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14 de mai. de 2012

Mulher de Gurgel confessa descumprimento de lei e ignora súmula do STF

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Terra Magazine, Sem Fronteiras
Desde  outubro de 1941 está em vigor o Código de Processo Penal (CPP).

Essa nossa lei processual penal estabelece,– ao Ministério Público e para casos de indiciados em inquérito policial que não estão presos–, o prazo de 15 dias para o início da ação penal pública incondicionada.

Ainda consoante o estabelecido no CPP, o representante do Ministério Público (Gurgel é o chefe do Ministério Público federal) pode, ao invés de propor a ação penal, (1) solicitar novas diligências policiais ou (2) pedir à autoridade judiciária competente o arquivamento dos autos de inquérito policial. Tudo isso, frise-se, no prazo de 15 dias.

Como até um rábula de porta de cadeia de periferia sabe, o procurador Gurgel recebeu os autos de inquérito referente à chamada operação Vegas no ano de 2009. Ele só tirou da gaveta o referido inquérito em 2012, depois de o jornal O Globo divulgar o conteúdo de interceptações telefônicas a envolver a dupla Cachoeira-Demóstenes e dele ser pressionado por parlamentares que leram o informado no jornal.

Contado o prazo de 15 dias com base no calendário Gregoriano (elaborado em 24 de fevereiro de 1582 e vigorante no Brasil), o prazo de Gurgel, referentemente ao inquérito Vegas, não foi cumprido.

Agora, em maio de 2012, a esposa de Gurgel, subprocuradora Cláudia Sampaio, resolve explicar em nome do maridão Gurgel. Modestamente, se auto-elogia, ao afirmar que se tivesse arquivado o inquérito tudo estaria apagado e não teríamos Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Grande e excelentíssima Cláudia Sampaio !!!!!!

Graças à sua atuação, e não a do maridão Gurgel, a impunidade não existirá. Diante disso, nem vamos lembrar Camões e o seu alerta de que “elogio em boca própria é vitupério”. Na verdade, Cláudia Sampaio deu uma banana para o CPP e até obteve o apoio de Demóstenes, que aprovou a recondução de Gurgel: em interceptação, Demóstenes diz a Cachoeira que estava a bater em Gurgel, e se opor à sua recondução, para pressioná-lo a não mexer no inquérito Vegas.

Diante dessa afirmação de ter evitado a impunidade, não se sabe em que mundo vive a subprocuradora Cláudia Sampaio, embora dê expediente no gabinete de Gurgel.

Cláudia Sampaio esquece de uma importante súmula do Supremo Tribunal Federal. Faz tabula rasa, esquecimento,  da súmula que admite a reabertura de um inquérito policial com base em fato novo.

Às pamparras, existem fatos novos na operação Monte Carlos, que resultou em inquérito policial e referente a ilegalidade por exploração de jogos eletrônicos de azar, lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência. Tudo a envolver, dentre outros, o senador Demóstenes, dois deputados, três governadores e a empresa construtora Delta.

Assim, a subprocuradora Cláudia Sampaio erra ao afirmar, sem corar a face, que:  “Se tivesse arquivado em 2009, a investigação morreria ali e não teria dado em nada”.

Será que Cláudia Sampaio já foi informada da Operação Monte Carlo, de 2012 ? Como não dar em nada ? E a súmula que admite o desarquivamento ?

Pano rápido. Alguns senadores poderiam, diante da gravidade do caso e da recusa de Gurgel em comparecer à CPMI, de pensar no artigo 52, XI, da nossa Constituição republicana. Nossa Constituição permite que o Senado casse o mandato de procurador-geral de Gurgel. Para tanto, a Constituição exige votação secreta e maioria absoluta de senadores.

–Wálter Fanganiello Maierovitch– Jurista e membro das Academia Paulista de História e Ac. Paulista de Letras Jurídicas; desembargador aposentado do TJ-SP.Colunista de CartaCapital, comentarista na CBN e


Sintonia Fina
- com O Esquerdopata

Os próximos passos da CPMI

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Luis Nassif

Dependendo do bloco governista, a CPMI de Cachoeira pretende caminhar em três linhas:




1. Governo de Goiás, depois que se formou convicção de que o crime organizado conseguiu o controle do Estado.

2. Convocação da subprocuradora Cláudia Sampaio, esposa do Procurador Geral Roberto Gurgel, para que explique o abandono da Operação Las Vegas.

3. Convocação do jornalista Policarpo Jr. Terá que explicar porque, por mais de dez anos, não apenas escondeu as ligações entre Demóstenes Torres e Cachoeira, como participou do processo de endeusamento do senador. Há convicção de que servia à quadrilha e servia-se dela.

A ideia dos parlamentares é aguardar mais tempo a fim de que a CPMI possa dispor de todas as escutas e materiais levantados. Até agora o que foi divulgado foi apenas a parte do material que serve de base para as Operações Vegas, Monte Carlo e para a representação do Ministério Público Federal. Ou seja, grampos e documentos referentes apenas às pessoas diretamente investigadas - Carlinhos Cachoeirta e outros bicheiros. Então, é um material bastante limitado. Ficaram de fora, por exemplo, todas as conversas com jornalistas.

Na CPMI considera-se que, no momento, os advogados dos réus têm mais material do que os próprios parlamentares.

O caso Gurgel

O caso Gurgel será o mais polêmico.

A Operação Las Vegas investigava políticos e não políticos. Ao bater em parlamentares, o juiz de primeira instância pediu autorização para o STF (Supremo Tribunal Federal). O pedido foi encaminhado através da PGR (Procuradora Geral da República).

Gurgel tinha três caminhos a seguir:

Podia arquivar o inquérito, por insuficiente.

Podia desmembrar, liberando as investigações para os réus sem foro especial.

Podia solicitar mais investigações, caso considerasse as provas insuficientes.

Ao não agir, paralisou toda a investigação.

Mesmo assim, é cedo para qualquer acusação contra o procurador ou membros do STF.


Ao não agir, paralisou toda a investigação.

Mesmo assim, é cedo para qualquer acusação contra o procurador ou membros do STF.



Sintonia Fina
- com O Esquerdopata

10 de mai. de 2012

Roberto Gurgel envergonha o MPF

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



Autor:  Luis Nassif

Ao não encaminhar as denúncias contra o senador Demóstenes Torres ao STF, o Procurador geral Roberto Gurgel permitiu a eleição de Demóstenes, de Marconi Perillo, atrapalhou as investigações na Operação Monte Carlo e deu uma sobrevida à organização criminosa.

Entre os seus críticos encontram-se:

1. Petistas, indignados com seu empenho contra Antonio Palocci e sua benevolência para com Demóstenes e que pretendem intimidá-lo no julgamento do mensalão.

2. Policiais experientes, sem nenhuma relação com o petismo, como Paulo Lacerda, que não aceitaram as explicações do procurador - de que não encaminhou as denúncias para permitir maiores investigações. Tivesse encaminhado a denúncia, as investigações sobre Demóstenes e outros intocáveis teriam sido aprofundadas.

3. Setores que se indignaram com as armações na Satiagraha - e que se colocaram contra estrelas do petismo que também torpedeavam a operação.

Ao tomar a parte pelo todo, atribuindo as críticas exclusivamente ao primeiro grupo, Gurgel falseia os fatos e demonstra que tem lado - o que compromete mais ainda sua imagem.

Que Merval Pereira recorra a esses argumentos falseadores, entende-se. Que o próprio Gurgel os encampe, é vergonhoso para o MPF.


Sintonia Fina