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6 de jul. de 2012

'Homem bomba' do PSDB é convocado na CPI para explicar os '60% para o Serra' -

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!

Paulo Preto ao lado de José Serra

Controlando o governo do Estado de São Paulo desde 95, os tucanos paulistas têm bloqueado qualquer CPI estadual na Assembleia Legislativa que crie constrangimento a seus governos. Assim, centenas de fatos que exigiam investigação profunda para dar satisfação aos cidadãos, foram varridos para debaixo do tapete.
Agora a CPMI do Cachoeira, realizada no âmbito do Congresso Nacional, rompeu essa blindagem e decidiu convocar o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, para explicar os contratos com a empreiteira Delta com obras bilionária como a ampliação de pistas da Marginal do Tietê, durante o governo de José Serra. 
Por muitos chamado de “homem bomba do PSDB”, Paulo Preto tem a esclarecer outras denúncias veiculadas na imprensa desde 2010, sobre caixa 2 de empreiteiras. Seu nome aparece ligado a cifrões em papéis apreendidos durante a operação Castelo de Areia da Polícia Federal, e também sobre denúncias feitas por próprios tucanos, à revista IstoÉ, sobre um esquema de arrecadação paralela às finanças oficiais do partido, organizadas pelo próprio Preto.
Neste ano, o ex-diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot, disse em entrevista, também à IstoÉ, ter tomado conhecimento de que haveria um esquema de propinas de 8% dos valores pagos pelas obras do Rodoanel de São Paulo. E que 60% dessa propina iria para José Serra, enquanto 20% ficaria para Alckmin e os outros 20%, para Kassab.
A simples notícia da convocação de Paulo Preto no "Jornal Nacional" da TV Globo, apresentado como "um dos arrecadadores da campanha à presidência de José Serra, do PSDB", deixou o tucanato paulista em polvorosa, a ponto de intervir junto à emissora para ler, ainda na mesma edição do telejornal, uma nota do PSDB negando que ex-diretor da Dersa tinha oficialmente a função de arrecadador.
Pagot também foi convocado a depor na CPI, além do dono da Delta, Fernando Cavendish. Este, porém, não traz expectativas em seu depoimento. Seu advogado, Técio Lins e Silva, já antecipou que "ele nada tem a dizer". Todos eles deverão depor em datas ainda a serem definidas, em agosto, após o recesso parlamentar.

Palmas

Outro requerimento de convocação aprovado foi para ouvir, já na próxima terça-feira (10), o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT-TO), filmado por Cachoeira em conversa durante a eleição de 2004.
Também será convidado (e não convocado) o juiz federal Paulo Moreira Lima, que autorizou as escutas telefônicas pela Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo, e pediu afastamento do processo alegando sofrer ameaças.
Sintonia Fina - com Brasil Atual

4 de jul. de 2012

Cachoeira, oposição tucana e Globo, todos juntos, atacam só o PT

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual


Cachoeira, oposição tucana e Globo, todos juntos, atacam só o PT
A arapuca de Cachoeira em dois momentos diferentes: com Rubens Otoni e Raul Filho, ambos do PT: vazamento seletivo? (Reprodução)
Na mesma edição em que o programa Fantástico exibiu uma entrevista exclusiva com a mulher de Carlinhos Cachoeira, no último domingo, a produção da TV Globo conseguiu um vídeo de 2004 gravado pelo bicheiro, onde o então candidato a prefeito de Palmas, no Tocantins, Raul Filho (PT), caiu na arapuca de Cachoeira, quando buscava doações para campanha eleitoral.
Segundo o Fantástico, o vídeo foi apreendido na casa do cunhado de Cachoeira pela Polícia Federal, durante a Operação Monte Carlo. Porém, a notícia que correu é que foram apreendidas centenas de vídeos. Por que a TV Globo só divulgou este? É possível que a própria gente de Cachoeira tenha vazado só este vídeo, uma vez que devem ter cópias. E é possível que o motivo tenha sido mandar um recado conjunto para intimidar a bancada petista na CPI, já que os tucanos têm se esforçado para tirar o foco do bicheiro e das revistas Veja e Época.
Logo que foi preso, gente de Cachoeira vazou um vídeo semelhante com o deputado Rubens Otoni (PT-GO), também de 2004, quando ele foi candidato a prefeito de Anápolis (lado esquerdo da imagem). Curioso notar que a arapuca montada para filmar o encontro com Raul Filho é exatamente a mesma (lado direito da imagem). Gravado na mesma sala com os mesmo móveis, o mesmo quadro na parede e com a câmera filmando do mesmo ângulo. Daí fica a pergunta: quantos políticos passaram por essa sala em 2004 e quantos e quais foram filmados?
O vídeo contra Otoni só causou constrangimento, mas como ele não foi eleito prefeito, não haveria nem como Cachoeira tirar vantagem dele na prefeitura. Já Raul Filho foi eleito em 2004 e reeleito em 2008. Porém é estranho que não haja referências a ele nas interceptações telefônicas da Operação Monte Carlo, mesmo que a empreiteira Delta tenha contrato para coletar lixo com a prefeitura de Palmas.
modus operandi do esquema Cachoeira sempre foi soltar os vídeos contra quem se torna seu desafeto e não o incrimine. Foi assim com Valdomiro Diniz. Logo, é de se perguntar se Raul Filho tornou-se aliado ou desafeto de Cachoeira depois de eleito. Afinal se o prefeito de Palmas tivesse sido corrompido por Cachoeira, o bicheiro seria o corruptor, o que torna mais complicado para ele se livrar da cadeia.
Quanto ao prefeito, um advogado diria que o vídeo é inconclusivo, porque a TV Globo disse que conversaram mais de uma hora, e os trechos que foram levados ao ar (provavelmente os mais comprometedores) não chegam a incriminar, apesar de serem claramente constrangedores politicamente. Além disso, obviamente geram suspeitas de favorecimento ao bicheiro em futuras licitações.
Quem ficou pior na fita foi uma terceira pessoa que, em outra reunião, agora sem a presença de Raul Filho, fala em pulverizar o dinheiro provido por Cachoeira em cinco contas sem vínculo com campanha eleitoral, e também fala em, no futuro, "garantir aposentadoria", o que dá a entender como pedido de propina para enriquecimento pessoal.

