24 de abr de 2012

Lula provoca mais ódio que Vargas

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Saiu hoje na pág. 2 da Folha


A pesquisa ajuda a acalmar a ansiedade e a espantar os fantasmas de Lula, que, nas conversas com aliados, não para de reclamar da imprensa, da oposição e da “elite”. Quanto mais Dilma acerta e cresce, mais ele alimenta a paranoia de que tentam “desconstruir a sua imagem”.


Lula está absolutamente convencido de que foi o melhor presidente da história da humanidade, mas os adversários (entre os quais inclui a imprensa) não reconhecem. Insistem em dizer que o mensalão existiu, que ele impôs ministros que Dilma teve de defenestrar e que seu governo foi marcado por uma alegre convivência com fichas-sujas e oligarcas.


Ele não suporta ver a sua criatura se tornando mais admirada do que o criador. Sente-se injustiçado, senão perseguido, e reage com mágoa e rancor. Seu apoio à CPI é resultado desse sentimento: “doa a quem doer”, ou seja, “doa ou não em Dilma”.


O Datafolha é um bálsamo para as dores de Lula, que agora pode vangloriar-se pela escolha de Dilma como sucessora e continuar sentindo-se o “mais”, o “melhor”, o “mais amado”, o “candidato dos sonhos”.


Bálsamo para Lula, alívio para Dilma, que é cheia de dedos com Lula, ouvindo-o, reverenciando-o, mantendo-o no pedestal.


O resto é questão de tempo: até 2014, o “volta Lula” deve lentamente deslizar para o “fica Dilma”. 

 

Como diz PHA:

Em recente debate na Bienal do Livro “CPI vai desmontar o ‘espetáculo’ da Globo” e  “Costa e a visibilidade do crime organizado” 

– Emir Sader ofereceu uma explicação para ódio contra Lula que habita o coração das Marine Le Pen do Brasil.

Lula desperta mais ódio do que Vargas despertou, disse Sader.
É um ódio de classe, disse Sader.
E por que ?
A elite, por meio de seus funcionários no PiG (**) e no PSDB de São Paulo, não perdoa o fracasso de Fernando Henrique e o sucesso retumbante de Lula.

Era para ser o contrário.

O cheiroso tinha que ser maior que o metalúrgico nordestino, que não tem um dedo e não fala inglês.

E não foi.

Pior: o sucessor de FHC foi Serra, um derrotado.
O de Lula, uma vitoriosa.

(Sader foi entusiasticamente aplaudido !)


Sintonia Fina

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