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7 de fev. de 2013

O MELHOR E MAIS JUSTO PAÍS DO MUNDO:População carcerária dos EUA cresceu 780% em 30 anos


Nos últimos 30 anos, a população reclusa em penitenciárias federais passou de 25 mil para 219 mil pessoas
Por Carey L. Biron, da IPS/Envolverde
O braço investigativo do parlamento  dos Estados Unidos alertou que três décadas de aumento “sem precedentes históricos” da população carcerária levaram a uma superpopulação que afeta a infraestrutura do sistema federal de prisões. Nos últimos 30 anos, a população reclusa em penitenciárias federais passou de 25 mil para 219 mil pessoas, o que representa aumento de quase 780%, segundo o Serviço de Investigações do Congresso, datado de 22 de janeiro.
Os Estados Unidos prenderam uma proporção maior de pessoas do que nenhum outro país, e hoje registra 716 reclusos para cada cem mil habitantes. Embora os informes do Serviço de Investigação não tenham sido entregues ao público, uma cópia do mesmo pode ser encontrada no link http://www.fas.org/sgp/crs/misc/R42937.pdf.

Unidade 4 da prisão estatal de Novo México, Estados Unidos. Foto: Shelka04 en en.wikipedia – CC BY-SA 3.0
“Este é um dos maiores problemas de direitos humanos dentro dos Estados Unidos, já que muitos dos detentos pertencem a setores de baixa renda e a minorias étnicas e raciais, frequentemente marginalizados pela sociedade”, disse à IPS a subdiretora do programa norte-americano da organização Human Rights Watch, Maria McFarland. Nos últimos anos, o escritório de McFarland registrou novas tendências nas medidas de detenção, que mostram aumento de menores de idade e de idosos colocados atrás das grades, em consequência da imposição de uma política de castigos mais severos.
“No ano passado, cerca de 95 mil menores de 18 anos foram para a prisão, e nesse número não contamos os que foram enviados para instituições penais para adolescentes”, pontuou McFarland. “E, entre 2007 e 2011, a população de maiores de 64 anos cresceu 94 vezes em relação à população carcerária em geral. É evidente que as prisões não estão equipadas para cuidar de idosos, e se pode perguntar que perigo representam para a sociedade, qual é a justificativa para mantê-los presos”, acrescentou.
Segundo o informe do Serviço de Investigações, uma quantidade crescente desses detentos é presa por acusações vinculadas a violações de normas migratórias e posse de arma. Mas o número maior se deve a pequenos delitos de drogas, uma tendência que pode ser contraproducente para reduzir as estatísticas de delinquência, afirmou o autor do informe, Nathan James, especialista em políticas penais.
“A investigação sugere que, embora o encarceramento tenha contribuído para reduzir as taxas de crimes violentos na década de 1990, há reduções marginais associadas com níveis de encarceramento sempre crescentes”, apontou James. Uma explicação possível é que cada vez mais as pessoas são condenadas à prisão por crimes que têm “um alto grau de substituição”, acrescentou. Por exemplo, ao enviar para a prisão um violador contumaz, o sistema judicial tem o poder de impedir mais ataques sexuais desse criminoso e é provável que ninguém ocupe seu lugar. “Mas, ao prender um vendedor de drogas, é possível que alguém assuma a vaga. Portanto, prendendo esse indivíduo não se evita novos crimes”, ressaltou.
boom da população carcerária nos Estados Unidos deve ser rastreada em mudanças dentro do sistema penal federal. Nas últimas décadas ficou popular a “mão de ferro” judicial, pela qual mesmo crimes não violentos são reprimidos com duras penas de reclusão. Já a superpopulação é um problema generalizado. Em 2011, o sistema penitenciário funcionou 39% acima de sua capacidade, segundo o informe. Em consequência, quase duplicou o orçamento do Escritório de Prisões, chegando a US$ 6,4 bilhões, embora ainda haja problemas de infraestrutura não resolvidos no valor de centenas de milhões de dólares.
Estes problemas contrastam com certas tendências no âmbito dos Estados. Embora alguns tenham níveis preocupantes de superpopulação carcerária – como a Califórnia, que em 2011 recebeu ordem da Suprem Corte de Justiça para adotar medidas a respeito –, nos últimos anos foram tomadas medidas para reduzir o encarceramento. Algumas podem ser em razão da escassez orçamentária. O custo anual de alojamento de um detendo gira em torno de US$ 25 mil a US$ 30 mil.
Um informe do grupo promotor de reformas penitenciárias Sentencing Project, todas as populações carcerárias dos Estados Unidos diminuíram 1,5% em 2011. E mais, no ano passado legisladores de 24 estados adotaram políticas que “podem contribuir para diminuir o número de presos”. “Houve uma notável mudança na atividade estadual para acabar com o nosso vício em encarceramento”, disse à IPS a subdiretora legal da União de Liberdades Civis dos Estados Unidos, Vineeta Gupta.
“Alguns estados debatem algo que teria sido impossível há dez anos, sobre atuar com inteligência, em lugar de dureza, contra o crime. Nenhuma dessas medidas é suficientemente ampla para responder à grande dimensão do problema, mas são pontos de partida importantes. Lamentavelmente, o governo federal vai na direção contrária”, ressaltou Gupta.
O elemento mais importante para explicar os números da população carcerária pode ser os requerimentos mínimos obrigatórios para impor sentenças, que, tanto sob a lei federal quanto a estadual, impõem de forma automática certas penas de prisão para determinados crimes, em particular o narcotráfico. Tais políticas cercearam a capacidade dos juízes em conceber respostas judiciais às circunstâncias individuais. Com o passar dos anos, alguns magistrados renunciaram a essas políticas de requerimentos mínimos e outros travaram visíveis batalhas por seu desmantelamento.
“Deve-se dar atenção especial à reforma dos requerimentos mínimos e aos mecanismos de liberdade condicional, pois podem funcionar para reduzir a população carcerária estadual”, diz o Sentencing Project. “Os requerimentos mínimos obrigatórios não reduzem o crime, e têm como resultado penas mais longas que contribuem para a superpopulação”, acrescenta. No ano passado, sete Estados relaxaram ou rechaçaram algumas regulações de requerimentos mínimos obrigatórios. Esta análise se assemelha às conclusões do Serviço de Investigações.
No mês passado o senador Patrick Leahy, presidente do influente Comitê Judicial do Senado, disse que está disposto a apoiar o fim dos requerimentos mínimos federais, que qualificou de “um grande erro”. Para Gupta, “os comentários de Leahy são um grande passo para uma conversação sobre as forças motrizes do crescimento federal. A esperança é que algo do que está ocorrendo nos Estados, que registram em certos lugares uma criminalidade muito baixa, sirva de exemplo para o sistema federal.
Sintonia Fina

