21 de mar de 2013

REQUIÃO: CRÍTICOS DA ECONOMIA SÃO "FANTASMAS"


Senador paranaense desfere ataques a críticos da gestão econômica de Dilma, como os irmãos Luiz Carlos e José Roberto Mendonça de Barros, além de banqueiros e ex-presidentes do Banco Central; ele fala ainda de "especialistas" ouvidos todos os dias pela Globonews e pela CBN, e editorialistas de "jornalões", apresentadores e comentaristas; e por fim questiona: "Quem se habilita a montar, com seriedade, um programa para o Brasil?"

Agência Senado - Ao discursar em Plenário nesta quarta-feira (20), o senador Roberto Requião (PMDB-PR) ironizou críticos da gestão de Dilma Rousseff, como os irmãos Luiz Carlos e José Roberto Mendonça de Barros, a quem chamou de "fantasmas". O senador disse que banqueiros, ex-presidentes do Banco Central e "notáveis da oposição" também fazem parte dessa "finíssima coleção de espectros".
Requião lembrou que Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES e ex-ministro das Comunicações no governo de Fernando Henrique Cardoso, afirmou recentemente que Dilma impôs "condições inaceitáveis" às concessionárias privadas. O economista José Roberto, por sua vez, teria feito críticas à forma como o governo vem lidando com o setor elétrico.
– As reprimendas foram tão incisivas que, assustado, vieram-me à lembrança aqueles anos, entre 1995 e 2002, quando o Brasil quebrou três vezes e não foi possível ver todos os estragos da débâcle porque houve um apagão – recordou o senador.
Requião destacou que o "coro financeiro é encorpado agora por notáveis da oposição, 'especialistas' ouvidos todos os dias pela Globonews e pela CBN e por colunistas multiuso que nada entendem de tudo". Também se comportam da mesma maneira, segundo Requião, editorialistas de "jornalões", apresentadores e comentaristas de televisão, economistas e analistas de mercado.
Contabilidade criativa
Ao rebater as críticas da oposição que acusam o governo de usar uma "contabilidade criativa" para chegar ao superávit primário registrado em 2012, Requião citou argumento apresentado pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo (em artigo escrito com Júlio Gomes de Almeida): "Não é novidade o uso de receitas não recorrentes para engordar o superávit primário. Assim foi feito nos anos 1990, na 'era das privatizações'. Isso não impediu a escalada da dívida pública entre 1995 e 1999. Nesse período, a dívida saltou de 28% do PIB para 44,5%".


– Estarreço-me com a revelação. Contabilidade criativa nos dois períodos do governo tucano? O PSDB também fez isso? Não posso acreditar – ironizou Requião.
Por outro lado, o senador frisou que também tem críticas à atuação do governo. Ele disse que não se sente aterrorizado com a "contabilidade criativa", e sim com a "ideologia do superávit primário"; não se preocupa com o aumento da inflação, mas com a corrosão da base industrial do país; não se incomoda com o crescimento da inadimplência, mas com "a fragilidade de uma política econômica ancorada no consumo, no crédito consignado e na exportação de commodities"; não se assusta com a expansão dos gastos públicos, e sim com a paralisia das obras de infra-estrutura e a "lentíssima" execução do Orçamento da União; não se apavora com o desacordo em relação às metas econômicas, mas com as próprias metas, "camisa-de-força imposta pelo mercado"; entre outras questões.
– Quem se habilita a montar, com seriedade, um programa para o Brasil? - questionou, ao concluir seu discurso.
SINTONIA FINA

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