3 de set de 2012

Uma leitura da direita brasileira

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!




PassaPalavra
Qual é a potência do pensamento daquele campo conhecido por direita no contexto da produção intelectual? É um pensamento capaz de efetuar-se a partir de sua força intrínseca? Por Lucas Caldana Gordon.

A oportunidade surge em boa hora, quando do recente lançamento de dois livros “irmãos” pela editora Três Estrelas, ligada ao grupo Folha: A esquerda que não teme dizer seu nome [1], de Vladimir Safatle, e Por que virei à direita [2], com textos de João Pereira Coutinho, Luiz Felipe Pondé e Denis Rosenfield. Uma característica parece resumir as figuras dos autores de ambos livros: intelectuais presentes na mídia corporativa. É notória a ligação entre estes meios de comunicação e a direita (para dar nomes aos bois, tomemos a Folha de São Paulo, o Estado de São Paulo, a revista Veja e a rede Globo), o que de princípio já nos coloca em posição de suspeita com relação à eleição do plantel. Mas não será o tema deste texto analisar as idéias que representam a esquerda neste lançamento; o objetivo é tentar compreender o discurso dos que viraram à direita. Seguiremos a ordem dos autores no livro.

Coutinho
O autor do texto “Dez notas para a definição de uma direita” divide seu texto em dois momentos: o ataque ao utopismo e o ataque ao multiculturalismo. Embarcando na onda neo-con, o autor faz menção a uma figura retórica aparentemente já famosa no Brasil (como veremos à frente) de dizer-se “cético”. Contrapõe-se a postura parcimoniosa e cautelosa do cético político que prefere encarar com calma, profundeza e desconfiança os problemas do mundo à do radical utopista que busca um maníaco aperfeiçoamento da humanidade e do Estado através de um cálculo totalmente entregue à razão abstrata. 

Há aqui uma ressalva importante: existem direitas e direitas, como esquerdas e esquerdas. Coutinho não quer saber para que lado está inclinado o desvario, se diz contrário a todos aqueles que pretendem moldar e praticar engenharias sociais baseadas em uma razão superior. Neste primeiro momento do texto nos deparamos com uma crítica ao autoritarismo característico das utopias, soluções teoréticas que demandam que a sociedade se encaixe em seu formato, custe o sangue que custar.

No segundo momento, Coutinho passa a fazer seu ataque ao multiculturalismo europeu. A designaçãoneo-con que ele se apoda para não parecer apenas um rabugento anti-islamita é pluralista: Existem culturas e culturas. Todas têm o direito de existir e ser respeitadas. No entanto, o senso de superioridade ocidental é sempre abalado quando vemos que uma mulher adulta pode optar conscientemente por usar um véu que lhe cubra todo o corpo caminhando pelas cidades da civilização da liberdade e do esclarecimento. 

As promessas de liberdade da cultura iluminada caem por terra quando imigrantes pobres e miseráveis não as abraçam dando graças a deus por terem encontrado uma forma de vida superior, ao passo em que preferem manter suas próprias raízes culturais em solo europeu. Por alguma razão, uma mulher de cultura islâmica não vê grandes vantagens para sua própria liberdade e bem-estar ao abraçar o estilo de vida europeu. Isto aos olhos de muitos conservadores é a prova de que esta mulher é um ataque à civilização democrática e livre do velho mundo. Coutinho está disposto a tolerar a presença de outras culturas, mas apenas enquanto não sentir que a sua própria está desmoronando. O cálculo aqui é o da utilidade: tudo aquilo que for benigno para a Europa é uma tradição “aceitável”, tudo o demais é selvageria, ameaça de contaminação, ameaça de ruptura da ilusão de uma civilização da liberdade e do esclarecimento. 

