região, muitos submetidos à humilhação, prisão e torturas, é que dezenas de militantes foram presos com vida e depois eliminados, seguindo a ordem de “não deixar nenhum vestígio da existência da guerrilha”.
Osvaldão, Dinaelza, Dinalva, Juca, Joca, Mário, Joaquim, Fátima, Cristina… São nomes de guerra, de quem vivia na clandestinidade, mas que representavam junto com tantos outros que lutavam nas cidades, corajosos e valorosos militantes comunistas. Pouco mais de 70 bravos guerrilheiros. Lutadores abnegados de uma causa pela qual hoje todos nós, cidadãos brasileiros, julgamos ser responsável por estar levando o Brasil em direção à liderança mundial. Lutavam contra a ditadura, pela democracia e pela liberdade. Não eram marginais, constituíram-se em valorosos brasileiros que não se entregaram à covardia daqueles que se curvavam aos interesses imperialistas. Pagaram o valor mais caro à cada um de nós: a própria vida. Por isso merecem todo o nosso respeito e o engajamento na luta para garantir-lhes o devido reconhecimento e o enterro digno de seus corpos, segundo as crenças de suas famílias.
A “verdade” pode ter muitas faces, servir a muitos interesses, mas os fatos históricos falam por si sós. Só precisamos relatá-los com honestidade. E assim, o tempo se encarregará de fazer justiça àqueles que deram suas vidas para alterar o rumo de nosso país. Ao governo brasileiro resta cumprir a determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos, da OEA, e dar respostas às famílias dos guerrilheiros sobre como se deram as condições de suas mortes e onde se encontram seus corpos.
Que isso não impeça, contudo, de compreendermos que vivemos outra realidade. A luta que travamos pela verdade não implica em condenar instituições, mas identificar aqueles que extrapolaram na condução de seus poderes. O Brasil vive um novo tempo e as Forças Armadas fazem parte das transformações que consolidam a importância e autoridade que o país exerce internacionalmente, bem como dão suporte às mudanças que possibilitam ao nosso povo atingir outro patamar de desenvolvimento. Isso não significa, no entanto, esquecer o passado. É preciso encarar nossos fantasmas, para que não nos encontremos no futuro com o repetir de farsas que se escondem por trás da história.
(*) Romualdo Pessoa é professor de Geopolítica no Instituto de Estudos Sócioambientais da Universidade Federal de Goiás (IESA-UFG)
.oOo.
Pequena bibliografia de referência:
Cabral, Pedro Correa. Xambioá, guerrilha no Araguaia. São Paulo: Ed. Record, 1993. http://xambioaguerrilha.blogspot.com/2008/10/xambio-guerrilha-no-araguaia-nota_24.html
Campos Filho, Romualdo Pessoa. Guerrilha do Araguaia – a esquerda em armas. Goiãnia-GO, Editora da UFG, 1997
Felipe, Gilvane. A Guerrilha do Araguaia (Brasil, 1966 – 1975). Paris: Université de la Sorbounne Nouvelle (Paris III), Institute des Hautes Études de L’Amérique Latine, 1993. (http://www.esnips.com/doc/450d1797-d21e-49f9-ba2f-35d1f9ed94bf/Hist%C3%B3ria-da-Guerrilha-do-Araguaia)
Gaspari, Elio. A Ditadura Escancarada. São Paulo: Cia. das Letras, 2002
Maklouf, Luis. O coronel rompe o silêncio. São Paulo: Editora objetiva, 2004
Monteiro, Adalberto (org.). Guerrilha do Araguaia – uma epopéia pela liberdade. São Paulo: Editora Anita, 2002.
Morais, Tais e Silva, Eumano. Operação Araguaia – Os arquivos secretos da guerrilha. São Paulo: Geração Editorial, 1995
Studart, Hugo. A lei das Selvas. São Paulo: Geração Editorial, 1997


Sintonia Fina
-com Sub21

CPI do Cachoeira exigirá esforço cidadão

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Uma análise da cobertura da mídia para a CPI do Cachoeira desta quinta-feira nos leva a concluir que, antes mesmo da comissão ter início, ela exigirá um grande esforço de cidadania. 
Os jornais estão jogando pesado nas táticas de diversionismo. 
O Globo de hoje lançou um ataque direto à CPI, ao acusá-la de servir para “abafar o mensalão”.


