11 de nov de 2011

O GLOBO insinua que Rio e Espírito Santo querem deixar de ser Brasil




Saiu no Globo:


Passeata em defesa dos royalties do petróleo do Rio reúne milhares de manifestantes

 

RIO e BRASÍLIA – A passeata em defesa dos royalties do petróleo do Rio começou por volta de 17h desta quinta-feira e reúne cerca de 150 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar. Os manifestantes protestam contra a mudança nas regras de partilha do petróleo, que pode causar prejuízo de R$ 48,8 bilhões aos cofres fluminenses. O cordão de isolamento que separava o governador do Rio, Sergio Cabral Filho, do povo foi rompido e autoridades já se misturavam no meio da multidão. 

 

Logo em seguida, houve um princípio de invasão na área vip do protesto. Manifestantes empurraram e derrubaram as grades de proteção da área reservada para autoridades e celebridades, na Cinelândia em frente ao Teatro Municipal, causando tumulto no local.

 

O presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), Eduardo Eugênio, disse que a passeata “Contra a Injustiça e em Defesa do Rio” é um movimento sem ligações com partidos políticos e que reúne todos os setores da sociedade.

 

- O Rio de Janeiro está se movimentado para ser a capital da reflexão do Brasil. Esse movimento não tem a ver com partidos políticos, reúne artistas, jornalistas, estudantes e cidadãos. É uma manifestação contra uma intervenção da União no Rio. Nós não podemos ficar indiferentes.

 

A apresentadora de TV Xuxa Meneghel deixou a doçura de lado ao classificar a atual proposta de redivisão dos recursos de “assalto”:

 

- Você gosta de ser roubado, assaltado, dentro de casa? Não, né? Então, essa é a importância de a gente brigar para não ser assaltado dentro de casa. Ninguém quer isso. A gente quer Justiça, sempre. Que se faça Justiça – pediu.

 

Representantes da Prefeitura de Macaé, considerada a capital do petróleo, vieram em peso e com uma faixa, onde estava escrito “O Meio Ambiente precisa da aplicação dos royalties”.

 

Já a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, criticou o evento que está sendo feito na Cinelândia. Para ela, faltou direcionamento político, já que não haverá discurso no palanque.

 

- A eficiência do evento eu questiono. Isso não é para ser um show. O evento não tem um direcionamento político, a população fica sem saber qual é a importância dos royalties. É só vir para a Cinelândia? Qual o direcionamento? Me parece que é só show – indignou-se a ex-governadora.

 

Sobre a derrubada das grades da área vip, ex-técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira conta que passou um sufoco no meio de um empurra-empurra na tentativa de invasão.

 

- Esse empurra-empurra me pareceu um jogo do Brasil X Paraguai, no Maracanã em 1979. Tinha muita confusão também – disse Parreira, lembrando que na época passou a experiência como torcedor e havia180 mil torcedores no maracanã.

 

Vieram 650 ônibus do interior do estado para a passeata. Segundo o diretor de operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, foi feito um planejamento para receber cerca de mil ônibus, mas como a quantidade foi bem menor, não foi necessário usar todos os espaços de estacionamento previstos. Ainda segundo Dinis, não há registro de engarrafamentos nas ruas e avenidas do Centro em função da grande concentração de pessoas.

 

- Para a saída dos manifestantes será adotado o mesmo esquema da chegada, com o deslocamento de 15 ônibus por vez até a Avenida Presidente Vargas para o embarque dos manifestantes em direção às cidades de origem.

 

Levantamento, inédito, foi feito a pedido do GLOBO pela secretaria de Fazenda do Estado e pelo economista José Roberto Afonso mostra que o texto do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) gera um prejuízo de R$ 48,8 bilhões com os royalties aos cofres fluminenses, que já estarão perdendo R$ 64 bilhões pelas regras do ICMS para o petróleo e outros R$ 13 bilhões pelo sistema de rateio do FPE, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A concentração já reúne representantes da sociedade civil, servidores públicos e personagens folclóricos. Usando seu corpo como outdoor, Luiz Amâncio, também conhecido como o “homem do patinete”, está entre os manifestantes.

- Venho aqui desde as “Diretas Já” e não poderia deixar de vir agora para lutar pelo nosso petróleo – disse Amâncio.

Com 63 anos, dos quais os últimos 30 percorrendo a cidade sobre patinete, ele e outros manifestantes aproveitaram o evento para pequenas performances. É o caso de um desconhecido, que preferiu não se identificar e estava fantasiado como o personagem The Flash.

 

Sintonia Fina

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