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11 de jun. de 2012

Explica Gilmar...Qual banco emprestou R$ 8 milhões para Gilmar Mendes acalmar seu sócio?

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!




Por Paulo Salvador, da Rede Brasil Atual

Essa é a principal pergunta que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá responder com urgência. E que o Conselho Nacional de Justiça também se deve fazer. Em reportagem da revista CartaCapital desta semana, o jornalista Leandro Fortes apurou que Inocêncio Coelho, um dos sócios de Gilmar Mendes em um negócio privado chamado Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), acusou Mendes de desfalques e de sonegação fiscal.

Para resolver o suposto "litígio" com Coelho, Gilmar Mendes e seu também sócio Paulo Gustavo Gonet Branco desembolsaram R$ 8 milhões, obtidos por meio de empréstimo bancário, conforme relata o repórter: "Em uma nota lacônica, a assessoria do instituto alega que 'as irregularidades que foram detectadas' pela auditoria foram sanadas. Afirma ainda que os R$ 8 milhões pagos ao ex-sócio foram levantados graças a um empréstimo bancário'". Com o montante, afirma a reportagem, Mendes e Branco sepultaram o processo. "De onde os servidores públicos de carreira, sócios de uma empresa em estado pré-falimentar, tiraram tanto dinheiro é uma boa pergunta", prossegue Fortes.

Em oposição, a revista Veja ignora o assunto e torna-se mais uma vez um panfleto partidário de ataque a Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT. Sua seção de cartas, que recebe milhares de mensagens. publica 14 atacando Lula e o governo Dilma, outras nove enaltecendo o pastor evangélico Silas Malafaia e duas elogiando o texto "prazeroso" de Reinaldo Azevedo, blogueiro da revista costumeiramente agressivo.

Embora a capa seja a história de Elize Matsunaga, a "mulher fatal" que confessou o assassinato do marido, sua principal matéria é o julgamento do mensalão. Em "Encontro marcado com a Justiça", a revista traz de novo um enorme nariz de cera, que, na linguagem jornalística, trata-se de comentário pouco informativo e pré-julgando os acusados para reafirmar o "desespero de Lula e o tiro no pé com a CPI do Cachoeira" – para a qual Veja poderá ser convocada.

Veja destila ódio. Numa reportagem que até poderia ser honesta sobre a Rio+20, em meio à discussões sobre o planeta, ataca as terras indígenas e elogia o agronegócio. Veja SP aproveita a Parada LGBT, ignora a luta contra a homofobia que pautou vários jornais paulistanos, e sai com a reportagem "arco-iris de intrigas", sobre supostos desentendimentos entre militantes da Parada.


Sintonia Fina
- com O esquerdopata

16 de fev. de 2012

Crime sem mandante, corrupção sem corruptor

Por Sergio Lirio
CartaCapital


Inspirado pelo texto de Paulo Henrique Amorim, que reproduzimos neste site, faço um adendo à decisão da Justiça Federal de livrar o banqueiro Daniel Dantas do crime de espionagem e formação de quadrilha no caso Kroll.



O Brasil é um país onde crimes não têm mandantes e corrupção não tem corruptores, só corruptos.





Relembrem a dificuldade em levar a júri os fazendeiros que contrataram o assassino de Dorothy Stang, como se o matador tivesse acordado um dia e decidido por livre e espontânea vontade prestar um “serviço público: livrar os pobres fazendeiros paraenses da religiosa cri-cri.



O mesmo se dá agora. Certamente o pessoal da Kroll condenado pela Justiça decidiu espionar os desafetos e concorrentes de Dantas à revelia (quem sabe contra a vontade) do banqueiro. Imagino a cena: o dono do Opportunity exige de forma veemente que os serviços sejam prestados dentro dos limites da lei, mas acaba enganado pelos inconfiáveis arapongas, ávidos por bisbilhotar a vida de gente que eles mal conhecem. A inocência é uma característica da beatitude – e serve bem à intenção de muitos de transformar Dantas em um santo.



Por fim: basta qualquer investigação, no Congresso ou na Polícia Federal, se aproximar dos nomes dos corruptores privados para que a apuração seja sumariamente enterrada. Esta é, aliás, a forma mais eficiente de acabar com uma CPI.



Sintonia Fina
- O Esquerdopata