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23 de mai. de 2012

Na América Latina não há praticamente nenhuma liberdade de expressão



Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!






Entrevista concedida pelo presidente do Equador, Rafael Correa, ao fundador do Wikileaks Julian Assange.


JULIAN ASSANGE: Presidente Correa, como o senhor sabe, luto, há muitos anos, a favor da liberdade de expressão, pelo direito de as pessoas se comunicarem, pelo dever de publicar e dar aos públicos informação verdadeira. O que o senhor fará, para que suas reformas não acabem com a liberdade de expressão?
 
RAFAEL CORREA: Bem... Você mesmo é ótimo amostra, Julian, de como é a imprensa, essas associações como a Sociedade Interamericana de Imprensa, que nada é além de um clube de donos de jornais na América Latina. Sobre seu WikiLeaks, publicaram-se muitos livros, o mais recente dos quais é de dois autores argentinos, no qual analisam país por país, Wiki Midia Leaks. 
 
No caso do Equador, demonstra como, desavergonhadamente, os veículos não publicaram os telegramas que os prejudicavam. Por exemplo, disputas entre empresas de comunicações. E todos, afinal, decidiram não publicar suas próprias sujeiras, para não prejudicar nenhum deles. Leio para você a tradução, em espanhol, de um dos telegramas WikiLeaks que a imprensa nunca publicou no Equador.
 
RAFAEL CORREA: [lendo] “…o fato de que a imprensa sinta-se livre para criticar o governo, mas não um banqueiro fugitivo e os negócios da família do banqueiro, mostra muito sobre onde está o poder no Equador…” [Mostra as páginas do livro] E esses são os telegramas que WikiLeaks divulgou e jamais foram publicados na imprensa do Equador. Para que você entenda um pouco o que enfrentamos no Equador e na América Latina.
 
Nós acreditamos, que os únicos limites que devem pesar sobre a informação e a liberdade de expressão são os que já existam nos tratados internacionais, na Convenção Interamericana de Direitos Humanos: a honra e a reputação das pessoas; e a segurança das pessoas e do estado. Quanto a todo o resto, quanto mais gente saiba de tudo, melhor.
 
Você manifestou seu temor – o mesmo que sentem todos os jornalistas, de boa fé –, mas que não passam de estereótipos do medo de que o poder do estado limite a liberdade de expressão. Isso praticamente não existe na América Latina, praticamente não há aqui nenhuma liberdade de expressão. Fala-se só de idealizações, de mitos. 
 
Vocês precisam entender que, por aqui, o poder ‘midiático’ foi, e provavelmente ainda é, muito maior que o poder político. De fato, o poder ‘midiático’ tem imenso poder político, em função de seus interesses, poder econômico, poder social. E, sobretudo, têm poder monopolístico para informar.
 
Os veículos têm sido, aqui, os maiores eleitores, os maiores legisladores, os maiores juízes, os que criam a alimentam a ‘agenda’ da discussão social, os que sempre submeteram governos, presidentes, cortes de justiça, tribunais. 
 
Temos de tirar da cabeça essa ideia de que, de um lado, só haveria jornalistas pobres e perseguidos, empresas jornalísticas angelicais, empresas e veículos dedicados a informar a verdade dos fatos; e, de outro lado, só haveria ditadores, autocratas, tiranos que vivem para tentar impedir que a verdade chegue ao povo. 
 
Os governos que trabalhamos para fazer algo pelas maiorias, somos – nós – violentamente perseguidos por jornalistas que entendem que, por ter uma pena ou um microfone, ganhariam algum direito de vingar-se dos desafetos pessoais. Porque, muitas vezes, caluniam, mentem, injuriam exclusivamente por alguma inimizade pessoal. Os veículos de comunicação são, aqui, instrumentos dedicados a defender interesses privados.
 
É importante, por favor, que o mundo todo entenda o que se passa na América Latina. 
 
Quando tomei posse na presidência, havia aqui sete canais de televisão nacionais. Nenhum público; todos privados. Cinco pertenciam a banqueiros. Imagine a situação: eu queria tomar uma medida contra os bancos, para evitar, por exemplo, a crise e os abusos que, hoje, todos estão vendo acontecer na Europa, sobretudo na Espanha. E houve uma campanha violentíssima, pela televisão, para defender os interesses dos banqueiros empresários donos das empresas, dos proprietários dessas cadeias de televisão, todos banqueiros. 
 
Que ninguém se engane mais. Temos de esquecer essas mentiras e estereótipos de governos ‘do mal’, que vivem a perseguir valentes e angelicais jornalistas e empresas e veículos de comunicação. Com muita frequência, Julian, acontece exatamente o contrário. 
 
Essa gente travestida de jornalista vive de fazer política, só se interessa em desestabilizar nossos governos democráticos, para impedir qualquer mudança na nossa região. Porque, com mudança democrática, eles perdem o poder que sempre tiveram e ostentaram.
 
 
Sintonia Fina

24 de fev. de 2012

Agora Mr. Teixeira cai. A Globo vai junto ?

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Saiu na Folha (*):


Promotoria aponta desvio de R$ 1,1 mi do jogo Brasil x Portugal


A Promotoria (sic) acusa uma empresa ligada ao presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa-2014), Ricardo Teixeira, de desvio de 1,1 milhão do jogo amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008.


É o que informa a reportagem de Filipe Coutinho, publicada nesta sexta-feira. A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.


A Ailanto foi contratada pelo governo do Distrito Federal para realizar o jogo. Segundo a Promotoria, despesas que deveriam ser custeadas pela empresa foram pagas pela federação brasiliense.


OUTRO LADO


A assessoria de imprensa de Teixeira afirmou que ele não responde a qualquer processo ou inquérito e que não há responsabilidade da CBF no jogo feito pela Ailanto.


