13 de mai de 2013

EM VÍDEO, LULA ANTECIPA MUNDO PÓS-AMERICANO



Previsão do escritor Fareed Zakaria, amigo e guru do presidente Barack Obama, se confirma; em lugar da hegemonia dos Estados Unidos, o que se vê é a ascensão do multilateralismo; ex-presidente Lula posta vídeos sobre política externa, na véspera de seminário do PT sobre o tema; "Assumi o País com 107 bihões de fluxo comercial e deixei a presidência com 482 bilhões de negócios entre o Brasil e o mundo", assinalou; "Valeu a pena fazer uma política externa agressiva. O multilaterialismo prevaleceu"; eleição do brasileiro Roberto Azevêdo para a OMC, semana passada, é mais um elemento de confirmação; assista aqui aos vídeos de Lula...



Em sua página no Facebook, o ex-presidente Lula postou um depoimento em vídeo sobre sua maneira de praticar política externa no período em que esteve no governo. O acento está no multilateralismo, termo empregado para definir a diplomacia feita não apenas na órbita das relações políticas e comerciais com os Estados Unidos e a Europa, mas de múltiplas relações.
Ao final do vídeo postado na manhã desta segunda-feira 13, dividido em cinco pequenos capítulos, Lula dá um número objetivo: "O fluxo comercial do Brasil quando eu assumi a presidência era de 107 bilhões de dólares", lembra. "Quando deixei a presidência foi de US$ 482 bilhões. Valeu a pena acreditar numa política externa agressiva, multilateral".
Principal agente mundial e antecipador do que o escritor americano Fareed Zakaria, amigo e guru do presidente Barack Obama para assuntos de política externa, batizou de Mundo Pós-Americano em seu livro sobre multilateralismo, Lula explica em poucas palavras sua estratégia internacional:
- Se você ler o meu discurso de posse, vai descobrir que estava na minha cabeça o multilateralismo, 'tava' na minha cabeça fortalecer a relação Sul-Sul e 'tava' na minha cabeça ter uma relação prioritária com o continente africano e América do Sul e América Latina".
No livro O Mundo Pós-Americano, Zakaria aponta para a tendência do fortalecimento das relações Sul-Sul em detrimento do centralismo dos Estados Unidos como protagonista do comércio exterior. Conselheiro  
No vídeo, Lula continuou em seu estilo:
- A relação humana você não faz por e-mail. A relação política você não faz por fax ou telefone. Uma relação política é como amor. É uma coisa química. Ou você sente uma interação entre dois seres, entre dois objetos, ou não sente.
Ele se referia à importância do contato pessoal entre chefes de nações. Lula defendeu sua prática de que outros presidentes o vissem "como companheiro e eu os visse como companheiros". Para Lula, o Ministério dos Desenvolvimento e Comércio Exterior trabalhou, em seu governo, como "um mascate":
- Estava tudo acomodado, tudo dependente do que os Estados Unidos iria fazer. Eu tinha em mente que quanto mais heterogênea, quanto mais multilateral fosse o relacionamento do Brasil, melhor.
Os vídeos de Lula são postados na véspera de um seminário organizado pelo PT em Porto Alegre, amanhã, que contará também com a presença da presidente Dilma Rousseff, sobre a política externa dos governos Lula e Dilma. Para os petistas, não poderia ser melhor o momento para esse debate. O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo foi eleito, na semana passada, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, a poderosa OMC, a partir do aumento da amplitude política dos relacionamentos do Brasil com o mundo:
- A visão do multilateralismo é a que está prevalecendo. Valeu a pena fazer uma política externa agressiva.
Assista ao vídeo abaixo:




SINTONIA FINA - @riltonsp  
com 247

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