23 de mai de 2013

GILMAR ( O GRILO FALANTE DO PIG ) VIRA COMENTARISTA POLÍTICO: "GIGANTISMO"




Não consta que o juiz Gilmar Mendes, do STF, seja um especialista em gestão pública; mas em seminário sobre direito administrativo e administração pública, nesta quinta-feira, ele se deu a falar sobre o assunto; "Há um gigantismo, muita burocracia", disse ele, sobre o ministério do governo Dilma, hoje com 39 pastas; pela posição que ocupa, deu a impressão de que, sem nada mais importante para fazer, quis envolver poder Executivo na sua cruzada contra o Legislativo; vai conseguir?

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes não é comentarista político nem especialista em gestão pública. Mas nesta quinta-feira 23, ao abrir o 3º Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública, em Brasília, ele fez sua crítica à gestão da presidente Dilma Rousseff.
Segundo Gilmar, há um "gigantismo" no ministério do governo atual, o que seria um exemplo de "burocracia". Gilmar Mendes defendeu, em sua fala, que é preciso mais eficiência na administração. "Há um gigantismo, muita burocracia", declarou. A afirmação foi uma crítica ao atual ministério, composto por 39 pastas.
A 39ª pasta criada pelo governo Dilma, a da Micro e Pequena Empresa, recebeu duras críticas, pois teria, de acordo com a oposição, o simples propósito de incluir o PSD, partido do ex-prefeito Gilberto Kassab, na base do governo federal. O intuito seria acordar apoio para as eleições de 2014. A Secretaria, com status de ministério, foi entregue a Guilherme Afif Domingos, que também é vice-governador do tucano Geraldo Alckmin, em São Paulo.
Pela posição que ocupa, como ministro do Supremo, Gilmar Mendes deu a impressão de que, sem nada mais importante para fazer, quis envolver o poder Executivo na sua cruzada contra o Legislativo, justamente num momento em que o clima ficou tenso, após críticas feitas pelo presidente da Corte, Joaquim Barbosa, de que o Congresso é submetido ao Planalto.
Embargos
Ainda no seminário, Gilmar Mendes afirmou que os recursos impetrados pela defesa dos réus do chamado 'mensalão' devem ficar para o segundo semestre, confirmando o que disse ontem Joaquim Barbosa. "Muito provável que, pelo andar da carruagem, já estamos nos avizinhando do recesso de julho, que isso fique para agosto", disse o ministro, de acordo com a Folha de S.Paulo. Segundo ele, o tema é muito complexo e exige cuidado.

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