7 de abr de 2012

Dilma baixa os juros. Pela primeira vez em décadas o Brasil enfrenta Bancos (lá vem porrada)

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Desde que assumiu o governo, em janeiro do ano passado, a presidenta Dilma tem demonstrado sua preocupação com o desempenho industrial no Brasil e o crescimento econômico brasileiro.


Ano passado, a presidenta foi obrigada a conter a pressão inflacionária. Uma enxurrada de dólares invadiu o Brasil, atraída pela confiança na economia, índices altos de juros e com o desejo de imigrar os investimentos estancados nos países do centro.


Na prática, o Brasil sofreu indiretamente pela decisão dos governos dos países ricos de salvarem os banqueiros e especuladores em detrimento da massa de trabalhadores que continuaram desempregados e endividados.


O dinheiro do socorro financeiro ficou represado nos bancos e imigrou para investimentos nos países emergentes, como o Brasil.


A tarefa de estancar a alta da inflação custou caro para o crescimento econômico brasileiro que ficou muito abaixo do desejável. O governo cortou investimentos e o país quase estagnou.


Mas de todos os setores econômicos, a indústria foi a mais afetada.


O desenvolvimento da nossa indústria é fundamental para que tenhamos um crescimento robusto e sustentável.


Na indústria são gerados os empregos (formais) com maior potencial de desenvolvimento humano e onde as cadeias produtivas possibilitam um “crescimento em cascata” em diversos setores.


É um contrassenso um país com crescimento e consumo em alta com uma indústria decadente e defasada.


Muitos se dão conta das raízes econômicas da crise na indústria. Alguns têm na ponta da língua: juros altos, legislação tributária, custos trabalhistas.


Mas por que a indústria tem sido negligenciada nas últimas décadas?


Os industriais foram incapazes de construir uma representação política equivalente ao tamanho da importância econômica que o setor representa para o país.


Não se articularam politicamente como o setor financeiro e do agronegócio, por exemplo.


Pelo contrário, durante anos os industriais, por algum motivo muito estranho à simples compreensão, se aliaram ao projeto neoliberal.


O modelo que condenou a indústria a décadas de estagnação não foi enfrentado por nossos industriais que apoiaram o projeto político neoliberal, na maioria das vezes.


É um daqueles casos somente explicáveis à luz da psicologia em que o sequestrado demonstra apego e carinho pelo próprio algoz.


Semana passada a presidenta Dilma recebeu um grupo de industriais em Brasília.


Como parece ser tradicional na história brasileira, coube ao Estado “mobilizar as forças produtivas” e abrir os olhos do país para a necessidade de fortalecimento da indústria.


Nenhuma decisão de governo depende somente da boa vontade do governante.


É necessária a construção de condições políticas para que certas transformações sejam conduzidas.


Desde o governo Lula, o Estado vem fazendo esforços para fortalecer os setores produtivos da burguesia nacional.


Claro, durante anos os Estados nacionais vêm sendo cooptados pelo setor financeiro. Não é à toa que mundo afora os países estão impossibilitados de fortalecer os seus setores produtivos e contrariar os interesses do Mercado (com M maiúsculo).


Esta crise mundial, antes de ser uma crise econômica, é uma crise política.


Pois então.


As políticas do Estado brasileiro nos últimos anos ficaram restritas aos grandes setores produtivos, como o agronegócio e as grandes indústrias. As medidas de estímulo ao emprego e ao crescimento foram “focadas” nos setores automotivos e de eletrodomésticos e eletrônicos.


Mas e a pequena e média empresa?


A redução na taxa de juros nos bancos públicos foi recebida com espanto pelo setor financeiro, e por consequência necessária na velha mídia.


A influência direta da presidenta na baixa dos juros foi tratada como uma “interferência indesejável”. O mercado financeiro recebeu mal a “intromissão” da presidenta em algo que deveria ser regulado pelo próprio mercado.


Foi sem dúvida a medida mais importante da presidenta Dilma, desde que assumiu o governo no ano passado.


E já foi mandado o recado que a taxa SELIC também será pressionada para baixo.


Agora, os bancos privados terão de baixar suas taxas para competir com os bancos públicos.


As empresas e também as pessoas físicas poderão trocar suas dívidas nos bancos privados para os bancos públicos com taxas mais baixas.


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Muita gente que apoiou a eleição da Dilma em 2010 andou irritada com o atual governo.

Considera-se que a presidenta estava muito suscetível à pauta política da imprensa. A verdade é que a imprensa ocupou o espaço que deveria ser ocupado por uma oposição que aparenta ser incapaz de se articular nesse momento.


Os descontentes estão cada vez menos silenciosos.


Dilma como grande republicana, tem sentado em todas as mesas.


Mas não dá para duvidar em que lado da mesa ela está.


A presidenta é séria, firme e concentrada em seus objetivos.


Dilma começou a enfrentar os grandes interesses dos banqueiros.


Não tenham dúvidas que a retaliação está por vir.




Por favor, não deixem Dilma só!




Sintonia Fina
-com Rafael Castilho

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