10 de dez de 2011

A Privata do Caribe...



Simpatia como arma.

Ninguém deve imaginar Verônica parecida com o pai sisudo. Ela fala pelos cotovelos, sorri muito, usa a simpatia como arma. Nem é menina rica matando o tempo enquanto alguém toca o negócio. Dá expedientes de 11 horas, viaja até três vezes por mês ao exterior e despacha e-mails às três da madrugada. Nos finais de semana, para desgosto do marido, carrega o lap-top para casa. “Não acho que meu ritmo seja normal, mas eu adoro o que faço”, explica-se, sorrindo.

Se houvesse o Prêmio Nobel de tráfico de influência, haveria luta tremenda entre, Verônica Serra e Verônica Dantas, uma filha de Serra, a outra filha do banqueiro Daniel Dantas. Nenhuma coincidência, mas a constatação: são do outro lado. 

A filha de Serra, tão elogiada, decantada de todas as formas, tinha uma empresa, que quebrou o sigilo de 60 milhões de brasileiros. (revista Carta Capital), que até hoje não recebeu nenhum desmentido).  

Ela tem 41 anos e diz que já ganhou na rede mais dinheiro do que sonhava ganhar a vida inteira. Pra quem não sabe ela é uma das donas do Site de compras e vendas Mercado Livre. Por que e para quê as duas Verônicas precisavam saber os dados bancários de 60 milhões de pessoas?

E mais: como a “empresária” filha de Serra ficou tão indignada com as acusações?

Se antes já manipulara detalhes sigilosos de brasileiros, por que se julgava injuriada?  E o presidenciável Serra, que tanto defende a filha, não sabia de nada, como falavam sobre Lula?   E um pai tão cauteloso, previdente e autoritário, como Serra, se transforma em complacente, deixando que a própria filha seja sócia de uma filha de Daniel Dantas? Isso foi há muito tempo, o fato era tão notório, que provocava até a intervenção do presidente da Câmara, então Michel Temer. 

Só que existe outra versão: quando soube da sociedade de sua filha, o mafioso banqueiro Daniel Dantas advertiu sua filha:

“Cuidado, ela é filha do Serra”.




Sintonia Fina - Jenipapo

 "O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter" 
(Cláudio Abramo)

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