23 de jun. de 2012

Paraguay: detrás del retorno de la mafia de Stroessner, la inteligencia norteamericana

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


Federico Franco - GOLPISTA


Tan grande es la confianza que reina entre Federico Franco, el presidente golpista de Paraguay, y la Embajada de Estados Unidos en este país que él llego a conversar de la oportunidad de derrocar a su presidente, Fernando Lugo, ya en 2009. Lo revelaba meses después un texto revelado por Wikileaks donde un funcionario de inteligencia de la Embajada cuenta como Franco conversó del tema con el diplomático.
 
El texto fechado del era fechado el 6 de mayo de 2009 y redactado por un miembro de la representación diplomática – leer CIA - y liberado más tarde por la tropa del australiano Julian Assange, señala las discrepancias observadas entre el presidente y su vicepresidente, y precisa las intenciones de este último.
 
"Ciertamente, la división entre Lugo y Franco está creciendo. Sin embargo, Franco dijo el embajador de 28 de abril que él no está involucrado en algún plan para derrocar a Lugo y que su posición es mantener la paciencia para apoyar las instituciones democráticas de Paraguay", dice textualmente el informe secreto.
 
Federico Franco pertenece al Partido Liberal Radical Auténtico (PLRA - derecha), la “oposición” blanda permitida por el Partido Colorado del dictador Alfredo Stroessner que mantuvo durante 35 años su sanguinaria dictadura sobre Paraguay. La llegada de este médico liberal derechista al poder al lado del popular ex obispo Lugo fue el resultado de unas contorsiones políticas cuyos secretos domina la clase política tradicional del país sudamericano.
 
Pero siempre a alguien se le escapa sus verdaderas orientaciones.
 
UN HOMENAJE “ESPONTANEO” AL “GENERAL” STROESSNER
 
Los archivos cuentan como el viernes 18 de Agosto de 2006, el vice-presidente Franco asombró los presentes cuando, en el acto de inauguración de la sede de la Gobernación de Central, en Areguá, agradeció a Stroessner, entonces recientemente fallecido.
 
Al señalar que este departamento era “el único que no tenía local propio”, dijo que "eso se lo debemos a Stroessner. Le agradezco al general Stroessner porque Central no tenía delegación de gobierno”.
 
