14 de jun de 2012

PF tenta manter de pé Operação Monte Carlo

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!



Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defende legalidade das interceptações, enquanto seu antecessor, Marcio Thomaz Bastos, tenta provar, do outro lado do balcão, que as mesmas são viciadas; será que Cachoeira, que grampeou meio mundo, sairá da cadeia como alvo de grampos ilegais?


14 de Junho de 2012
247 – Quando deixou de ser criminalista, em 2003, para se transformar em ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, foi peremptório. Disse que havia “mudado de lado”. Nessa condição, conduziu várias ações espetaculares da Polícia Federal, que foi rotulada por ele como “republicana”. Mais recentemente, quando voltou a ser advogado, “desmudando de lado”, passou a questionar os métodos da PF que ele próprio comandava – e que, sob sua gestão, chegou até a invadir escritórios de advocacia.

De volta à ação como criminalista, Thomaz Bastos já conseguiu anular uma operação – a Castelo de Areia, que tinha a empreiteira Camargo Corrêa como alvo – apontando ilegalidades e abusos nas interceptações telefônicas. Os grampos teriam sido iniciados a partir de uma denúncia anônima. O mesmo argumento, agora, está sendo usado por Thomaz Bastos, que defende Carlos Cachoeira ao custo de R$ 15 milhões, para tentar tirar seu cliente da cadeia. E essa tese já foi acolhida pelo desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal, que relata o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Se vier a prevalecer, a posição de Tourinho Neto poderá jogar por terra todo o esforço da Polícia Federal, em mais de dois anos de investigação. Por isso mesmo, o diretor da Associação Nacional dos Delegados Federais, Marcos Leôncio saiu em defesa dos delegados que conduziram a Operação Monte Carlo. “Tenho confiança de que o TRF honrará o Poder Judiciário e derrubará esse voto esdrúxulo do relator”, disse ele.

Até mesmo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, entrou em ação. Segundo ele, as provas foram colhidas com “rigor técnico” e uma eventual anulação teria caráter “definitivo” e “irreparável”.

A decisão está nas mãos dos ministros da 3ª turma do TRF, que retomam o julgamento na próxima terça-feira. Mas seria extremamente irônico que um notório grampeador, Carlos Cachoeira, conseguisse sair da cadeia sob a alegação de que foi vítima de grampos ilegais.


Sintonia Fina

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