7 de jan de 2013

FMI CHAMA OS NEOLIBELÊS ÀS FALAS. COITADA DA URUBÓLOGA !

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Eles querem fechar o país e depor o poder incumbente com as ideias dos que o Delfim chama de “econofísicos”.

O Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman, colunista do New York Times, escreveu nesta segunda-feira um artigo de título “O Grande Fracasso”.

O grande fracasso é o do pensamento neolibelês (*) – esse que venceu a batalha ideológica e conseguiu impor à União Européia e aos Estados Unidos o equívoco de cortar os gastos para sair da recessão.

Os gastos foram cortados na carne e a recessão se aprofundou.

É a receita que os neolibelês (*) locais querem impor à Dilma com a lorota do “estelionato fiscal”.

Como nos Estados Unidos, os neolibelês do Tea Party tupiniquim tem uma agenda secreta.

Fechar o país e depor o poder incumbente com as ideias ultrapassadas dos que o Delfim Netto chama de “econofísicos”. 

(Ele também costuma dizer – ainda que negue peremptoriamente em público – que “jornalista de economia não é um nem outro”.)

Krugman acabou de chegar da reunião anual da Associação Americana de Economia, em San Diego, Califórnia.

E escreveu essa peça imperdível no New York Times: http://www.nytimes.com/2013/01/07/opinion/krugman-the-big-fail.html?hpw

Ele começa por desmontar essa “lógica” neolieblês, que consiste em comparar a Economia de um país a uma casa de família: um país não pode gastar mais do que tem.

Como as casas de família.

Balela.

Diz ele:

Uma família pode decidir gastar menos e tentar aumentar a renda.

Mas, na economia como um todo, gastos e rendas andam de mãos dadas.

O meu gasto é a tua renda.

O teu gasto é a minha renda.

Se alguém resolve cortar os gastos de um país ao mesmo tempo, a renda vai cair e o desemprego explodir.

Simples, não, amigo navegante ?

E o FMI com isso ?

Quando o FMI trabalhava para os bancos, obrigava os países endividados a cortar, cortar e privatizar – então, o FMI era o máximo !

Era Meca !

Os neolibelês do mundo inteiro se abaixavam em direção a ele.

Os países quebrados não podiam tocar suas empresas e o jeito era vender aos bancos – ou aos clientes dos bancos.

Foi assim que o Cerra passou a Vale do Rio Doce nos cobres, segundo o testemunho insuspeito do próprio Fernando Henrique .

A Urubóloga, então, anunciava com orgulho que o Brasil conseguia entrar no FMI enquanto a Argentina, não !

Era no Governo cinzento do FHC.

Krugman agora observou que o mais interessante dessa convenção foi o economista-chefe do FMI, o americano Olivier Blanchard reconhecer que os programas de austeridade tem um efeito depressivo sobre as economias debilitadas.

E seus efeitos negativos são piores do que se imaginava.

Adotar um programa de austeridade prematuramente foi um erro terrível.

Krugman lamenta que poucos tenham a coragem de reconhecer o erro – como faz agora o FMI: The truth is that we’ve just experienced a colossal failure of economic policy — and far too many of those responsible for that failure both retain power and refuse to learn from experience. 

A verdade é que assistimos a um erro colossal de política econômica – e muitos dos responsáveis por ele se mantem no poder e se recusam a aprender com a experiência. 

É essa a turma que se reúne com o Ronaldo, o Fenômeno, no apartamento do Aécio, no Rio, sob a orientação do Supremo Guru, o Farol de Alexandria, aquele que iluminava a Antiguidade e se destruiu no terremoto chamado “Lula”. 

For an economy is not like a household. A family can decide to spend less and try to earn more. But in the economy as a whole, spending and earning go together: my spending is your income; your spending is my income. If everyone tries to slash spending at the same time, incomes will fall — and unemployment will soar. 

Of the papers presented at this meeting, probably the biggest flash came from one by Olivier Blanchard and Daniel Leigh of the International Monetary Fund. Formally, the paper represents the views only of the authors; but Mr. Blanchard, the I.M.F.’s chief economist, isn’t an ordinary researcher, and the paper has been widely taken as a sign that the fund has had a major rethinking of economic policy. 
For what the paper concludes is not just that austerity has a depressing effect on weak economies, but that the adverse effect is much stronger than previously believed. The premature turn to austerity, it turns out, was a terrible mistake. 
I’ve seen some reporting describing the paper as an admission from the I.M.F. that it doesn’t know what it’s doing. That misses the point; the fund was actually less enthusiastic about austerity than other major players. To the extent that it says it was wrong, it’s also saying that everyone else (except those skeptical economists) was even more wrong. And it deserves credit for being willing to rethink its position in the light of evidence.

http://www.aeaweb.org/aea/2013conference/program/meetingpapers.php
Jan 04, 2013 10:15 am, Hyatt, Elizabeth Ballroom H 
American Economic Association 
Effects of Fiscal Policy in Deep Recessions: Simple and Hopefully Credible Empirical Evidence (H3)
Presiding: Bruce Sacerdote (Dartmouth College) 
Growth Forecast Errors and Fiscal Multipliers 
Olivier Blanchard (International Monetary Fund) 
Daniel Leigh (International Monetary Fund) 


Sintonia Fina
- com Conversa Afiada

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