Sintonia Fina

11 de mai. de 2012

Paulo Teixeira desmente Globo: “Delegado não absolveu Veja”

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



Na edição desta sexta-feira (11/05) do jornal carioca O Globo, mais especificamente na coluna do jornalista Ilimar Franco, figura a seguinte informação:

Pela segunda-vez na semana, um dos veículos que assumiram a defesa in limine de Veja sobre sua relação suspeita com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira tenta “matar” o assunto com declarações atribuídas aos delegados que participaram das Operações da Policia Federal Vegas e Monte Carlo.

Na terça-feira (09/05), foi o jornal Folha de São Paulo que usou depoimento de um delegado a fim de encerrar a suspeição sobre a revista. Segundo o jornal, em matéria intitulada “Relação da mídia com Cachoeira é alvo de perguntas”, consta que “No depoimento do delegado Raul Souza à CPMI do Cachoeira, o depoente, questionado se havia “matérias encomendadas” por Cachoeira na revista Veja, disse que (…) elas denotam apenas relação entre repórter e fonte”.

Diante disso, o Blog da Cidadania procurou o membro titular da CPMI do Cachoeira deputado Paulo Teixeira. A breve entrevista que o deputado pelo PT de São Paulo concedeu a esta página explica melhor mais essa estratégia desonesta de Folha de São Paulo e de O Globo para confundir o público.
Confira, abaixo, a entrevista:

Blog da Cidadania – Deputado Paulo Teixeira, os jornais Folha de São Paulo e O Globo vêm publicando notas afirmando que os dois delegados da Polícia Federal que já foram ouvidos pela CPMI que o senhor integra teriam absolvido o jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja, das suspeitas de que um e outra podem ter servido à quadrilha de Carlinhos Cachoeira. O senhor confirma essa “absolvição”?

Paulo Teixeira – Não confirmo. Primeiro, porque nenhum dos dois delegados tinha por função analisar esse assunto. Eles cuidavam de descobrir a origem do dinheiro da quadrilha que financiava suas relações com políticos e empresas. Em segundo lugar, o delegado citado pela Folha atuou na operação Vegas, em 2009, e o delegado citado por O Globo até respondeu que as gravações não mostraram que Policarpo “praticou ou participou de crime”, mas, em seguida, retificou essa informação afirmando que não tinha como afirmar isso justamente porque seu foco na investigação foi outro. O jornalista Ilimar Franco não cita a segunda afirmação, só cita a primeira.

Blog da Cidadania – Pelo que se entende, deputado, se esses delegados não podem responder a essa questão sobre a culpabilidade ou não de Policarpo e Veja, quem pode responder? Existe algum depoente que pode esclarecer essa questão?

Paulo Teixeira – Quem poderá dar essa resposta será a CPMI, investigando e esmiuçando não apenas depoimentos, mas as gravações. Só para que se tenha uma idéia do volume que há  de material a examinar e da falta de elementos dos delegados citados para responderem à pergunta sobre a culpabilidade de Veja, o delegado Matheus Mella Rodrigues, citado em O Globo, relatou que teve acesso a “apenas” 40 conversas entre Policarpo e a quadrilha, sendo que há mais de 200.

Blog da Cidadania – O senhor pode dizer se ao menos Policarpo será convocado pela CPMI para se explicar?

Paulo Teixeira – Ele será convocado, sim.


Sintonia Fina
- via Blog da Cidadania