30 de mar de 2012

Anistia: jovens desmoralizam os militares e os partidos

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Vovô não vai levar netinho ao shopping (Foto: Antonio Scorza/France Presse)
O Sintonia Fina reproduz texto de PHA

Os jovens melaram um ato de militares no Clube Militar no Rio, que se transformou no Panteão da Tortura, nos Invalides.

Esses são os mesmos  jovens que sairam às ruas para pichar a casa dos torturadores.


Aparentemente, segundo o Globo, na pág. 13, o confronto no Rio teve a adesão de representantes do PT, PCB, PCdoB, PSOL e PDT, além de “outros movimentos sociais de esquerda”.


Mesmo assim, parece claro que os jovens foram para as ruas confrontar os torturadores do regime militar independente e a despeito dos partidos políticos.


E do PiG.


No mesmo dia em que a OEA submeteu o Brasil a uma nova sessão de vergonha e escárnio, com a abertura de processo pela morte de Vladimir Herzog, os jovens fazem o que os partidos não fizeram: rasgar a Lei da Anistia nas ruas.


(A OEA já considerou a Lei da Anistia do Brasil um deboche às normas do Direito que se respeitam no mundo civilizado. E isso, amigo navegante, apesar da inesquecível defesa da Lei da Anistia feita, na Corte da OEA, pelo notável jurista Sepulveda Pertence. Uma página para a História da Liberdade no Brasil !)


Como se sabe, Eric Hobsbawn não se iguala aos historialistas brasileiros – que não fazem História nem Jornalismo – e muito menos aos colonistas (**) do PiG.


Mas, recentemente, Hobsbawn deu uma entrevista à BBC para explicar a “primavera árabe”.


Clique aqui para ler.


Ali, foram para a rua derrubar os tiranos os  jovens de classe média ascendente, educados, munidos de tecnologia e independente de partidos políticos formais.


Depois, como pondera meu amigo Miro Borges, presidente do Barão de Itararé (que quer um programa igualzinho ao da Folha (***) na TV Cultura), depois que os jovens forem para as ruas, quando as cabeças começarem a rolar, aí é preciso chamar os partidos.


Mas, depois.


Por enquanto, a batalha contra a Lei da Anistia do Ministro Eros Grau tem que ser travada pelos que não precisam obedecer à disciplina paralisante dos partidos.


E à mediocridade de seus líderes.


Com eles, o general Nilton Cerqueira, um dos heróis do Clube Militar, que executou o Lamarca,  pode levar levar os netinhos ao shopping, numa boa.

Sintonia Fina

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