O advogado da Ailanto no processo, Antenor Madruga, disse que não comentaria o caso. Na ação, a empresa negou que o R$ 1,1 milhão pago pela federação brasiliense fosse obrigação dela. A Ailanto afirma que o valor pago pela federação era para “atividades distintas” às previstas no contrato. A empresa diz ainda na ação que o contrato foi cumprido.

26 de nov. de 2011

Cerra e o Plano Real: da omissão ao boicote

 O POVO BRASILEIRO FOI O QUE MENOS IMPORTOU E MUITO MENOS DEU SUA OPINIÃO

CENA I

No apartamento em Brasília de Fernando Henrique Cardoso.

Presentes, economistas do Plano Real, entre eles, Andre Lara Rezende.

(Outros nomes são omitidos, para evitar identificar a fonte deste post.)

E políticos como Tasso tenho jatinho porque posso, Ciro Gomes, Padim Pade Cerra e Mario Covas, que sobre todos ali tinha ascendencia política  e, em alguns casos, moral.

Covas, por exemplo, impediu Fernando Henrique de ser chanceler de Collor – convite que  aceitou com incontido entusiasmo, a ponto de já escolher o secretário geral do Itamaraty.

Tudo pronto para  lançar o Plano Real.

Depois de se debater com diferentes ministros da Fazenda, o Presidente Itamar Franco tinha aprovado o Plano.

Andre Lara Rezende, embora fosse um dos principais arquitetos do Plano, ao lado de Persio Arida – era o plano “Larida” – parecia ali o mais pessimista.

Não vai dar certo.

Vai provocar a maior hiper-inflação da História.

A bancada dos economistas começou a ter dúvidas.

O Itamar não vai segurar o tranco.

Sem as reformas, o Plano vai dar com os burros n’água.

E o Itamar e o Congresso não vão ter peito para fazer o que o Plano exige.

Tasso, Ciro e Covas reagiram.

Não havia alternativa.

O povo não aguentava mais a inflação.

O movimento teria de ser o inverso.

Primeiro, fazer o Plano e ganhar autoridade política para, depois, fazer as reformas.

FHC, o maior beneficiário do sucesso do Plano, dava apoio discreto.

Aí, Covas resolveu correr a mesa.

Um por um tem que votar.

E um por um votou.

A mesa correu e quando chegou à ponta, Cerra ficou calado.

Nem sim nem não.

Calado ficou e FHC, de fininho, disse “pessoal, nessa mesa tem um vinhozinho chileno bem decente, uns sanduiches, refrigerantes”.

E ia dar por encerrada a reunião, quando o Covas berrou:

Alto lá, eu quero saber o que o Cerra acha.

É porque, se o Plano fracassar, ele vai dizer que foi  contra desde o início e torpedear minha candidatura ao governo de São Paulo.

Todo mundo aqui tem que dizer o que pensa, disse Covas, uma fera !

Cerra falou baixinho: eu concordo.

CENA II

Fernando Henrique nos Estados Unidos, em frenéticas reuniões com os bancos para vender o Plano.

Os banqueiros queriam mais: uma reforma tributária.

A começar por Bill Rhodes, do Citibank, e presidente do comitê dos bancos credores.

Sem reforma tributária, nem pensar!

E, desde o Brasil, FHC anunciava uma reforma profunda, para dar consistência ao Orçamento.

Foi por falta de austeridade fiscal que o Cruzado tinha ido para o brejo – com esses mesmos ecomomistas do Real.

FHC se preparava, de manhã cedo, para ir a mais uma reunião com credores, quando sabe que nos jornais brasileiros do dia havia uma declaração do Cerra: como líder do Governo na Câmara, considerava a reforma tributária morta ao nascer.

FHC ligou para o Brasil aos gritos – o que raramente faz:

Ele quer boicotar o Plano (…!). Ele é assim: ou é ele quem faz ou ele boicota.(… !)

Cerra recebeu logo cedo de manhã uma visitinha.

Ou se desmentia ou seria destituído da liderança do Partido.

Ele se desdisse.

CENA III

FHC na presidência, pipocam no PiG (*) notas de autoria anônima com a expressao “populismo cambial”.

Designava a paridade do Real com dólar, um dos pontos centrais do Plano.

“Populismo cambial” passou a ser muito usado por colonistas (**) que chamam o Cerra assim, com intimidade: Serra.



Sintonia Fina - Conversa Afiada

2 de mai. de 2011

“Facebook é máquina de espionagem”, diz Assange


Link
Por Tatiana de Mello Dias

Em uma entrevista ao Russia Today, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, disse que o Facebook é a “mais espantosa máquina de espionagem já inventada”.

“Nas redes sociais temos a base de dados mais ampla sobre os cidadãos, suas relações, o nome de seus contatos, seus endereços, as mensagens que trocam com outras pessoas e isso tudo é alojado nos EUA, acessível aos seus serviços de inteligência”, disse ele.

Para Assange, as empresas por trás desses serviços – como o Google e o Yahoo – criaram mecanismos para facilitar o acesso dos serviços de inteligência à esse tipo de informação. “Obter uma citação ou um requerimento judicial já não é um problema. Existe uma interface de conexão já em uso. Isso quer dizer que o Facebook está sendo gerido pelos serviços de inteligência americanos? Não, não é isso. Simplesmente a inteligência dos EUA tem a capacidade legal e política para pressioná-los. É caro manejar um a um cada um dos arquivos, por isso automatizaram o processo”.

E o fundador do Wikileaks vai além: quem usa as redes sociais com frequência e convida os amigos a participarem do Facebook está trabalhando de graça para as agências de inteligência dos EUA.

Assange está aguardando sua extradição para a Suécia.

Assista ao Video:


Sintonia Fina - Esquedopata