4 de fev de 2013

Roberto Freire, o “PAU MANDADO”




Por Altamiro Borges

O deputado Roberto Freire, chefão do PPS, é a expressão mais escancarada do servilismo na política nacional. Desde a sua conversão ao neoliberalismo, com o fim do bloco soviético, ele se tornou um “pau mandado” da direita nativa, com generosos espaços na mídia. Ele hoje é mais serrista do que o próprio José Serra e transformou seu partido num apêndice do PSDB. Na semana passada, sem se olhar no espelho, ele esbravejou contra Ruy Falcão, presidente do PT: “É lamentável que ele seja pau mandado do José Dirceu”.

O motivo da agressão é que o dirigente petista criticou a partidarização da mídia – o que já foi reconhecido até pela ex-presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Judith Brito. Num linguajar típico dos fascistóides da Veja, Roberto Freire saiu em defesa dos barões da mídia. “Se não existisse a imprensa para dar a conhecer à sociedade todas as malfeitorias do governo lulopetista, eles já teriam implantando um regime antidemocrático no qual só valeriam as suas opiniões”, afirmou, segundo registro do sítio do PPS.

Freire também ficou indignado com as críticas de Ruy Falcão ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que tem ocupado cada vez mais o papel de ícone da oposição de direita. Acostumado a abanar o rabo diante de Serra e de outros tucanos, Freire afirmou que o presidente do PT “só criticou o procurador porque o Zé Dirceu mandou”. O PPS foi um dos partidos que encaminhou no mês passado representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) exigindo investigações contra o ex-presidente Lula.

As declarações agressivas e destemperadas de Roberto Freire só confirmam que a situação da oposição de direita no país é cada vez mais delicada. A sua valentia não demonstra força. Pelo contrário, revela fraqueza e desespero. Nas eleições de outubro passado, o PPS voltou a encolher. Na comparação com o pleito de 2008, ele perdeu 298 vereadores e 15 prefeituras. Sob o comando do caudilho, a legenda afunda e caminha para a extinção. O eleitor tem sido muito duro com a sigla do “pau mandado” da direita.

Sintonia Fina

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