Ainda no Globo, Merval Pereira diz que um dos motivos para a criação da CPI foi “sede de vingança” de Lula, com isso desmerecendo todos os parlamentares que assinaram por sua convocação, inclusive muitos da oposição. São todos marionetes de Lula? O colunista vai ainda mais longe e faz uma espécie de lista dos danos que a CPI pode causar ao governo.


Na Folha, Eliane Cantanhede faz a mesma coisa. A preocupação aparece em toda parte, inclusive nas matérias. Um incauto poderia até pensar que a grande imprensa brasileira é grande aliada do PT e, por isso, encontra-se receiosa de que a CPI possa prejudicar seu partido preferido, com respingos no governo.


O que temos é uma tentativa meio desesperada de lançar uma cortina de fumaça sobre o episódio e confundir a opinião pública. A CPI do Cachoeira não tem poder de abafar o mensalão, e sim de esclarecer alguns de seus aspectos. Parte da mídia parece desejar que o mensalão seja julgado sumariamente, sem que a sociedade seja esclarecida sobre as lutas políticas, lícitas e, sobretudo, ilícitas, que ocorreram em seus bastidores. Entre as últimas, temos a atuação de Carlinhos Cachoeira, seus arapongas e os editores da Veja.


Tudo que trouxer mais dados à tôna não servirá para abafar nada e sim para dar substância às investigações e aos debates. Se os mensaleiros têm culpa no cartório, esta culpa será maximizada com a divulgação de mais fatos. Aparecerão outros implicados. A importância de uma CPI é, basicamente, o seu poder de quebrar sigilos fiscais, bancários e telefônicos, e convocar depoentes, produzindo uma investigação à luz do dia, com acompanhamento da sociedade. 


No caso da CPI do Cachoeira, há um trunfo que é preciso destacar. Ela tem como seu fundamento duas ou três grandes operações da Polícia Federal, que produziram enorme quantidade de material investigativo. Não é uma CPI sem foco e sem material de acusação. Ao contrário, os parlamentares terão à sua disposição relatórios completos escritos pelos setores mais preparados da Polícia Federal, cuja idoneidade nestas investigações é provada pela prisão de um significativo número de autoridades, incluindo gente da própria PF.


A vigilância cidadã, através da blogosfera e redes sociais, far-se-á necessária para denunciar os desvios de foco, o sensacionalismo e as acusações açodadas. A tensão dos jornalões parece tão exacerbada que dão a impressão que se a CPI descobrir que um faxineiro do Palácio do Planalto foi visto tomando uma cerveja com um office-boy de Carlinhos Cachoeira, a manchete no dia seguinte será:



CPI ATINGE PALÁCIO DO PLANALTO
Oposição deve entrar com pedido de impeachment


Então é preciso muita calma nessa hora, inclusive dos que defendem o governo. Possivelmente o esquema Carlinhos Cachoeira manteve contato com vários jornalistas, mas será injusto acusá-los apenas por estabeleceram contatos telefônicos. No caso da Veja, a acusação é o uso sistemático de informações obtidas via grampos ilegais, enviadas por um grupo mafioso, para subsidiar matérias tendenciosas, que visavam beneficiar o mesmo grupo. Não sei que tipo de crime é esse, mas é claramente uma opção ética lastimável. É o tal jornalismo fiteiro, denunciado por Dines, em sua acepção mais suja.


A Veja recebe milhões de reais de publicidade oficial, razão pela qual eu defendi que a presidenta tem a obrigação de dar entrevista a esta publicação, visando esclarecer os cidadãos que, por alguma desventura, topam com ela em salas de espera. Infelizmente, são muitos, pois é a revista com maior tiragem do país.


