26 de jun de 2012

Lewandowski repudia pressão de Britto e do PiG

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


A blogosfera e o Brasil querem ver Cezar Peluso condenar o Dirceu sem provas.


O Brasil assiste estupefato à pressão que o PiG (*), especialmente a Globo, com seu poder excessivo, exerce para condenar José Dirceu.

E, com ele, jogar na masmorra o Presidente Lula e a Presidenta Dilma Rousseff.

É esse o Golpe.

É o segundo turno das eleições de 2002, 2006 e 2010.

O resto é o luar de Paquetá, diria o direitista confesso Nelson Rodrigues.

É inacreditável que ministros do Supremo – primeiro, Joaquim Barbosa e, agora, Lewandowski – sejam submetidos à pressão que o PiG faz, através de Ministros do Supremo.

(Não esquecer do papel lamentável que Cezar Peluso desempenhou ao pressionar Barbosa.)

A ponto de um ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo denunciar uma cena de chantagem e não denunciar o autor da chantagem.

Não foi preciso denunciar, porque o PiG (*) “comprou” sua versão – aliás, desmentida pelos outros dois particantes da cena “chantagista”.

Tudo, para condenar Dirceu.

Para condenar Dirceu (e Lula e Dilma) era indispensável que o Ministro Lewandowski tivesse concluido a revisão até esta segunda-feira.

Não concluiu e mandou um ofício em resposta a ofício desrespeitoso que recebera do Presidente do Tribunal.

Para atender ao PiG e, em certos casos, condenar Lula e Dilma, despem-se as togas – e as regras de civilidade.

E desrespeitam-se os códigos de uma Sociedade Democrática.

Lewandowski torna-se, assim, um defensor dos códigos da Democracia.

Essa Democracia que o PiG acha que foi respeitada no Paraguai.

Agora, no caso do mensalão, o PiG, o ex-Supremo e outros Ministros parecem dispostos a ouvir da voz da “turba”.

Uma “turba” tamanho “P”.

É a “turba”, ou a “opinião pública” dos mervais globais.

O ansioso blogueiro gostaria que o mensalão tucano, o reestabelecimento da legitimidade da Satiagraha e o mensalão petista (que está por provar-se) logo fossem votados.

Porque o ansioso blogueiro quer ver Cezar Peluso condenar o Dirceu sem provas.

(O Supremo dará um jeito de fazê-lo votar, com a ajuda do PiG. Ao enunciar seu voto, Peluso deveria dedicar algumas palavras de agradecimento ao Merval. Quem sabe o Ministro não quer entrar na Academia ?)

O que parece estarrecedor é a Globo mandar no Supremo.

É por isso que o Daniel Dantas manipula a Justiça (brasileira).

Porque a Justiça se deixa manipular.

É presa fácil.

Leia, estupefato, amigo navegante, o que se segue, na
Folha (**):


 

Ministro rejeita pressões e ação do mensalão vai atrasar

 



O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, se disse “estupefato” com pressões que recebeu para devolver logo o processo e afirmou ontem que tem até sexta-feira para concluir seu trabalho.

A decisão de usar todo o prazo deverá provocar um atraso de cinco dias no julgamento, adiando seu início do dia 1º de agosto para o dia 6.

“Estou trabalhando noite e dia para cumprir o prazo de entregar o voto revisor no fim do mês”, afirmou Lewandowski à Folha, por telefone.

Na semana passada, o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, enviou ofício ao colega advertindo que o processo deveria ser devolvido ontem para que o julgamento comece em 1º de agosto.

Lewandowski afirmou que ficou “estupefato” ao saber do envio do ofício. “Tive de me ausentar de Brasília na quinta-feira para o casamento do meu filho”, disse. Segundo ele, o ofício de Britto era “genérico”.

Lewandowski lembrou que o prazo para a devolução do processo foi aprovado pela maioria dos ministros. “O presidente está mudando o prazo? Estou surpreso.”

No início da noite, Lewandowski divulgou nota em que expôs o incômodo.

“Sempre tive como princípio fundamental, em meus 22 anos de magistratura, não retardar nem precipitar o julgamento de nenhum processo, sob pena de instaurar odioso procedimento de exceção.”

(…)

Se Lewandowski tivesse concluído seu trabalho ontem, a liberação do processo seria publicada hoje. Haveria então dois dias para a notificação do Ministério Público e dos 38 réus, mais 48 horas para o início do julgamento.

Como Lewandowski não devolveu o processo ontem, não há mais tempo para cumprir essas formalidades nesta semana, antes do recesso. É por isso que será necessário esperar mais alguns dias para dar início ao julgamento em agosto, quando os ministros voltarem ao trabalho.

Ao ministro revisor cabe identificar omissões do relator, “confirmar, completar ou retificar” o relatório.

À Folha Lewandowski disse que sua missão não se resume à revisão. “Tenho de fazer um voto paralelo ao do ministro Joaquim, que seja um contraponto ao voto dele. Tenho de descer ao mérito, rever provas, todos os volumes dos autos. Não é simples julgar 38 pessoas, 38 seres humanos, 38 famílias.”

Lewandowski disse ainda que precisa “trabalhar em paz” e negou que esteja sofrendo pressões externas, da opinião pública ou de advogado, mas não respondeu quando questionado se sofre pressões dos colegas.

“Eu não recebi nenhuma pressão de fora, nem para adiantar nem para atrasar nada. O dia em que um ministro do Supremo não tiver isenção para julgar, a própria democracia estará em risco.”

Sintonia Fina
- com PHA

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