16 de fev de 2012

Só os estrangeiros analisam o governo Dilma sem corrupção, bem diferente da nossa imprensa





 
Mulheres e o poder
 
O primeiro ano de mandato de Dilma Rousseff viu a partida de muitos ministros -todos eles homens. Ao longo do processo, a presidente manteve -e até ampliou- sua popularidade.
Começou seu segundo ano de governo com uma indicação importante. Na segunda-feira desta semana, Graça Foster tomou posse como presidente da Petrobras. 


Esta talvez venha a ser a indicação mais importante da presidente Dilma Rousseff. Representa um grande avanço para as mulheres do Brasil e mostra que Dilma pretende mesmo fazer diferença quanto à questão da diferença de tratamento entre os sexos, especialmente nos negócios, onde a resistência a que mulheres ocupem os cargos executivos mais altos continua forte. 


Nos últimos anos, a igualdade entre os sexos avançou na América Latina. Hoje, há cinco mulheres chefes de governo nas Américas -no Brasil, na Argentina, na Costa
Rica, na Jamaica e em Trinidad e Tobago. 


Dilma também indicou mulheres para postos importantes no seu gabinete. Mas, no mundo dos negócios, as mulheres continuam notáveis pela ausência, mesmo em comparação com os EUA, onde elas detêm mais de 16% dos postos nas diretorias de grandes empresas, número que, aliás, nada tem de espetacular. No Brasil, a presença feminina é de pouco mais de 5%.
Maria das Graças Silva Foster, 58, nasceu em Caratinga (MG), mas vive desde os dois anos de idade no Rio de Janeiro, onde cresceu em uma favela pobre e violenta que hoje é parte do Complexo do Alemão. 


Começou como estagiária na Petrobras e subiu na hierarquia nos 32 anos seguintes, obtendo, ao longo do caminho, diplomas em engenharia química, engenharia nuclear e um MBA, respectivamente na Universidade Federal Fluminense, na Universidade Federal do Rio de Janeiro e na Fundação Getulio Vargas. "Sempre trabalhei para ajudar a sustentar minha mãe e meus filhos, e para pagar meus estudos. A força de vontade é tudo, e não tenho medo de trabalhar." 


A Petrobras é uma das maiores companhias mundiais, ocupando a 34ª posição no ranking da revista "Forbes" sobre as 500 maiores empresas do planeta. Graça Foster foi secretária do Petróleo, Gás e Energia Renovável quando Dilma era ministra de Minas e Energia.
O desafio de Graça Foster agora é administrar e colocar em exploração os imensos ativos de petróleo offshore da Petrobras, apesar das dificuldades e das grandes despesas que sua extração acarreta. 


Graça Foster subiu pelo caminho mais difícil, e por mérito próprio. 
Ela é uma mulher muito forte. E Dilma está lhe oferecendo a oportunidade. 


Sintonia Fina - Kenneth Maxwell 

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