Sua defesa é daquilo que deve ser consenso em qualquer “vivência relativa” humana: a do respeito à natureza humana. Interessante notar aqui dois pontos: primeiro, a escolha de um termo que remete mais bem a um direito natural ao invés de um direito positivo; o segundo é a curiosa frase para alguém que se diz cético: “A experiência empírica revela-nos, sem particular esforço, um conjunto de condições físicas, psicológicas ou sociais que nenhum homem, independentemente da sua vivência relativa, poderá desprezar”. Uma certeza aparentemente inquestionável e de fácil constatação indica que a experiência empírica é independente das vivências relativas de cada indivíduo. Soa estranho. É como se natureza humana estivesse do lado da civilização ocidental, esta a descobriu e a respeita (ainda que com dificuldades), ao contrário do mundo bárbaro vindo do oriente e do sul.

Para encerrar seu texto, Coutinho resume a descrição de seu Estado ideal como “ordem superficial”, acrescentando que ele não deve “viciar o jogo”. Um liberal? Aos perfeitos moldes do fajutíssimo liberalismo brasileiro (embora Coutinho seja português), o autor diz defender um Estado que não interfira “demasiado” no jogo, apenas o necessário para mantê-lo sob as mesmas regras desta “ordem superficial”. É sua única menção, indireta, ao capitalismo.

Pondé
Os traços biográficos e a argumentação se confundem no texto de Pondé. Não se limitando a citar os autores mais presentes em seus primeiros estudos, Pondé introduz seu texto com uma pequena narrativa de episódios marcantes e contextos vividos nos seus anos de formação intelectual. Surgem aí suas primeiras intuições “trágicas” sobre a condição humana. Além da gritante fragilidade do homem como ser biológico e entregue às forças da natureza que o domina, o autor traz consigo uma outra importante certeza: a de que uns homens são melhores que outros, que os melhores são aqueles que realmente constroem o mundo humano e a imensidão dos medíocres apenas se arrasta pela história em sua existência insignificante. 

Não, os medíocres não deixam o mundo intocado, eles de fato o empobrecem objetivamente, diz o autor citando Ayn Rand e referendando tal opinião com um exemplo de seus afazeres diários junto aos sujeitos mundanos. Constatação engraçada esta, de que uns são melhores que outros; afinal, são melhores em quê? Para alguém que também se diz um cético, como é possível constatar uma tal coisa? Um Sócrates defendendo-se de um julgamento que o sentenciará à morte se pergunta: quem é capaz de fazer dos jovens melhores indivíduos? Existem aqueles que são melhores treinadores de cavalos, existem indivíduos que são melhores médicos, melhores cozinheiros, há de haver um indivíduo que seria o melhor em saber o que é o Bom e o Belo, capaz de fazer com que os jovens sejam melhores indivíduos. 

Mas quem será aquele que se acusará como o tal? Quem será aquele que diz SABER, melhor que todos os outros, o que é o Bom e o Belo? Parece que Pondé tem a resposta que Sócrates nunca teve. Creio que, se não a tivesse, não se pensaria digno de escrever colunas semanais para brindar o mar da mediocridade com suas dádivas escritas. Temos aqui um sério caso de um intelectual que quer transformar o exercício de investigação de si proposto por Sócrates em um dogma social, em uma opressão hierárquica baseada em superstição e mitologia heróica: a sociedade é de classes pois alguns merecem estar acima de outros por natureza. Nem Hobbes compra essa idéia.

O tal ceticismo de Pondé tem as mesmas bizarrices de Coutinho: diz ser uma postura que o liberta de uma crença imponderada na razão, mas ao mesmo tempo se fia em “empirismos” tão turvos ao ponto de citar passagens bíblicas como embasamento para suas intuições. Novamente nos deparamos com um cético que adora destilar suas crenças na natureza humana. Tudo indica que a tal sensibilidade conservadora de Pondé se aproxima bastante de uma sensitividade metafísica: a empiria do autor assegura-lhe o conhecimento do universal humano. O ceticismo de Pondé parece ser escrito com linhas tortas.

