10 de mai de 2013

O que é pior: jogar napalm ou anistiar quem jogou napalm ?

Fonteles também quer tirar a Comissão da caverna



Antes de ler sobre essa notícia revoltante, lembre-se que o Ministro Marco Aurélio (Collor de) Mello disse ao Kennedy Alencar que o Golpe de 1964 foi “um mal necessário”; e que o Supremo anistiou a Lei da Anistia e os lançadores de napalm, em inesquecível relatoria de Eros Grau:

Novos documentos afirmam que Exército usou napalm no Araguaia


Relatório de 1972 diz terem ocorrido, pelo menos, três bombardeios

BRASÍLIA e RIO – Relatórios da Comissão Nacional da Verdade divulgados nesta quinta-feira atestam que o Estado usou força desproporcional na ação militar de repressão à Guerrilha do Araguaia. Para a comissão, o Estado promoveu uma eliminação sumária e total dos militantes do PCdoB, que dispunham de armamentos obsoletos para o confronto.

De acordo com um relatório feito em novembro de 1972 pelo tenente-coronel Flarys Guedes Henriques de Araújo, em pelo menos três bombardeios da Guerrilha, o Exército fez uso de napalm. As missões pretendidas pelo CMP aqui mencionadas no item 1 foram executadas no decorrer das operações; há a acrescentar àquele repertório o bombardeio de três áreas com bombas napalm e de emprego geral, informa o relatório.

Há a comprovação do uso de napalm em três operações. Uma coisa terrível afirmou o conselheiro da Comissão Verdade Cláudio Fonteles, autor dos trabalhos divulgados ontem.

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