18 de abr de 2013

A covardia rabo preso (SF) do Banco Central


O maior feito do governo Dilma até agora, a queda das taxas de juros para níveis civilizados, preparando o Brasil para uma nova era de desenvolvimento produtivo, está agora em risco.


Aumentar 0,25 ponto percentual a Selic, como o Copom determinou em sua reunião de ontem, sob a justificativa de que a inflação é resistente e disseminada, e a conjuntura econômica internacional inspira cuidados, pode parecer pouca coisa.
Não é.

O aumento insignificante para causar algum efeito nos preços indica que o Copom - leia-se o Banco Central - se rendeu à artilharia pesada dos agentes do sistema financeiro - economistas e jornalistas - que vem sendo disparada desde que o juro básico foi reduzido.

Os bancos nunca se conformaram em ter de mudar seus hábitos de ganhar muito dinheiro sem fazer praticamente nada.
E, por isso, não descansaram até criar no país um clima assustador, que culminou com o perigosíssimo ataque dos tomates assassinos.

Há quem diga o contrário, que o aumento desse minúsculo 0,25 ponto percentual indica que o Banco Central está sim atento ao perigo de a inflação sair do controle, mas não recebe ordens do tal mercado.

Eu, por mim, fico com a interpretação de que o Banco Central, a chamada "autoridade monetária", foi covarde e capitulou, sim, às vozes tonitroantes do rentismo.

Ora, se o corte determinado pelo Copom, como dizem todos os entendidos, não terá nenhuma influência sobre o futuro da inflação, por que então foi feito?

Agora, não basta que a presidente Dilma faça discursos repelindo com veemência a volta da farra dos juros altos.
É preciso que o seu governo indique, de fato, que esses tempos inglórios fazem parte do passado que 99,9% dos brasileiros querem esquecer.

Juro alto é a píor coisa que pode existir para a saúde de um país.
Tanto que só há uma espécie de pessoas que o defenda: o rentista, o agiota, o especulador financeiro.

Gente que está pouco de lixando para o futuro do Brasil.


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