Mais do que apenas tomar a Bíblia como material de análise da condição humana, ótimo uso dela se queremos pensar as sociedades cristãs ou as filosofias por elas influenciadas, o autor a utiliza como um “Manifesto do Socialismo da Miséria” no aspecto espiritual: noções como a “insuficiência ontológica” do homem são usadas para empurrar um comportamento moral pessimista goela abaixo e impor a “miséria ontológica” como natureza humana inegável (outra forma peculiar de praticar o ceticismo), impondo uma socialização compulsória das amarguras trágicas deste melancólico autor.

No final descobrimos que, tanto no caso de Coutinho quanto no de Pondé, o ceticismo é apenas uma ferramenta filosófica para combater o racionalismo das concepções teoréticas da sociedade. A opinião de que o hábito e o afeto têm maior relevância no comportamento humano do que a razão e o cálculo de fato nos faz pensar a respeito dos perigos de uma crença imponderada na razão para ditar o convívio social. Mas, no entanto, não seria o hábito tanto ou mais questionável do que a razão? 

O hábito apenas nos mostra como a razão não rege nossas vidas tanto quanto alguns gostariam que o fizesse e, no entanto, o fato de que nos comportamos por hábito e não pela razão não nos dá absolutamente nenhum argumento segundo o qual o hábito deve ser menos questionável que a razão, correndo o risco de defender-se de um tipo de darwinismo social onde os hábitos que existem são melhores que todos os outros pelo fato de que sua existência é prova de sua necessidade e superioridade, a conservação pela conservação, o repouso como o estado de maior perfectividade possível para a sociedade.

No esteio do imobilismo que tem no hábito sua figura principal, Pondé nos apresenta a idéia pascaliana de “fuga da angústia” para afirmar que a política, a ação humana no coletivo e com finalidades coletivas, sempre esbarrará no “muro de infelicidade escondida”: toda verdadeira política, para este conservador, é uma questão de moral, de como cada um lida com sua impotência fervente e pecaminosa. Qualquer tentativa de atuar no campo coletivo e mundano é “vaidade”, “distração” das questões realmente importantes do homem: remoer delicada e sofisticadamente seus vazios profundos.

Já quase no final do texto Pondé se sente à vontade para tecer críticas à democracia: o império da doxa é o domínio da mediocridade, como já vimos. Os insignificantes, sob este regime, creem que suas opiniões têm o mesmo valor que a dos Grandes e, pior, acreditam que devem compartilhá-las, falar e ouvir o que os outros medíocres têm a dizer, numa ensurdecedora pandorga plebéia. Assim como Coutinho, vemos uma tímida aparição do capitalismo nas opiniões políticas de Pondé, que o vê como a idéia de “mercado livre”, necessária a qualquer democracia que tenha até hoje “funcionado razoavelmente”.

Há uma passagem que deve ser valorizada no texto do autor, que basicamente afirma ser mais desejável uma sociedade livre e autorreguladora do que o “partido da liberdade”. Em outras palavras, mais vale a luta autônoma dos diversos setores da sociedade do que a construção de um partido redentor, veículo encarnado da liberdade e da revolução social. Não é necessário expor as entrelinhas de uma tal defesa vinda da caneta de um direitista conservador, o que fica é a crítica ao centralismo profético, tão caro à política do século XX, a ser superado pelo pensamento do século XXI.

Por fim, o autor finalmente sai do armário definitivamente e faz a sua defesa da ditadura civil-militar brasileira, num uso eufemístico do subjuntivo quando diz que a guerrilha de esquerda “poderia ter feito do Brasil uma grande Cuba”. Segundo Pondé, a ditadura ”’nos salvou’ do pior”, do que podemos concluir uma de duas coisas: ou o autor é ignorante da história de nosso país, uma vez que as guerrilhas surgiram em função e em reação ao golpe de Estado; ou acredita ele que um golpe militar é uma resposta legítima e justificável para um processo democrático de estabelecimento dum governo verdadeiramente de esquerda.

