3 de jul de 2012

Apesar de “vergonha” e “perdão”, Demóstenes se diz inocente

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Senador informa que fará discursos em plenário até a votação da cassação, prevista para ocorrer antes do recesso
São Paulo – O senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) foi hoje (2) à tribuna do Senado afirmar que fará discursos diários até a votação final de seu processo de cassação, prevista para ocorrer, no máximo, até o dia 17. “Tenham a certeza, sou inocente. Obrigado, senhor presidente, amanhã estarei aqui de novo”, disse o parlamentar sobre o processo em decorrência de suas relações com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
“Nunca tive negócios legais ou ilegais com ele. Não tive sociedade ou participação em delitos investigados pelas operações Vegas e Monte Carlo. Não, eu não coloquei meu mandato a serviço de Cachoeira e sim a serviço das forças produtivas do meu estado e do meu Brasil.” Dizendo-se “envergonhado”, ele informou que quer conversar com cada senador para pedir perdão. “Ainda não conversei com todos os senhores e senhoras. Não tive a oportunidade de falar e, quando tive, fiquei com vergonha.”
Nas escutas reveladas pela Polícia Federal, Demóstenes troca mais de trezentas chamadas telefônicas com integrantes do grupo de Cachoeira, aceita presentes pessoais e promete pressionar integrantes do Legislativo e do Judiciário pela aprovação de pareceres favoráveis à legalização dos jogos de azar, principal atividade da quadrilha. 

“Nada fiz para merecer a desconstrução de minha honra”, disse o senador. “Em virtude desses diálogos divulgados a conta-gotas, fui delineado como o vilão que tanto combati. Estou aqui de consciência tranquila, lutando pelo meu mandato. A todos reafirmo a minha inocência”, destacou. Após receber parecer favorável à cassação na Comissão de Ética do Senado, o processo contra Demóstenes será votado quarta-feira (4) pela Comissão de Constituição e Justiça, último passo antes do plenário. Na CCJ, o senador Pedro Taques (PDT-MT) emitiu entendimento a favor da sequência do caso. 
Para cassar o mandato de Demóstenes, são necessários 41 dos 81 votos dos senadores. A votação em plenário é feita de forma secreta. Antes de chegar ao plenário, o processo terá de aguardar um intervalo de cinco sessões ordinárias do Senado, caso seja aprovado na votação de quinta-feira na CCJ. Diante dessa exigência regimental, a Mesa Diretora do Senado decidiu convocar sessões ordinárias para hoje e para a próxima segunda-feira (9). O esforço é para que o julgamento de Demóstenes ocorra antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 17 de julho.

Sintonia Fina

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