4 de set de 2012

PELA 1ª VEZ É DEDICADO UM DIA AOS DESAPARECIDOS POLÍTICOS NO BRASIL

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!



Hoje (3ª feira, 4) transcorre em São Paulo o Dia Estadual em memória dos mortos e desaparecidos políticos. Trata-se da primeira vez em que se presta tal homenagem em qualquer estado ou município brasileiro.

A Lei nº 14.594, reverenciando os resistentes tombados na luta contra a ditadura de 1964/85, resultou de um projeto apresentado pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL), tendo sido sancionada em outubro último pelo governador Geraldo Alckmin.

A data escolhida foi a da abertura, em 1990, da primeira vala clandestina em que os agentes da repressão ditatorial sepultavam secretamente suas vítimas, no cemitério de Perus, na Grande São Paulo. A mobilização para que a verdade fosse relevada e alguns restos mortais resgatados foi encabeçada pelo ex-preso político Ivan Seixas.

Na época, Giannazi assim justificou sua iniciativa:
 "Um desaparecimento forçado consiste em um sequestro conduzido por agentes do Estado, ou por grupos organizados que agem com o apoio ou a tolerância do Estado, em que a vítima 'desaparece'.
 Desaparecimentos forçados foram usados primeiramente como forma covarde e violenta de repressão política na América Latina durante os anos 1960.
 Estima-se que mais de 90.000 pessoas tenham desaparecido nessa região.
No Brasil, durante o período da ditadura militar, o número chega a quase 400 pessoas, dentre as mortas e as desaparecidas.
A violência, que ainda hoje assusta o País, menos óbvia, mais ainda presente, tem raízes em nosso passado escravista e paga tributo às duas ditaduras do século 20.
Jogar luz no período de sombras e abrir todas as informações sobre violações de Direitos Humanos ocorridas no último ciclo ditatorial são imperativos urgentes de uma nação que se pretende verdadeiramente democrática".


Sintonia Fina
-com O Náufrago da Utopia 

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