Entretanto, de posse de provas que a revista prevaricou, não aprovo que meu suado dinheirinho seja usado para patrocinar esse tipo de bandidagem. Somente uma investigação séria, porém, poderá comprovar até que ponto chegou essa parceria espúria. Não podemos também ser puristas demais, pois isso nos levaria a pretender o fechamento de quase toda a mídia brasileira. Mas não podemos igualmente ser excessivamente tolerantes, o que nos conduziria a aceitar que o governo anunciasse em revistas cuja fonte principal de informações fosse o Fernandinho Beira Mar.


Todos os editorais e colunistas políticos abordaram o assunto com um viés desconfiado e crítico. O Globo parece ameaçar o próprio governo, ao deixar bem claro, logo no título, que “todos correm risco com a CPI de Cachoeira”. Nunca se viu o Globo tão preocupado com o bom nome do governo federal! A Folha vai na mesma linha, e também ameaça, ao dizer que “nunca se sabe como as CPIs terminam”. Esta frase, aliás, aparece dezenas de vezes, repetida em várias matérias, em todos os jornais e colunas.




Mas há, pelo menos, uma pitada cômica no meio de tanto nervosimo e ameaças veladas.


O Estadão de hoje deu um certo destaque à preocupação “ética” do esquema Cachoeira com o governo do Distrito Federal.


Os aliados de Cachoeira demonstram insatisfação não só com a questão “ética”, mas com a insistência do secretário Paulo de Tadeu (Governo) em barrar algumas nomeações e o excesso de servidores lhes dando ordens (…)


Recentemente, outro grampo revelou que o próprio Cachoeira também tinha um lado de paladino da ética:


Cachoeira – Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho por Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz!? E tudo via Policarpo [repórter da Veja].


* Dora Kramer diz que governo quer é desviar a tenção e não esclarecer a verdade.*

Sintonia Fina
-com ContrapontoPIG

10 de abr. de 2012

Abestalhado Reinaldo Azevedo ataca a WebFor

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


O abestalhado Reinaldo Azevedo está com uma inveja e um ódio danado do encontro de blogueiros progressistas , o WebFor , que acontece em Fortaleza nos dias 13/14/15 de abril. 

Será um evento grandioso, importante para a democracia, para liberdade de expressão. Pessoas inteligentes, bem informadas, bem intencionadas, vão debater a importância da comunicação social na internet. Lógico que um encontro dessa magnitude conta com patrocínio de vários órgãos públicos do Ceará. 

Esses patrocínios não são camuflados, escondidos, é tudo feito as claras. 

Não há nenhuma irregularidade, nenhuma ilegalidade nesses patrocínios voltado para o interesse público, interesse do povo brasileiro para a construção de um Brasil melhor. 

O Reinaldo Azevedo por ser uma pessoa medíocre, sem escrúpulo, um blogueiro de 5ª categoria, financiado pelo que há de pior neste país, não vai participar da WebFor. 

Para informação do abestalhado Reinaldo Azevedo, o ex ministro Dirceu foi cassado sem nenhuma prova de malfeitos, não há nenhuma gravação, nenhum vídeo, nenhum papel, cheque, documentos, nenhuma interceptação de ligações telefônica feitas pela PF que o comprometa. 

Quem o acusou, o Roberto Jefferson foi cassado por não apresentar provas de suas denuncias. 

A cassação do ex ministro Dirceu foi política, foi de fato planejada pela escória política, pelo PIG para atingir o presidente e o governo Lula. 

Por ser inteligente, um político de primeira grandeza, por ser uma pessoa que sempre lutou por um Brasil melhor, mas justo,livre, é o que ex ministro Dirceu é amado e respeitado por muitos. 

Entendeu Reinaldo Azevedo ou quer que eu desenhe? 


Sintonia Fina
- Dilma