4 de fev de 2013

Domingo de contrastes: Lula luta pelos trabalhadores frente aos banqueiros da crise. FHC prega submissão.


Presidente Lula em encontro com trabalhadores da Nissan USA durante conferencia da União Sindical.
Lula fará sua palestra as 19:30hs.

Fico sabendo pelos blogs sujos que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso escreveu mais um modorrento artigo no Estadão

Estarrecido vi FHC defender que a "nova" política se resume ao comportamental, como ser a favor ou contra o casamento gay, ser "verde" ou "jurássico", ser ou não ser evangélico (só faltava essa: FHC equipara escolha religiosa com escolha política, em tom de deboche generalizado contra evangélicos, porque alguns pastores e um certo José Serra procuraram usar religião na eleição de forma oportunista).

FHC tem forte recaída neoliberal ao defender que a luta política deve ignorar toda aquela coisa de discutir a apropriação das riquezas nacionais pela sociedade, o papel do Estado na economia e nas relações de trabalho, produção e uso das riquezas nacionais, concentração e distribuição de renda, de conhecimento, de informação e de poder.

Pré-sal, taxas de juros, jazidas de minérios, tarifas públicas, salários, aposentadorias, SUS, educação pública, jornada de trabalho, justiça tributária, garantia de empregos, participação nos lucros, segurança alimentar e hídrica, acesso à moradia digna para todos, igualdade de direitos de fato para todos, tudo isso, para FHC, tornou-se supérfluo ou secundário na luta política. É a essência do pensamento neoliberal: o livre mercado se auto-regularia para prover tudo sem a intervenção do estado.

Por coincidência, neste mesmo domingo, outro ex-presidente brasileiro, o presidente Lula, está fazendo justamente o contrário em Washington. Participa da Conferência de um dos maiores sindicatos de trabalhadores dos EUA. O encontro discute a agenda de prioridades políticas dos trabalhadores de lá para 2013, que serão reivindicadas junto ao legislativo estadunidense.

Quanta diferença! 

FHC pregando aos cidadãos trabalhadores abdicar da luta política como forma de melhorar suas vidas, e se conformarem com a submissão aos banqueiros do "livre mercado", que de livre não tem nada, pois hoje é controlado por espertalhões transnacionais que decidem onde colocar e tirar dinheiro, de forma a obter mais lucros, mesmo que signifique provocar crises para os outros, lucrativas para eles.

Lula continua o mesmo ativista incansável por um mundo mais justo, mais equilibrado, sem exploradores e explorados, sem os lucros exorbitantes de poucos serem conquistados às custas da ruína de milhões de trabalhadores, crianças e aposentados.

Hoje, nem nos EUA esse discurso mequetrefe de FHC em defesa da submissão ao banqueiros é aceito (a não ser pelos banqueiros). Quase todos cidadãos estadunidenses são capitalistas, mas acham que o capitalismo de lá deve ser como um navio que tenha emprego e aposentadoria decente para todos nascidos lá, mesmo que a maioria viaje na segunda ou terceira classe. O que é contestado lá, desde a crise de 2008, é 1% dos banqueiros da primeira classe lucrarem às custas da ruína dos 99% da segunda e terceira classe, que estão sendo jogados ao mar. 

Lula fez um governo onde os mais pobres saíram da pobreza, milhões entraram na classe média, o emprego cresceu, os salários cresceram, a começar pelo mínimo, tudo dentro das regras democráticas, e a maioria dos mais ricos nem tem o que reclamar, muito pelo contrário. A maioria dos empresários que trabalham e produzem de verdade nunca venderam tanto seus produtos e serviços, devido ao crescimento da renda do brasileiro e do mercado interno. É por isso que Lula é chamado para falar aos 99% de estadunidenses. Eles sonham com um governo Lula para chamar de seu. E FHC só é chamado para escrever artigos a favor dos banqueiros que representam os 1% e querem a submissão dos outros 99%.


Sintonia Fina
- via Amigos do Presidente

Um comentário:

Antonio Tadeu disse...

O PSDB está perdido desde 2003, não tem uma agenda politica, não tem um discurso de um partido de oposição e sim um discurso do ódio, do rivanchismo, quando um partido politico se preocupa com a cor da roupa do seu adversario, é porque falta argumentos sólidos.