13 de fev de 2012

As duas mulheres mais poderosas do Brasil


Presidente Dilma Rousseff empossa Maria das Graças Foster na presidência da Petrobras, a maior empresa do país; "Venho na condição de primeira presidenta eleita no Brasil para assistir à posse da primeira mulher presidenta de uma empresa de petroleo e gás no mundo", disse, antes de fazer um afago à amiga: “Agora é tudo contigo, graciosa”


A presidente da República destacou, durante sua intervenção, o perfil técnico de Graça Foster, e exaltou a importância da posse de alguém como ela. “Conheço a capacidade que um corpo profissional meritocrático e bem formado pode representar na condução de ações, iniciativas e projetos que têm o poder de elevar a condição do nosso país, de torná-lo um país não só de grande e forte participação internacional – afirmando a sua soberania numa das áreas mais importantes, a de energia –, mas também sendo uma representação e um simbolismo para todos os brasileiros e brasileiras”, disse Dilma.


Graça

Em seu discruso, Graça Foster afirmou que possui "gratidão e fidelidade incondicional" à presidente Dilma Rousseff. Emocionada, a executiva também lembrou o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final do seu primeiro discurso oficial como principal executiva da estatal.
Em um discurso breve, Graça Foster, como é chamada a nova presidente da estatal, fez questão de agradecer a todos aqueles que estiveram ao lado dela em 30 anos de companhia, além de lembrar da passagem do ex-presidente José Sergio Gabrielli no cargo.

Para alcançar o que classificou de "maior de todos os desafios", o de assumir a presidência da Petrobras, Graça Foster contou com o apoio de todos aqueles que estiveram ao lado dela em diferentes oportunidades. Na lista, foram citados desde executivos que participaram das reuniões de diretoria até mesmo os colegas que estiveram em laboratórios, plataformas, fábricas de fertilizantes "e dezenas e dezenas de obras" em que esteve presente, segundo ela. "Devo esse momento a vocês. Um cargo que expressa o sucesso do trabalho de vocês, que estiveram ao meu lado", declarou Graça Foster.


Elogios
Como funcionário de carreira licencidado da Petrobras, o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, disse hoje (13) que a posse de Maria das Graças Foster na presidência da estatal valoriza o corpo técnico da companhia. Victer observou que a Petrobras não tinha um presidente considerado técnico desde o governo Itamar Franco. “O último foi Alfeu Valença, no governo Collor", lembrou ele.

Vizinho de Foster na Ilha do Governador, bairro da zona norte do Rio onde ambos moram, Victer disse que a nova presidenta da Petrobras, apesar de passar uma imagem de mulher de personalidade forte, “é doce". O único defeito é que ela “não é tricolor, é botafoguense”.

O diretor-geral do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, ex-presidente da Eletrobras, não crê em mudanças substanciais na gestão de Graça Foster. “É o mesmo governo”. Mas ele acredita que Foster será mais "exigente" na hora de cobrar resultados. Rosa só externou preocupação com a área de produção e exploração, cujo diretor, Guilherme Estrella, está se aposentando. “Ele teve um papel importante no uso da indústria nacional”.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquin, comemorou a posse da nova presidenta da Petrobras. “Trabalhei com Graça [Foster]. E uma excelente gestora, de uma capacidade técnica enorme. Cada coisa que ela trata, ela estuda a fundo”.

O representante dos armadores brasileiros também elogiou a mudança no comando da maior estatal do país. “Acredito muito na Graça Foster. Foi com ela que reiniciamos, junto com a presidenta Dilma Roussef, a construção naval brasileira”, disse o presidente do Sindicato da Indústria Naval (Sinaval), Ariosvaldo Rocha, que também participou da solenidade de posse de Foster. Ele se lembrou da primeira reunião que teve com as duas, em fevereiro de 2003. “Foi com elas [Dilma e Graça] que nós provamos que era técnicamente viável construir navios no Brasil”.

Sintonia Fina - 247

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