14 de fev de 2013

PARA PSDB E PT, É HORA DE COMPARAR OS GOVERNOS





Enquanto os petistas preparam livros de bolso para comparar dados econômicos dos anos Lula e Dilma com índices do governo Fernando Henrique Cardoso, FHC revisita memórias de seu período à frente do Palácio do Planalto e tucanos como o senador Aécio Neves (MG) se apegam ao crescimento da inflação para dizer que o PT "coloca em risco a maior das conquistas dos brasileiros nas últimas décadas: a estabilidade da moeda". 
Quem ganha?

Esporte favorito entre petistas e tucanos, a comparação entre os governos do PT e do PSDB no Palácio do Planalto começa a se intensificar mais uma vez, com a chegada de nova disputa pelo comando do governo federal. A diferença, nesta nova rodada, é que os tucanos, tão incomodados pelas críticas às privatizações, parecem mais animados em defender o legado de Fernando Henrique Cardoso à frente do País. A razão? Inflação. Nesta quarta-feira, o mercado financeiro elevou pela sexta semana consecutiva a previsão de inflação para 2013.
Nota da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, dá conta nesta quinta-feira de que o PT prepara uma série de livros de bolso temáticos alusivos aos dez anos do partido no Palácio do Planalto, com a intenção de reforçar comparações de intdicadores com as gestões de FHC. Na versão petista, os melhores indicadores dos anos Lula atestam um melhor governo. São esses dados que vão animar a festa marcada pelo partido para o próximo dia 20, com presenças confirmadas de Dilma Rousseff e Lula.
Na versão tucana, contudo, o governo FHC -- que revisita suas memórias no Planalto -- se saiu bem diante da péssima situação da economia mundial (entre 1994 e 2002, a média de crescimento do mundo foi bem menor do que a média do período Lula), enquanto, apesar da boa maré, o governo do PT não teve competência para fazer o Brasil avançar o quanto poderia. Pior: agora, segundo o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o PT "coloca em risco a maior das conquistas dos brasileiros nas últimas décadas: a estabilidade da moeda".
Para o senador e pré-candidato à presidência, a atual escalada da inflação mostra o tamanho do desprezo do PT pela austeridade, além do equívoco que o governo comete ao tratar a questão inflacionária como um mal menor. "Esta é uma atitude que, aliás, faz parte da história do PT quando o partido virou as costas para o Plano Real", criticou.
"Todos sabemos que os mais pobres são mais prejudicados pela inflação. Em lugar de tanto estardalhaço nos anúncios de metas e projetos nunca alcançados ou concluídos, o governo precisa tratar com seriedade e responsabilidade essa questão tão relevante para o país", disse o tucano, para quem a inflação é o mais perverso dos "impostos", uma vez que penaliza, sobretudo, os trabalhadores de menor poder aquisitivo, corroendo o seu poder de compra. "Bons governos administram, no presente, as bases do futuro", concluiu.

Sintonia Fina

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