Rosenfield
O texto de Denis Rosenfield tem uma base mais empírica e um foco mais claro que os textos anteriores: conta a história, presenciada por ele, do Orçamento Participativo criado em Porto Alegre sob mandato do Partido dos Trabalhadores. Infelizmente o autor perde a oportunidade de fazer uma crítica mais detalhada do programa, ou até de propor uma versão “de direita” ou “conservadora” do mesmo, e se utiliza do episódio para fazer um ataque em bloco à esquerda, como se este caso ilustrasse a quase totalidade do funcionamento da esquerda no mundo inteiro (passando por Chávez, URSS, o marxismo, etc.). Ainda assim é valiosa a crítica feita por ele ao processo de centralização eleitoreira que ocorreu com o PT: o que deveria ter sido uma ferramenta de institucionalização de participação popular foi se tornando em palanque eleitoral sob o estrito poder burocrático da classe política. 

Para uma parte significativa dos eleitores petistas de hoje a população importa sempre quando ela vota no PT, os sindicatos são de luta quando apoiam o governo federal, os blogs independentes são de esquerda quando louvam os anos do “lulopetismo”; quando não, são a famosa “esquerda de que a direita gosta”, expressão de uma notória pobreza de espírito e de honestidade política. Este processo de stalinização do PT é preocupante, um alvo fácil para a direita que sempre acusará o partido de ter uma “sede de poder” (como se nenhum outro partido buscasse o máximo de votos possível) e um alvo necessário para qualquer esquerda seriamente comprometida com o poder popular.

Rosenfield tece alguns comentários rápidos com relação à esquerda atual que merecem atenção pela bizarrice: a diferença entre as correntes comunistas do séc XX e do “socialismo do séc XXI” seria os “subterfúgios e malícias” do segundo, uma vez que as primeiras pretenderiam se impor mediante a revolução violenta, sem apelar a métodos “baixos”. 

Pobres regimes de direita atuais, nobres almas acossadas por um adversário tão perfidioso, com o único objetivo de derrubar o capitalismo, que segundo o autor seria o resumo dos seguintes conceitos amalgamados: direito de propriedade, liberdade de escolha, o Estado de Direito e a democracia representativa. Esta noção no mínimo excêntrica de capitalismo nos ajudaria a entender um pouco o porquê dos autores todos praticamente não mencionarem economia nos seus textos sobre a direita.
O momento final do texto traz algo de interessante, quando acusa a proposta de democratização dos meios de comunicação de antidemocrática, por “coibir as liberdade de escolha”. 

Um recurso muito prático e comum até mesmo para os liberais, o de apontarem as escolhas existentes como as únicas possíveis: se temos apenas dois jornais na cidade, qualquer medida estatal que vise aumentar a pluralidade de imprensa significa “coibir a liberdade de escolhas”, mesmo que esta desejosa liberdade de escolha seja apenas entre azul marinho e azul turquesa. Obviamente se trata de uma defesa do CAPITAL dos meios de comunicação e não dos meios em si, de contrário o liberal estaria muito mais interessado em debater a criminalização das rádios comunitárias, as práticas de monopólio perpetradas pelas grandes corporações midiáticas, a censura judicial que os meios de comunicação corporativos impõem às mídias independentes. 

Para praticar um exercício de boa fé, cabe aqui apenas uma carona nas críticas conservadoras do autor para trazer à atenção o recente fenômeno da blogosfera chamada “progressiva”, que muitas vezes funciona como uma bloco midiático governista. O caráter plural e o contexto da produção de informação na internet ajudam a criar um ambiente menos tendencioso e corporativo desta mídia com relação à velha mídia impressa, no entanto vale a atenção e a constante crítica à criação de meios de comunicação que se passam por independentes mas que constroem suas pautas seguindo os ventos das coligações partidárias.

