23 de jul de 2013

Dilma e Barbosa, as biografias dizem tudo

Dilma e Barbosão: cada vez mais distantes

Os trechos das biografias de duas personalidades que foram destaque nas redes sociais ontem (22), reproduzidas abaixo, foram tiradas da mesma fonte, a Wikipédia.




Joaquim Barbosa, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, novamente foi notícia, desta vez não por ostentar sua riqueza material, mas por mostrar, publicamente, ao rejeitar um protocolar cumprimento à presidente da República, Dilma Rousseff, que recepcionava um chefe de Estado, o papa Francisco, toda a sua pobreza mental.


A comparação das biografias dos chefes dos poderes Executivo e Judiciário deve bastar para acabar com qualquer dúvida sobre o que pensam da vida, das relações humanas e do exercício do poder, Dilma e Barbosa.


Barbosa, de família pobre, estudou, foi ao estrangeiro, fez carreira no Judiciário, pensou em si o tempo todo. É o típico "self made man" glorificado pelo cinema americano.


Dilma, de família da classe média, lutou contra a ditadura militar, foi presa e torturada, e depois reconstruiu sua carreira, trabalhando anos na administração pública.


Os dois têm algo em comum: Barbosa foi indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal; Dilma foi ministra de Lula e indicada por ele e pelo PT para sucedê-lo.
Depois do episódio de ontem, tudo indica, Barbosa e Dilma ficarão ainda mais distantes.
Ele porque acha que pode ficar no lugar da presidenta e elevar ainda mais o seu status social, a sua biografia, usando os artifícios que puder.


Ela porque é uma pessoa obstinada em levar adiante um projeto de país menos desigual econômica e socialmente.


As diferenças entre Barbosa e Dilma podem ser observadas claramente no resumo de suas biografias:

Joaquim Barbosa
Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. 


Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado. Foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia e, após, foi advogado do Serpro (1979-84).


Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e 1993.


Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro licenciado em 2006.5 Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003).


Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade. 


Foi indicado ministro do STF por Lula em 2003. Joaquim Barbosa é o primeiro ministro reconhecidamente negro do STF, uma vez que anteriormente já compuseram a Corte um mulato escuro, Hermenegildo de Barros, e um mulato claro, Pedro Lessa.

Dilma Rousseff
Dilma Vana Rousseff (Belo Horizonte, 14 de dezembro de 1947) é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), e a atual presidente da República Federativa do Brasil.


Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia, e posteriormente, da Casa Civil. Em 2010 foi escolhida pelo PT para se candidatar à Presidência da República na eleição presidencial, sendo que o resultado de segundo turno, em 31 de outubro, tornou Dilma a primeira mulher a ser eleita para o posto de chefe de Estado e de governo, em toda a história do Brasil.


Nascida em família de classe média alta, interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância, integrou organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar, como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). 


Passou quase três anos presa entre 1970 e 1972, primeiramente na Operação Bandeirante (Oban), onde passou por sessões de tortura, e, posteriormente, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).


Reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde, junto a Carlos Araújo, seu companheiro por mais de trinta anos, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e participou ativamente de diversas campanhas eleitorais.


Exerceu o cargo de secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre de 1985 a 1988, no governo Alceu Collares. De 1991 a 1993 foi presidente da Fundação de Economia e Estatística e, mais tarde, foi secretária estadual de Minas e Energia, de 1999 a 2002, tanto no governo de Alceu Collares como no de Olívio Dutra, no meio do qual se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2001. 


Em 2002, participou da equipe que formulou o plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para a área energética. Posteriormente, nesse mesmo ano, foi escolhida para ocupar o Ministério de Minas e Energia, onde permaneceu até 2005, quando foi nomeada ministra-chefe da Casa Civil, em substituição a José Dirceu, que renunciara ao cargo após o chamado escândalo do mensalão.


Em 2009, foi incluída entre os 100 brasileiros mais influentes do ano, pela revista Época e, em novembro do ano seguinte, a revista Forbes classificou-a como a 16ª pessoa mais poderosa do mundo. Em 2011 estava incluida na lista das 100 personalidades mais influentes do planeta pela revista Time, como a terceira mulher mais poderosa do planeta e 22ª pessoa mais poderosa do mundo pela Forbes. Ainda, recebeu o Woodrow Wilson Award, dedicados a líderes de governos dedicados a melhorar a qualidade de vida de seu país e ao redor do mundo.


Rousseff foi a primeira mulher a abrir a Assembleia-Geral da ONU em 2011 que foi realizada em Nova Iorque.



A SINTONIA FINA - @riltonsp  

com Crônicas do Motta



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