21 de jan de 2012

Tomara que o PSDB ataque o Haddad com o Enem. Tomara !

O Estadão publicou entrevista com Fernando Haddad sobre sua candidatura a prefeito de São Paulo:

Haddad ofereceu uma prévia do que pretende fazer ao longo da campanha.

Primeiro, vai fugir da “calhordice”, segundo expressão de Ciro Gomes, que marcou a campanha de Padim Pade Cerra à Presidência da República.

A bolinha de papel, o aborto, a Bolsa Vagabundagem, “o Brasil que está nascendo”, o cano de Sergipe ao Ceará, o perito Bolina, o Bispo de Guarulhos, a ficha falsa da Dilma, a pseudo quebra de sigilo do Eduardo Jorge (o dos telefonemas do Juiz lalau), os brucutus da internet, os mil perdões do Bonner etc etc etc

Haddad não vai cair nessa.

Isso ele deixa para os tucanos de São Paulo, sobretudo os da cidade de São Paulo, especialistas, como se viu, na sinistra matéria.

Outro ponto da entrevista.

Tomara que os tucanos de São Paulo queiram – com a providencial ajuda do PiG (*), da Globo em especial, e da Justiça do Ceará – atacar o Haddad com ataques ao Enem.

Vão tomar uma surra.

Com o 1,2 milhão de alunos inscritos no ProUni, por exemplo.

Com a comprovação daquilo que todo pai de família de adolescente, que todo adolescente deste país já sabe: o Enem é a banda larga do acesso do pobre à faculdade.

(E olha que o Haddad não precisa falar que o Fernando Henrique baixou lei para proibir a construção de curso técnico e instalou uma universidade em oito anos de governo (?).)

Assistam à prévia da surra (é bom porque os candidatos tucanos se representam na entrevista do Estadão):

Pergunta o Estadão:

O secretário de Cultura, Andrea Matarazzo (PSDB), considerou “apavorante” sua ideia de reinventar São Paulo e foi irônico ao afirmar que nem pode imaginar o sr. usando na cidade a mesma técnica aplicada no Enem. Como o sr. responde a isso?

Graças ao Enem, nós vamos conceder, na segunda-feira, a milionésima bolsa a alunos da escola pública pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). Estamos promovendo a maior inclusão na educação superior da história do País. Eu não pretendo responder a agressões pessoais. A campanha de 2010 deve nos servir de lição para afastar a deselegância e o mau gosto.


O sr. não teme ser conhecido como o candidato dos erros do Enem?

Pode ser que seja essa a linha dos nossos adversários. Há uma tentativa de desgastar um projeto que tem 80%, 90% de aprovação, como o Enem. Da mesma maneira que tentaram macular o Bolsa Família, o PAC, o ProUni, vão tentar macular o Enem. Agora, não há no mundo um exame nacional do ensino médio que não passe pelos problemas que enfrentamos aqui. As tentativas de fraude foram abortadas pela Polícia Federal. Na China houve problemas, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França.


O novo Enem está no 3º ano e em todos eles houve problemas. Não era possível prever falhas?

Mas nós vamos ficar falando só de Enem? Há quantos anos existe o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que tem 2% do tamanho do Enem? A Polícia Federal apurou fraude em cinco edições.


Antes sobre o papel decisivo da Globo à campanha contra o Enem, o Conversa Afiada tinha publicado “Globo cancela o Enem”:

Globo consegue cancelar um ENEM


Saiu no jornal nacional desta sexta-feira reportagem que celebra – com a repórter Claudia Bom (?) Tempo -  o cancelamento do primeiro Enem deste ano.


Pela primeira vez, o Ministério da Educaçao ia realizar dois Enem em 2012, para acelerar o acesso do pobre à universidade.


A Justiça do Ceará – sabe-se lá por que – e a Globo (com o auxílio secundário do PiG (*) impresso) conseguiram dinamitar o primeiro Enem do ano.


Mantém-se o habitual, o de novembro.


A reportagem do jn tenta passar a impressão de que o Ministro Fernando Haddad cancelou o primeiro Enem de 2012 por inépcia.


(De olho na  eleição de São Paulo …)


E atenua a verdadeira causa: com a decisão (ainda que provisória) da Justiça, que dá a cada aluno o direito de ver sua prova de redação, o Ministério da Educação ( e nenhum Ministerio da Educação do mundo ) não tem condição de atender às duas demandas: um Enem daqui a três meses e providenciar o acesso a TODAS as provas de redação.


Não é de espantar.


A Globo e uma certa Justiça são inimigos do Enem por motivos ideológicos.


Tão simples quanto isso.


A Casa Grande custa a desmoronar.


PHA


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.




Sintonia Fina

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