16 de mar de 2013

EUA continuam financiando planos golpistas contra Cuba




O Ministério de Relações Exteriores de Cuba denunciou, nesta sexta-feira (15), que os Estados Unidos destinaram 205 milhões de dólares, entre 1996 e 2011, para propagandas dedicadas a promover um golpe de Estado em Cuba.

O Escritório de Auditoria do governo dos Estados Unidos (Gao, por sua sigla em inglês) informou que Washington utilizou este dinheiro para “programas subversivos feitos por instituições oficiais, para buscar a queda do Executivo” da ilha. O documento revelou que o 87% dos recursos foram usados entre 2004 e 2012, período em que a Casa Branca esteve dirigida por George Bush [segundo mandato] e Barack Obama [primeira gestão].

Esta quantia, no entanto, não contempla os 30 milhões de dólares que financiam as transmissões subversivas e ilegais para Cuba da Rádio e TV Martí. Além disso, a chancelaria cubana ressaltou que não se contabilizam os fundos orçamentários dirigidos secretamente para programas e atividades da comunidade de inteligência que vão para a política cubana, assim como o que o Executivo norte-americano poderia usar em segredo. 

“A soma de todos esses fundos daria a medida real dos esforços que o governo dos Estados Unidos ainda faz para sustentar uma política fracassada, a custa do contribuinte”, indica o texto. A entidade cubana expõe também que o objetivo dos fundos são “as mãos das desprestigiadas organizações contrarrevolucionárias e os setores mais recalcitrantes da ultradireita de Miami”. 

De acordo com o relatório em questão, sob o mandato de Obama, a Usaid e o Departamento de Estado concentraram o outorgamento de dinheiro para os programas subversivos contra Cuba, para organizações com presença mundial ou na América Latina. 

Neste sentido, a chancelaria destacou que os esforços estão enfocados em conseguir que os recursos cumpram sua tarefa final, que não é outra do que promover a “mudança do regime” em Cuba. 

As autoridades cubanas sustentam que o relatório evita identificar quais são as organizações ou programas financiados, dando a entender que se trata de operações ilegais. “Pelo contrário, ressalta as ações do governo dos Estados Unidos para aperfeiçoar a tentativa encoberta e o mascaramento de seus planos”, destacou a chancelaria em seu comunicado. 

Segundo Havana, outro distintivo desses programas subversivos foi “a ênfase para os projetos vinculados ao uso das tecnologias das comunicações, a criação dos blogs e a ampliação do uso das redes sociais, via internet”. 

Inclusive, o governo cubano defende que se pretende influenciar nos círculos não mencionados no relatório, como os homossexuais, profissionais, intelectuais e artistas. Por último, a chancelaria se pregunta até quando Washington vai continuar gastando o dinheiro de seus contribuinte em planos golpistas, no lugar de “responder as expectativas de uma relação construtiva e respeitosa entre ambos países”. 

Fonte: TeleSur


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