ABRAZADO POR LA “DIPLOMACIA” YANQUI
 
Las relaciones más que amistosas de Franco con la embajada de Estados Unidos en Asunción demuestran hasta que punto el pulpo de la diplomacia yanqui abrazaba de cerca este vicepresidente traidor que no escondía su repugnancia por el “cura” que acompañaba a la dirección del país.
 
Y de manera evidente discutía y compartía con los diplomáticos yanquis agradecidos y complacidos las numerosas fricciones que surgían, casi a diario entre él y su jefe.
 
Ya a su llegada a la vicepresidencia, el Departamento de Estado le había puesto un interlocutor bien preparado para enfrentar una coyuntura que no se había podido evitar. El embajador yanqui era entonces James Cason, quién se había hecho famoso justo antes como jefe de la Seccion de Intereses Norteamericano de La Habada, la estación CIA que se pretende diplomática en La Habana, Cuba.
 
En Asunción, Cason se hacía el gracioso– hasta dándose en espectáculo como intérprete amateur del folklor guaraní, lo que divertía hasta lugo. Pero no se limitaba a hacerse el payaso,
Cason, un socio de cada cabecilla de la mafia cubanoameriacna, se esmeró para provocar un número record de incidentes, confrontando las autoridades revolucionarias del país.
 
La actual embajadora en Asunción, Liliana Ayalde,. llego por su parte a maternizar a Federico para asegurar su integración con los planes de los herederos de Stroessner, estos mismos que ocupan el sistema parlamentario nacional, y se dedican a conspirar.
 
RECEPCIÓN CONSPIRATIVA EN LA EMBAJADA
 
Un incidente ilustra el tema.
En marzo del 2010, ell ministro de Defensa de Paraguay, general retirado Luis Bareiro Spaini, fue llamado a comparecer ante la Cámara de Diputados por sus “agravios contra la embajadora de Estados Unidos”.
 
Con 41 votos a favor y 4 en contra, los diputados aprobaron una interpelación contra el alto oficial tras una carta que le dirigió a Ayalde, acusándola de intromisión en asuntos internos de Paraguay, por la injerencia groseramente expresada a mediados de febrero en la legación diplomática.
 
En un almuerzo que organizó en la embajada con el propio vicepresidente Federico Franco y la presencia de una brocheta de generales del Ejército de EEUU que se encontraban de visita, Ayalde propició un debate en la mesa sobre… la situación política de Paraguay y la eventualidad de un juicio político para destituir al presidente Lugo!.
 
Los opositores del congreso fustigaron entonces, no a Franco sino a Bareiro Spaini “por entrometerse en una función que compete al ministro de Relaciones Exteriores”, al tiempo que ni señalaron la postura altamente traidora de Franco.
Ya el complot estaba caminando.
 
LUGO RODEADO DE TIBURONES
 
El documento del 2010 señalado ya especulaba con la planifiación de la salida de Lugo y "el grado de participación del vicepresidente en dichos planes".
 
El informe habla de algunos “actores políticos”, informantes de la embajada que tienen a Franco bajo su lupa, y que señalan como ha llegado a un acuerdo con el general golpista Lino Oviedo para acelerar un plan de juicio político de Lugo para que el vicepresidente tome el poder con Oviedo eventualmente” elegido como vicepresidente".
 
El informe de la Embajada de Estados Unidos en Asunción hace mención al interés de algunos políticos en acortar el Gobierno de Lugo.
 
"Persisten los rumores de que el ex general golpista Lino Oviedo, el expresidente Nicanor Duarte Frutos, y /o el vicepresidente Federico Franco, continúan buscando formas de reducir el plazo de Lugo", explica el cable filtrado por WikiLeaks, sin dudas seguido de cables internos de la CIA, donde las cosas se expresaban de manera mucho más cruda.
 
El mensaje secreto emitido por la Embajada y dirigido al Departamento de Estado, también hablaba de la existencia de "tiburones políticos" que rodean al presidente.
 
"Creemos que se encuentra bajo una gran presión", dice para luego abrir la posibilidad de que algunos podrían conseguir que renuncie o que enfrente un juicio político”, indicaba. Esto "puede convertirse en una posibilidad cada vez mayor".
 
Informado diariamente de cada incidencia en la más altas esferas del poder, beneficiándose de la complicidad de cada “tiburón”, le quedaba solo al mecanismo de espionaje de la embajada guiar los pasos de quién conservaba en su corazón la nostalgia del general asesino, él que gobernaba con mano de hierro.
 
Sintonia Fina
Jean-Guy Allard
No ISLAmía