14 de mai de 2012

Mulher de Gurgel cita mensalão: “parlamentar não é burro”

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

O Sintonia Fina reproduz texto do Conversa Afiada

Saiu no Estadão emenda pior que o soneto:


Subprocuradora diz não temer CPI e quebra de sigilo


 

Mulher de Gurgel, Cláudia Sampaio diz que foi certo não abrir inquérito em 2009 e que deputados querem desgastar seu marido


Ameaçada de convocação por integrantes da CPI do Cachoeira, a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques disse ontem, em entrevista ao Estado, que não teme a quebra de seu sigilo telefônico, que irá ao Congresso se for convocada e que os “parlamentares não são burros e sabem que o Ministério Público agiu corretamente”.


Acusada por setores da base aliada de não levar adiante uma investigação contra parlamentares envolvidos com o contraventor Carlinhos Cachoeira, principalmente o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), em 2009, Cláudia diz que tomou a decisão em conjunto com o delegado do caso e que integrantes da CPI querem, ao questionar sua atuação, desgastar seu marido, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por causa do julgamento do mensalão.


“Se tivesse arquivado em 2009, a investigação morreria ali e não teria dado em nada”, afirmou. “É aquele negócio: aconteceu no momento em que está perto do julgamento do mensalão.” Cláudia diz que, se convocada, vai à CPI esclarecer sua participação.


Vegas. Cláudia foi designada por Gurgel, em 2009, para avaliar se, com base nas investigações da Operação Vegas, havia elementos para pedir abertura de inquérito contra Demóstenes e os deputados Sandes Junior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) no Supremo Tribunal Federal (STF).


A subprocuradora disse que, na ocasião, tomou a decisão de segurar a apuração “em conjunto” com o delegado Raul Alexandre Marques Sousa, responsável pela operação. Ele disse à CPI, na semana passada, que foi Cláudia quem segurou a investigação. “Não foi uma decisão minha. Foi nossa. Entendi que não tinha elementos na época para ir ao STF. Poderia ter conversas relevantes no aspecto político ou ético, mas não tinha crime. Decidimos que era conveniente esperar.”

 

Sintonia Fina

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