Conclusão
Como já disse Milton Ohata [3] em sua resenha do livro, o fato é que todos os três autores estão muito distantes da direita partidária atual do Brasil, que tem no neoliberalismo e na religião suas principais cartilhas de atuação; no campo econômico, bancando as instituições bancárias e as diretrizes dos órgãos capitalistas internacionais e, no campo social, intervindo na vida privada dos cidadãos, criminalizando condutas e fortalecendo instituições militares armadas para oprimir a própria sociedade civil. A herança e a naturalização da violência social na pauta da imprensa no Brasil é tão forte que muito pouco da realidade popular vivida no país é realmente tema de debate: não basta matar inocentes, para a polícia virar pauta ela tem que matar inocentes brancos; não importa o desvio de dinheiro público, a corrupção só vira tema quando está em jogo a luta entre partidos. 

Não deixa de ser parecido o debate intelectual da direita: não se abordam em absoluto as propostas de um governo, não se abordam as mazelas a ser resolvidas no âmbito social, é como se o importante mesmo fosse defender-se de um iminente processo de totalitarismo advindo dos partidos de esquerda, misturado com concepções turvas de moral e lições de história baseadas em contabilização de cadáveres. Este comportamento paranóico mostra claras heranças dos tempos da propaganda “anticomunista” difundida pelos EUA no resto do mundo e que para muitos foi a desculpa perfeita para justificar os recrudescimentos autoritários vividos no Brasil, abraçados por muitos “liberais”.

A hipótese defendida por esta análise é a de que estes intelectuais são os ideólogos do egoísmo da classe média brasileira, o típico indivíduo antipolítico que odeia tudo aquilo que altere o status quo, que odeia os que se organizam e se propõem a atuar coletivamente com fins coletivos. Estes intelectuais não dialogam com programas partidários, não dialogam com nenhuma expressão da sociedade civil organizada, parecem inclusive não ter nenhum interesse em propor uma renovação do pensamento conservador ou de direita: chamados a escrever um livro sobre a direita optam ou por textos autobiográficos, bibliográficos, ou por atacar o PT.
A nível intelectual o que parece apontar a análise deste livro é que definitivamente a esquerda no Brasil não tem na direita um oponente verdadeiro. Talvez uma analogia cabível seja a do debate evolucionismoversus criacionismo: Os criacionistas também adoram o recurso ao “ceticismo” para apontar que a Teoria da Evolução é, dentro das consignas da moderna ciência, apenas uma hipótese eternamente incompleta para explicar os dados empíricos encontrados. 

Cético, no entanto, não se pode chamar a quem desconfia de uma hipótese, de um esforço da razão, para agarrar-se ferrenhamente a obscurantismos e saberes mitológicos. Da mesma forma, é patética a dita postura cética de quem recusa os riscos da razão na política para enredar toda a sociedade em regras estáticas, pré-estabelecidas por séculos de dominação, como se estas existissem por serem as melhores e não pela força da espada.

A reflexão de nossa direita hoje se limita a formar a ideologia egoísta dos leitores da mídia corporativa na medida em que estes endossam a política do status quo, o que ajuda também a explicar a altíssima taxa de aprovação da presidenta Dilma até mesmo nas classes médias e altas. Ódio ao sindicalismo, ao movimento estudantil, à classe política, às manifestações públicas, são traços desta ideologia que é reproduzida pelos meios de comunicação ainda hegemônicos. A força deste pensamento não vem de sua potencia intelectual, mas de sua divulgação midiática. Prova disto é a total falta de apoio da população a “movimentos” como o “Cansei”, ou ao linchamento público organizado pela imprensa corporativa no tal “mensalão”. 

As idéias da esquerda brasileira têm hoje muito mais importância no papel de organizar as expressões populares de luta do que em rebater o pensamento de direita. Se quisermos combater taticamente no campo adversário, uma linha de atuação seria justamente disputar o campo dos meios de comunicação hegemônicos, algo que o petismo tem feito com sucesso nos últimos anos, auxiliado por sua máquina de governo. Além disso, movimentos como os Indignados, o Occupy e as rebeliões da Primavera Árabe são excelentes exemplos das potências e limites das novas formas de comunicação e das utilizações que a esquerda do séc. XXI pode fazer delas, uma vez que cada vez mais roubam espaço das mídias tradicionais.

Sintonia Fina

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