16 de dez de 2011

Amaury trincou o cristal dos tucanos. Nada será como antes

O Sintonia Fina reproduz texto do Conversa Afiada.



Os tucanos de São Paulo viveram à sombra do PiG(*).

Cerra e Fernando Henrique se tornaram aquilo que um detrito de maré baixa chamou de “a elite da elite”.

O Sérgio Lírio, da Carta Capital,  me perguntou hoje, mas como o Cerra conseguiu seduzir o PIG(*) ?

O que ele tem de especial ?

Ele se impôs ao PiG (*) – e, portanto, à elite – como o “mais consistente”, para usar inesquecível expressão da Catanhede.

Ou, para ficar nesse campo, “o mais cheiroso entre os cheirosos”.

Ou, como me diz amigo que os conhece desde os tempos do Cebrap – aquela instituicao que a CIA fomentou.

Os tucanos se ofereceram para “barriga de aluguel” da elite.

Eles eram o melhor anti-trabalhismo a mão.

O “seu Frias” dizia a quem quisesse ouvir: viverei o suficiente para ver o Cerra dar jeito nesse pais.

Em homenagem ao glorioso passado do “seu Frias” – combatente em 1932 e chefe dos Transportes da OBAN-, Cerra deu-lhe o nome a uma ponte.

O Farol de Alexandria já se retirou para a nota de pé de pagina que a Historia lhe reserva.

Tornou-se,  apenas, ridículo.

O Cerra, não.

É o candidato da elite de São Paulo.

É por isso a Folha (**) saiu à frente para tentar salvá-lo e não conseguiu – Aqui para ler

O Amaury se beneficiou do vento de proa que sopra da blogosfera.

Ele foi impulsionado como numa explosão.

E o combustível, o cansaço com a hipocrisia da elite de São Paulo e seu instrumento, o PiG (*).

Foi como se a senzala tocase fogo na Casa Grande, numa noite de vento.

Basta de fraude.

Fraude fraude, como a da Privataria, e fraude intelectual.

Esses tucanos de São Paulo não foram capazes de produzir uma ideia original, uma metáfora, uma frase, um projeto.

São um blefe.

Que os políticos da base aliada tomem nota do que aconteceu  nesses seis dias em que o Amaury criou uma CPI – Aqui para ler

A conta vai chegar.

Cerra é o nosso Mubarak.

Quem se  habilita ?


 
Sintonia Fina  via Paulo Henrique Amorim





"O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter"
(Cláudio Abramo)

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