15 de mar de 2013

Indignação: congressistas voltam a manobrar para aumentar seus salários


Por: Helena Sthephanowitz

No dia 27 de fevereiro, a Câmara dos Deputados aprovou em Brasília o projeto que determina a extinção dos benefícios aos senadores e deputados federais o fim do 14º e 15º salários,  que deveria  gerar uma economia anual de R$ 960 mil. Os dois salários,  eram de R$ 20 mil cada,  sempre pagos em 20 de dezembro (o 15º) e em 20 de fevereiro (o 14º). E com um detalhe: os deputados e senadores  não pagavam imposto de renda.
A farra das remunerações extras com dinheiro do contribuinte e, ainda por cima, o não pagamento do Imposto de Renda sobre o montante, fez com que a Receita deixasse de arrecadar R$ 8,4 milhões, considerando os oito anos de mandato de cada senador.

 Os cidadãos brasileiros acostumados  a pagar a  mordomia dos nossos parlamentares, mal tiveram tempo de comemorar o alivio no bolso. A notícia está no jornal Correio Braziliense: os parlamentares querem é mais. Congressistas acabaram com os 14º e 15º salários, mas pretendem aprovar reajuste salarial que aumenta gastos em R$ 33,3 milhões até 2014. 

A proposta é do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP).
Eles pretendem compensar fim dos salários extras equiparando o vencimento de deputados e senadores ao dos ministros do STF. Ou seja, com  a aprovação do fim do 14º e do 15º salários há 11 dias, o que era para ser uma economia de R$ 31,7 milhões aos cofres do Congresso nos próximos dois anos corre o risco de se transformar em custo extra de R$ 33,3 milhões até o fim de 2014.

Mordomia

Segundo relatório divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 18 de fevereiro,  o custo anual por parlamentar no Brasil é de US$ 7,4 milhões. Apenas o Congresso dos EUA gasta mais anualmente com seus representantes: US$ 9,6 milhões por parlamentar. A verba total anual brasileira para o Congresso é de US$ 4,4 bilhões (cerca de R$ 9 bilhões), para 594 congressistas (entre deputados e senadores).
Para votar um aumento de 92% em seus salários, basta a votação na mesa e no máximo das lideranças partidárias. 

Para acabar com seus 14º e 15º salários, foi preciso votação em plenário. Esses deputados legislam em causa própria, usurpam o erário público e jogam a votação que recebem dos eleitores na lata do lixo. E muitos ainda continuam votando nessa gente, que, está apenas interessada em enriquecer ilicitamente e acaba passando o exemplo distorcido e imoral para os políticos mais novos que, perdem totalmente a noção inicial de idealismo porque, percebem a facilidade para também se manter neste esquema abusivo e o que acontece é que não existe uma renovação decente no quadro de políticos eleitos.

Indignada

Excelentíssimos senhores Deputados e Senadores, se disser que fiquei surpresa estarei mentindo. Não esperava algo diferente de Vossas Excelências que há anos não fazem outra coisa que não trabalhar arduamente em prol dos vossos interesses, em detrimento da nação brasileira. Por outro lado, causou-me espécie não o ato, que como já mencionado, é típico de Vossas Excelências, acostumados que estão a olhar com tanto afinco apenas para os vossos umbigos, mas a desfaçatez, a total desconsideração, a verdadeira escarrada na face do eleitor/contribuinte proporcionada pelos nobres parlamentares .

Talvez Vossas Excelências tenham tomado tal providência acreditando, diante dos resultados do último pleito, que o povo brasileiro está ao seu lado, que pode ser conduzido mansamente sem de nada reclamar. Se é este o parecer de Vossas Excelências, sugiro que ocupem o tempo ocioso de um dos dois períodos de férias que gozam durante o ano para se dedicarem um pouquinho ao estudo da história de nosso país, a fim de que possam concluir como estão enganados.

Votem os projetos que estão na Câmara, façam algo útil para o povo. Tomem vergonha na cara. A resposta da Nação aos seus atos está cada dia mais próxima, o povo não aguenta mais tanto desprezo aos seus anseios. Peço licença, para finalizar a mensagem, tendo em vista que - diferentemente de Vossas Excelências - tenho de voltar ao trabalho para garantir que eu tenha recursos financeiros, devidamente tributados, pagar os seus salários.

SINTONIA FINA

Um comentário:

Jorge André Doro disse...

Tenho vergonha desta merda de Païs