5 de abr de 2013

CITI PODE ENTRAR NO CONTROLE DO ITAÚ


Banco administrado por Roberto Setubal é o favorito para comprar a Credicard, que pertence ao Citibank, mas o pagamento poderia ser feito com ações da própria instituição financeira brasileira; há pouco mais de duas semanas, um decreto da presidente Dilma Rousseff autorizou o aumento da participação do capital estrangeiro no bloco de controle do Itaú de 7,18% para 30%; nos próximos dias, Dilma receberá em Brasília o presidente mundial do Citi, Michael Corbat, que poderá anunciar a transação; curiosamente, o Itaú é hoje um dos inimigos públicos de uma das principais políticas do governo Dilma, que é a redução dos juros...


247 - Um dos maiores negócios globais no setor financeiro poderá ser anunciado na próxima terça-feira, quando a presidente Dilma Rousseff receberá, em Brasília, o presidente mundial do Citibank, Michael Corbat, no Palácio do Planalto. Na data, Corbat poderá divulgar a compra de uma participação acionária no Itaú Unibanco, administrado pelo banqueiro Roberto Setubal.
Por trás disso, haveria uma intrincada operação financeira. Mal das pernas no Brasil, o Citi não conseguiu ter escala para competir com os principais grupos financeiros do País, como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander e Caixa. Recentemente, o banco americano também colocou à venda a Credicard, sua administradora de cartões e as conversas avançaram mais com o Itaú do que com outros grupos financeiros.
No entanto, a operação poderá se tornar ainda maior, com o Itaú adquirindo, além da Credicard, outros ativos do Citi na América Latina, ampliando assim sua presença internacional. E, em vez de pagar em dinheiro, a operação envolveria uma troca de ações – o que contou com a ajuda governamental. Três semanas atrás, no dia 15 de março, sem explicar o porquê, o governo autorizou, por meio de um decreto presidencial, o aumento da participação estrangeira no capital ordinário do Itaú de 7,18% para 30%. A explicação seria a operação com o Citi.
Curiosamente, Setubal tem sido apontado como um dos principais opositores do governo Dilma. Ele já criticou a política de redução de juros em entrevistas internacionais, tem como economista-chefe Ilan Goldfajn, que pede abertamente que o governo promova a recessão e o desemprego para combater a inflação, e nomeou também como conselheiro o ex-ministro Pedro Malan, que hoje é um dos principais gurus econômicos de Aécio Neves.

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