4 de fev de 2013

O XEQUE-MATE SENIL DE FHC



Cadu Amaral

Quanto uma pessoa pode contemplar a pequenez? Fernando Henrique Cardoso (FHC) em seu artigo publicado em três de fevereiro em O Globo relata uma conversa entre ele, Serra e Roberto Schwarz, da USP. Entre os temas, o comparativo entre seus governos e os de Lula, sobre o PT e a esquerda, na teoria e na prática.

Uma conversa a três em restaurante me São Paulo. Provavelmente um lugar fino, desses que um copinho de arroz custa pelo menos R$ 50,00.

FHC diz que deu um “xeque-mate” na conversa ao falar do “mensalão”. E o Serra teve o disparate de falar em desindustrialização e de aparelhamento do Estado com o nosso índice de desemprego em 4,6%.

Marcos Valério entrou para a vida política – financiando campanhas eleitorais em caixa 2 – com o PSDB em Minas Gerais. O que somente comprova a necessidade de uma reforma política. Se FHC tivesse ao menos consideração por seu passado acadêmico – mesmo com acusações de plágio – pautaria esse tipo de debate e não repeteco do pseudomoralismo da mídia.

O governo FHC, tendo Serra como timoneiro, privatizou tudo que deu para privatizar. E denúncias não faltam de enriquecimento ilícito seu e de membros de sua família.

Mas independente dos devaneios e do oportunismo à parte no discurso oposicionista, é o fato de FHC não fala para ninguém além de sua própria turma, e não fosse a “grande imprensa” a lhe dar suspiros de notoriedade, nem mesmo os tucanos se lembrariam mais dele.

Enquanto conversas em restaurantes de FHC viram artigos de destaque para levantar defunto nos “jornalões”, Lula viaja o mundo para defender suas teses. É contemplado por povos e governos de todo o globo.

FHC, a cada dia, vira nota de rodapé da História.

Nem mesmo em campanhas eleitorais os candidatos do PSDB querem ter sua imagem associada a ele. Até o Serra em 2010 tentou se associar a Lula.

A última palestra de Lula foi nos Estados Unidos. Lá falou para sindicalistas. Defendeu que se candidatem a cargos eletivos, que participassem da vida política. Indiretamente ao contar sua história, defendeu que criassem um partido. E ainda mandou recado para o Obama. “O presidente Obama têm de ouvir vocês”.

Nunca antes na História estadunidense um peão de fábrica disse o que o presidente tinha o que fazer. Ainda mais um peão de um país da América latina. Mesmo esse peão sendo ex-presidente desse país.

Aliás, jamais um presidente de um país latino-americano ousou dizer nada que não fosse “sim, senhor” aos presidentes dos EUA.

Isso não vira destaque nos “jornalões”. Conversas em restaurantes, sim. Ainda tem gente que se queixa quando afirma que a “grande imprensa” não mostra a realidade do Brasil.

Antes dos EUA, Lula foi a Cuba e países caribenhos. Antes disso esteve na França. À medida que ele roda o planeta debatendo soluções para os problemas globais, FHC regozija-se na mentira criada pela mídia usando sua imagem.

Ele acredita na balela criada para lhe fazer parecer algo que não é.

Xeque-mate quem deu foi a vida em FHC. De ex-presidente a espectro de um passado que não pode voltar. Que o povo não quer que volte.

Sintonia Fina

Um comentário:

Antonio Tadeu disse...

FHC ganhou a eleição 2 vezes por ter um trunfo nas mangas (plano real), que nos custou caro mais tarde, hoje, ele não tem nada, nem discurso!