31 de dez de 2011

Miriam Leitão também aplica o conto do vigário no leitor

Dívida relativamente ao PIB, encolhe no governo Dilma.
Dívida pública explodiu no governo FHC em relação ao PIB. Miriam Leitão elogiava.
No governo Lula dívida despencou. Miriam Leitão critica.
É por querer impor essas mentiras ao telespectador que a audiência da TV Globo despenca.


A dívida do Brasil caiu para 36,6% do Produto Interno Bruto este ano. Projeção do BC é de 35,7% para 2012 (quanto menor esta relação melhor as contas públicas).

Esses números não mentem. Mostram que, dentro do possível, o governo Dilma guiou a economia com louvor em 2011, um ano difícil, devido à forte retração internacional e uma certa incapacidade das elites brasileiras produzirem o suficiente para atender a demanda do crescimento de 2010.

O fato foi que o PIB cresceu mais do que a dívida. Significa que a dívida tem menos peso na renda nacional, sobrando mais dinheiro produtivo para economia nacional.

No final das contas, isso (além da geração de empregos e distribuição de renda) é o que mais importa "na ponta do lápis".


O blá-blá-blá de Miriam Leitão para "desejar" um mau 2012 aos brasileiros.


Mas a urubóloga Miriam Leitão, da TV Globo, encerra o ano com seus tradicionais agouros de prever um mau 2012 para os brasileiros, na contra-mão da realidade, como fez uma avaliação ruim de 2011.

Na tentativa de desqualificar o sucesso brasileiro, a urubóloga tenta aplicar o conto do vigário em seus leitores, pinçando apenas os números que considera negativos, omitindo completamente a relação dívida/PIB.

Inventa de defender um déficit nominal zero, o que, com grande chances, jogaria o país em uma recessão ou estagnação. Se cortar investimentos estatais no social e na política industrial (que a urubóloga chama de custos), em tese reduziria a dívida num primeiro momento, mas o crescimento econômico iria para o vinagre, e as próprias receitas de impostos cairiam.

Com menor crescimento, menor arrecadação, maior vulnerabilidade... adivinhe de onde o governo teria que buscar dinheiro para fechar as contas? Tendo que emitir títulos e aumentando a dívida.

O resultado seria uma deterioração na relação dívida/PIB, arrastando o Brasil para a política da contaminação pelas crises internacionais, como era no nefasto governo neoliberal demo-tucano.

Cai no golpe do vigário da madame Leitão só os incautos, quando ela faz outra critica, sobre o "aumento da carga tributária". Ora, não houve aumento de alíquotas de impostos em setores produtivos nacionais (houve apenas o fim de renúncia fiscal provisória), nem para os trabalhadores, nem sobre a folha de pagamento, tanto é que a geração de empregos foi excelente durante o ano.

O que houve foi tributar o capital especulativo estrangeiro com um IOF maior, o que é bastante saudável, além de tributar pontualmente produtos importados que faziam "dumping" contra produtos nacionais, usando especulação cambial (aliás o IPI maior sobre carros importados só entrou em vigor em 16 de dezembro, mas em contrapartida o governo reduziu o IPI sobre carros nacionais).

O objetivo nem era de aumentar a arrecadação, neste caso, se bem que é bem-vinda, pois na prática reduz em parte o pagamento de juros líquido (paga-se com uma mão e com a outra recebe de volta parte do dinheiro via IOF). Mas o objetivo mais importante foi conter a queda do dólar, defendendo o Brasil da guerra cambial promovida até pelos EUA, que prejudicava a produção nacional e os empregos daqui, tornando os importados mais baratos artificialmente.

O governo Dilma, a exemplo de Lula, dirigiu com maestria essa equação. Não errou a mão a ponto de deixar a dívida explodir como fez o governo demo-tucano, nem errou a mão a ponto de estagnar a economia como também fez FHC, impedindo o crescimento da renda nacional e dos trabalhadores.

A urubóloga precisa de um computador calibrado, pois na ponta do lápis, suas contas só servem para enganar quem quer cair no conto do vigário, já tradicional no jornalismo da Globo.



Sintonia Fina
Amigos do Presidente Lula 



 "O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter"
(Cláudio Abramo)
 

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