27 de jun de 2012

Intelectuais alertam: golpe na Bolívia

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!





Por Altamiro Borges

A democracia na América Latina está correndo sérios riscos. Depois dos golpes em Honduras e, na semana passada, no Paraguai, as oligarquias locais tramam novas ações para abortar a guinada progressista na região - sempre em conluio com o império estadunidense e o apoio da mídia colonizada. O caso mais grave agora, além do Paraguai, é o da Bolívia. Um "motim policial", estimulado pelas forças de direita, tenta desestabilizar o governo do presidente Evo Morales. 


Para não serem pegas novamente de surpresa, as forças democráticas e progressistas da região precisam urgentemente protestar e levantar barreiras de contenção. A reunião do Mercosul, que ocorre em Mendoza, Argentina, nesta quinta e sexta-feira, deve adotar medidas duras - políticas e econômicas - para barrar as forças fascistas que não toleram a democracia e a integração soberana da América Latina. Neste sentido, cumpre importante papel o manifesto lançado por intelectuais e artistas contra as tentativos de golpe na Bolívia. Ele está aberto a novas adesões. Ajude a difundi-lo amplamente.


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Vamos barrar o golpe de estado na Bolívia 


É com profunda preocupação que estamos presenciando, mais uma vez, na Bolívia – terra de grandes lutadores e pensadores – forças golpistas de origens duvidosas, que estão aproveitando reivindicações sociais legítimas para gerar condições de desestabilização geral, para levar à possível queda de um governo que surgiu da luta contra as ditaduras militares ou civis do passado. 


As contradições na sociedade boliviana são muitas e devem encontrar os seus canais. O governo precisa assumir-se como expressão de um povo em luta por uma profunda transformação, radical, democrática e plurinacional, com tudo que isto implica; as organizações sociais têm que assumir com responsabilidade política a construção dessa outra sociedade e os seus processos de longa duração, ajudando a transformar as instituições e formas de governo atuais, que correspondem às novas relações político-culturais que caracterizam a marcha para um futuro emancipado e não capitalista. 


A Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade chama o povo boliviano, que é o sujeito principal desta história, a enfrentar com sabedoria os obstáculos que nunca deixaram de estar presentes nesta construção, e a refletir sobre o dia seguinte de um golpe que está sendo instigado e esperado pelas forças mais reacionárias, para voltar a mergulhar nossos povos para o desamparo. O principal favorecido do triunfo será o povo boliviano, mas também será a principal vítima da derrota, como diria René Zavaleta. 


Diante do que parece ser uma ofensiva continental em cascata, com golpes de estado seqüenciais, chamamos à comunidade de nossa América e internacional a ficar atenta e a buscar modos de evitar uma catástrofe social que coloque em risco todas as nossas lutas e processos de emancipação. 


Alemanha 


Joachim Hirsch, Ricarda Schlittgen, Rainer Schlittgen 


Argentina 


José Seoane, Telma Luzzani, Emilio Taddei, Carlos Ernesto Motto, Paula Lucía Aguilar, Enrique Ortega Salinas 


Austrália 


Federico Fuentes 
Áustria 


Dr. Dario Azzellini, 


Bélgica 


Comité pour les droits humains "Daniel Gillard", Paul-Emile Dupret, 


Bolívia 


Alejandro Dausá, Pablo Mansilla, Maria Nela Prada, Marcelo Oliva, Sonia Brito, Abraham Pérez, Alvaro Montenegro, Alejandro Zarate, Bety Tejada, Humberto Zambrana, Viviana Coronado, Olmer Torrejón, Hugo Moldiz, Manuel Mercado, Sylvia de Alarcón 


Brasil 


Carlos Eduardo Martins, Gabriel E. Vitullo, Edelcio Vigna, Milton Pinheiro, Elder Andrade de Paula 


Canadá 


Marta Harnecker, Michael Lebowitz, Pierre Mouterde 


Colômbia 


Hernando Calvo Ospina 


Costa Rica 


Wim Dierckxsens 


Cuba 


Roberto Fernández Retamar, Fabio Grobart Sunshine 


Equador 


Magdalena León, Jorge Orbe, Alexis Ponce, Osvaldo León, Sally Burch, Irene León, Ana María Guacho (Dirigente Purhua), Manuel Imbaquingo (Dirigente Kayambi), Manuel Simbaña (Dirigente Kitu Kara), Geovany Jaramillo, Janet Silva, Fundación de Estudios, Acción y Participación Social (FEDAEPS) 


Espanha 


Lois Pérez Leira, Fnancisco Fernández Buey, Juan Carlos Monedero, Katu Arkonada 


Estados Unidos 


Saúl Landau 


França 


Franck Gaudichaud 


Grã Bretanha 


Pablo Navarrete 


Guatemala 


Simona Yagenova 


Itália 


Partito della Rifondazione Comunista - Sinistra Europea, Marco Consolo 


México 


Pablo González Casanova, Ana Esther Ceceña, Enrique Leff, Julio Muñoz Rubio, José Steinsleger, Beatriz Stolowicz, Ángel Guerra, Gilberto López y Rivas, Catalina Eibenschutz, Ana María Aragonés, Miguel Socolovsky, Oscar Ugarteche, Nayar López Castellanos, Marcos López, Rebeca Peralta Mariñelarena, Aldo Rabiela, Miguel Álvarez Gándara, Fernando Sánchez Cuadros, Diana Guillén, Jaime Estay, Antonia Candela, Maricarmen Montes, Cristina Steffen, Walter Martínez, Sergio López, Enrique Reyna, Claudia Sandoval, Carlos Prigollini, Movimiento de Solidaridad Nuestramérica, Servicio Internacional Cristiano de Solidaridad con América Latina (Sicsal), Comité Monseñor Romero, Gabriela Hernández, Dalia Ruiz, Hildelisa Preciado, Carmen Mendoza, Leticia Rentería, Norberto Pérez, Leticia Gutiérrez, Mujeres para el Diálogo, Marco Velázquez, Clemencia Correa 


Panamá 


Jorge Ventocilla 


Peru 


Roberto Sánchez
República Dominicana 


Jose Antinoe Fiallo Billini 


Uruguai 


Antonio Elías, Aram Aharonian, Gonzalo Perera 


Venezuela 


Paulino Núñez, Emiliano Teran Mantovani 


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Mais adesões para anacecena@gmail.com 


 Ana Esther Ceceña - Observatorio Latinoamericano de Geopolítica; Instituto de Investigaciones Económicas, UNAM.

Sintonia Fina

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